Home Cultura Cinema A era das adaptações: filmes baseados em outras obras são a aposta do ano

A era das adaptações: filmes baseados em outras obras são a aposta do ano

A era das adaptações: filmes baseados em outras obras são a aposta do ano

Mallú Ferreira

A animação e expectativa de um fã pela adaptação de sua obra favorita é inegável. Mesmo correndo o risco de decepcionar a audiência, os produtores cinematográficos de Hollywood apostaram nesses sentimentos dos fãs e vêm produzindo adaptações variadas, incluindo os animes, animações japonesas. Nos cinemas maranhenses, por exemplo, estão em cartaz três adaptações de gêneros bem diferentes: A cabana, A Bela e a Fera e Ghost in the Shell.

O primeiro, A cabana (The Shack), é baseado no best-seller homônimo do escritor canadense William P. Young. Dirigido por Stuart Hazeldine, roteirista de ‘Exame‘, o filme apresenta a história de Mack Phillips, um homem que viveu um drama pessoal com o desaparecimento de sua filha Missy, de seis anos. Além do explícito enredo dramático, a obra também tem um viés espiritualista.

Já A Bela e a Fera é um live action do desenho animado de mesmo nome da Disney, conhecido por diferentes gerações. Toma-se o termo live-action para definir a adaptação com atores humanos e cenário físico de uma produção não-física, ou seja, uma animação. O que também é o caso do terceiro exemplo, Ghost in the Shell, cujo filme teve o título traduzido para A vigilante do amanhã.

Baseado no anime de mesmo nome, criado por Masamune Shirow,  o longa traz a atriz Scarlett Johansson no papel da protagonista Motoko Kusanagi, agente cibernética que teve sua mente e espírito implantados em um corpo robótico. A primeira adaptação da série para o cinema se deu em 1996, com Ghost in the Shell, dirigido por Mamoru Oshii. O filme teve uma continuação intitulada Ghost in the Shell 2: Innocence lançado em 2004. Também dirigida por Oshii, ela teve como protagonista o personagem Batou. Já em 2008, uma nova versão do filme original – Ghost in the Shell – foi exibida em alguns cinemas japoneses, com gráficos e som retrabalhados. Um terceiro filme, Ghost in the Shell: S.A.C. Solid State Society, foi lançado após a série de televisão. Dirigido por Kenji Kamiyama, ele não possui ligações com o trabalho de Oshii, sendo uma continuação do enredo estabelecido pela série de televisão.

Além das produções em cartaz nos cinemas, outra adaptação tem gerado diversos comentários: a do famoso anime Death Note, que traz a história do jovem Raito Yagami, que encontra um caderno com poder de homicídio em massa. Ao assinar o nome de alguém no objeto, Raito mata a pessoa em questão de minutos. O objeto dá ele a ideia de então tornar-se responsável por um novo mundo, sem criminosos. Muitos fãs do anime reclamaram a adaptação anunciada pela Netflix, que teve o trailer lançado recentemente. Entre as reclamações, estão a americanização da trama e as alterações na aparência dos personagens.

Além das produções japonesas, que possuem um grande número de admiradores no estado e mesmo em todo o país, também está acontecendo um movimento de grande incentivo às adaptações dos clássicos da Disney. No ano passado, tiveram destaque The Jungle Book (adaptação de Mogli – O menino lobo) e A lenda de Tarzan. Este ano, além da concretização do esperado A Bela e A Fera, também se está discutindo a possibilidade de trazer uma nova versão de O Rei Leão às telonas. Aladdin e Mulan também já estão na agenda da Disney.