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Novas regras para cartão de crédito não impactarão mercado

Novas regras para cartão de crédito não impactarão mercado

As novas regras de uso de cartões de crédito favorecem o consumidor, segundo  o economista Marcel Solimeo, diretor do Instituto de Economia da Associação Comercial de São Paulo (ACSP).  De acordo com as novas determinações do Conselho Monetário Nacional (CMN), a partir de hoje (3), a opção de pagar apenas o valor mínimo da fatura – equivalente a 15% do total do débito – poderá ocorrer de uma única vez, pelo prazo de 30 dias.

A medida consta da reforma microeconômica anunciada pelo governo no fim do ano passado. Os bancos tiveram pouco mais de dois meses para se adaptarem à nova regra, que obrigou as instituições financeiras a transferirem para o crédito parcelado, que cobra taxas menores, os clientes que não conseguirem quitar o rotativo do cartão de crédito nos primeiros 30 dias.

Durante esse período de quase dois meses, os bancos definiram as novas taxas para o crédito parcelado. De acordo com a Associação Nacional dos Executivos de Finanças, Administração e Contabilidade (Anefac), a medida tem o potencial de reduzir pela metade os gastos com juros em 12 meses.

Mudanças não devem afetar mercado

Para Solimeo, essa medida ajuda a preservar o consumidor contra a “armadilha perigosa” dos parcelamentos com prestações corrigidas por juros compostos em que “a dívida cresce tão rapidamente que não dá a mínima condição de o devedor pagá-la”. Ele alerta que o uso do limite de crédito deve ser um recurso em situação de emergência e não como complemento de renda porque isso “vai, inevitavelmente, levar ao desequilíbrio das contas , no chamado efeito Bola Neve”.

Em sua opinião, “é uma mudança bastante positiva.”No entanto, pondera que ela não provocará grande impacto no comércio varejista e no comportamento da maioria dos usuários.“Existe uma prática disseminada de se evitar a rolagem do saldo da dívida sujeita a juros altos”. Ele lembrou que, paralelamente, os próprios bancos tem chamado os clientes para renegociar.

Solimeo considera que a parcela da população que tem o hábito de quitar apenas o mínimo terá de buscar maior equilíbrio entre o que ganha e gasta. “Por mais doloroso que possa parecer será necessário cortar despesas porque não se pode gastar mais do que se ganha.”

Dados de uma pesquisa ao Datafolha, encomendada pela Associação Brasileira das Empresas de Cartões de Crédito (Abecs), mostra que 86% das pessoas pagam o valor integral da fatura e 3% recorrem à opção de quitar apenas o mínimo. Outros 5% dos usuários de cartões de crédito preferem o parcelamento.

Com informações da Agência Brasil