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Rússia pede na ONU investigação completa sobre o ataque químico na Síria

Rússia pede na ONU investigação completa sobre o ataque químico na Síria

O representante da Rússia no Conselho de Segurança da ONU, Vladimir Safronkov, pediu hoje (5) na reunião do órgão que qualquer decisão sobre o possível uso de armas químicas na Síria seja adotada apenas após uma completa investigação dos fatos mais recentes e apontou para a suposta responsabilidade de um grupo armado no caso. As informações são da agência espanhola Efe

Safronkov justificou no Conselho sua oposição a um projeto de resolução que buscava condenar o ataque realizado na segunda-feira (3) na cidade síria de Khan Sheikhoun, no norte do país, quando cerca de 70 pessoas morreram e mais de 200 ficaram feridas. O diplomata russo disse que “não seria sério” o Conselho de Segurança aprovar uma resolução sobre estes fatos sem ter feito uma investigação “objetiva” sobre o caso, que só tem “falsos reportes”.

“É preciso fazer uma investigação completa para averiguar o que aconteceu e quem foi responsável”, reforçou.

O relatório, que resume os resultados do trabalho da procuradoria suíça no ano passado, destaca ainda que já foram confiscados, no âmbito da Lava Jato, mais de R$ 3 bilhões em contas de bancos suíços desde abril de 2014, dos quais R$ 615 milhões foram devolvidos às autoridades brasileiras.

No documento, o órgão ressalta também a condenação na Suíça da empresa Odebrecht, que foi obrigada a pagar cerca de R$ 630 milhões em decorrência de crimes corporativos, além de ter concordado em devolver US$ 1,8 bilhão em um acordo conjunto com autoridades suíças, brasileiras e norte-americanas.

“As conclusões coordenadas das investigações na Suíça, no Brasil e nos Estados Unidos são um sucesso para o combate internacional à corrupção, e o resultado de uma cooperação e coordenação estreita entre as autoridades policiais responsáveis”, diz o relatório da Procuradoria-Geral da Suíça.

O projeto de resolução, que acabou não sendo levado à sessão do Conselho de Segurança, era defendido pelos Estados Unidos, França e Reino Unido e exigia averiguação a fundo do caso. Não estabelecia, no entanto, quem era responsável pela ação, embora os governos dos três países acusassem o regime de Bashar al Assad.

Safronkov mostrou oposição a algumas partes do texto do projeto de resolução, que, segundo ele, deveria condenar “o uso de armas químicas de qualquer tipo”. Em sua exposição, ele reiterou relatórios fornecidos por Moscou que dão conta de que a aviação síria realizou um ataque das 11h30 às 12h30 (horário da Síria) da segunda-feira na parte leste de Khan Sheikhoun.

Segundo a Rússia, esse ataque teve como alvo um estoque de munição e equipamentos de guerra em um território supostamente controlado pelo grupo terrorista Frente Al-Nusra, filial da Al Qaeda.
De acordo com Safronkov, nesse local havia uma instalação para fabricar munição “que usa armas tóxicas” e que aparentemente seria usada no Iraque e na cidade síria de Aleppo.

Agência Brasil