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Movimento musical da Raposa apresenta seu primeiro show

Movimento musical da Raposa apresenta seu primeiro show

O recém-formado movimento musical que atua nas proximidades da Raposa, Sarará Raposa, apresenta o seu primeiro show neste sábado (1º), a partir das 16h, na Casa d’Arte (Rua Farol do Araçagy, na Raposa).

Intitulado “Pega na mentira”, o evento reunirá no palco nove talentos musicais que apresentarão suas músicas autorais e ou músicas de outros compositores que fazem parte de seus repertórios.

São eles: Carlos Berg, Célia Leite, Claus Alves da Silveira (cads), Henrique Veras, Jhon Süh, Luis Lima, Metuza Jason, Pereira Filho e Zeca Barbosa. Todos se revezarão no palco, interagindo uns com os outros.

Além das apresentações musicais, também faz parte das atrações as exposições artísticas Fases e faces, de Jonilson Braga, e Prosa da Fertilidade, de Claudia Marreiros.

Sarará Raposa

O grupo reúne cantores, compositores e músicos para trocar experiências artísticas e discutir propostas de políticas públicas culturais, a fim de fortalecer o setor musical no Maranhão.

A maioria dos membros é morador de Raposa ou viveu um período da vida por lá e hoje mora em outras localidades da Ilha, ou mantém alguma relação afetiva com a cidade. São Músicos, produtores, gestores e sociedade civil organizada reunidos em prol da música na região Metropolitana ampliando a necessidade de Metropolização sistemática das Políticas de Cultura.

O Movimento Sarará Raposa surge com o apoio do Casa d’Arte Centro de Cultura, mas com perspectiva de ampliar sua circulação e “ir onde o povo está”.

Os artistas

Carlos Berg é cantor e compositor. Dono de um estilo eclético, tem intensificado as atividades do seu trabalho autoral, sob a influência dos clássicos da MPB e das sonoridades da cultura maranhense, resultando em composições como “Fulêra no Quinto”, composta em parceria com o músico Gerude e gravada por Zeca Baleiro e Alcione; a balada romântica “Down”, que tocou nas rádios; e o protesto “Covardes Algemas”, homenagem ao repentista maranhense Gerô, vencedora do festival Unireggae (São Luís – MA)

Célia Leite é natural de Penalva/MA. Cantora e compositora há 35 anos, tem gravado 04 Discos de vinis e 02 cd’s, além de participação em diversos discos e cd’s, como “tribo” e “semana de arte”. Suas composições são quase sempre cult, sem o apelo kitsch (que hoje encontramos em grande escala na música nacional), possuindo uma visão muito peculiar e crítica sobre a música que produz, além de sua postura política e voz apocalíptica. Turismóloga, tem uma forte ligação com a natureza o que reverbera em suas composições. Com uma pegada pop rock, caminha também pelo reggae e baladas falando sempre sobre o amor e a natureza, principalmente o mar.

Claus Alves Da Silveira (Cads), nascido em 1952, é Luthier (construtor de instrumentos musicais), Cantautor (músico, autor e compositor), Designer (de mídia, de seda, de livros, de gráficos, de madeira, de capas), alemão, radicado em São Luís/MA mora no Araçagy há mais de 10 anos. Desde muito cedo queria fazer música, ganhou o primeiro violão com 15 anos “tarde demais” (segundo ele), e começou a partir das primeiras posições decoradas combiná-las para fazer melodias. A primeira letra era alemã, depois, escreveu em inglês até descobrir que seria mais fácil fazer letras na língua materna. Depois de muito aprendizado e trabalho como cantautor (autor, compositor, cantor e músico), por não encontrar um instrumento que queria no mercado, começou trabalhar como luthier e depois se formou nesta profissão. Agora, além de fazer músicas e letras também confecciona os seus instrumentos. Com a paixão pela música pôde aprender mais uma língua (o Português) que hoje em dia usa para as suas composições com mais facilidade do que o alemão.

Henrique Veras, natural de São Luís, 50 anos, cantor e compositor, farmacêutico, bioquímico e professor está na carreira musical há 04 anos e tem um CD gravado. A ideia de cantar veio da inspiração em suas influências musicais dos cantores da terra, como Santa Cruz, e as bandas Tribo de Jah e Guetos, dentre outros. Nasceu no Kennedy, cresceu no Camboa, viveu no Jaracaty, mudou-se para o Bequimão e se considera Raposense por trabalhar há mais de 10 anos em Raposa. Logo percebe-se que desde muito cedo veio do gueto de onde tirou suas referências pessoais e musicais. Segundo ele “com exceção as regras”, optou por estudar e passou em um curso “elitizado”: Medicina; tornando-se um profissional completo e graduado, fundador de vários movimentos estudantis, assumindo postura de um líder político, mas nunca deixando de lado a sua paixão pela música! Foi então que recebeu um convite do cantor maranhense Roberto Ricci para gravar as músicas que vinha compondo. E em 2016 lançou seu primeiro CD “A ponte” o qual tem circulado com o show de mesmo nome, por diversos cantos da ilha.

Jhon Süh é natural de Barreirinhas, mas mora em Raposa desde os 07 anos de idade. É Cantor, compositor e músico executante. Tem 01 CD gravado e outro em processo de gravação: “Joucer Breve mais flôres”. Sua vontade era fazer música pop, mas os “críticos” a definem como MPB. Marinheiro e filho de família de pescadores, Jhon, ganhou um violão do pai aos 06 anos de idade, que o seu tio vendeu logo em seguida.; e ele jurou comprar seu próprio violão, um dia, com o suor do seu trabalho. E assim o fez aos 17 anos de idade. Comprou e se dedicou a aprender a tocar de forma autônoma e autodidata. Admirador da natureza, gosta de fazer trilha e acampar levando sempre seu violão onde se inspira na fauna e na flora para compôr suas músicas, que também falam de amor e esperança.

Luis Lima é Cantor, Compositor e Poeta, e se autodefine como “Cantautor” e “Arrumador de palavras”. Gravou dois CDs: “Palavrando” (2007) e “Expresso de Letras” (2010), ambos com arranjos do maestro Henrique Duailibe; e lançou dois livros de poesias: “Arrumador de palavras” (2012), e “Mente de giração” (2016). Em sua trajetória vem vivenciando sua poesia-música na Bahia, Rio de Janeiro, Maranhão, e Santiago, no Chile. Em busca de fortalecer o ativismo cultural no Estado é associado do Instituto Maranhão Sustentável e é idealizador do Casa d’Arte Centro de Cultura, localizado em Raposa.

Metuza Jason é músico instrumentista e produtor musical. Natural de Barreirinhas, vive em Raposa há 27 anos. É guitarrista, mas também toca contra-baixo, teclado e bateria. Há 20 anos na carreira musical, atualmente faz parte de duas bandas em São Luís: “Danda Glitz” e “Novo Som cover”. Eclético, Metuza tem contribuído com sua musicalidade, seja com seus instrumentos, ou com sua bela voz como backing vocal, em diversos Cd’s, como o da cantora Jesiane França (guitarra), Naarã (guitarra), Tiago (guitarra e backing vocal), Jacimario (guitarra e backing vocal), Marcos Barbosa (guitarra), e vários jingle’s políticos. Também do ramo da culinária, divide seu tempo como micro empreendedor do Restaurante Pôr do Sol, no cais de Raposa.

Pereira Filho é músico, produtor musical e intérprete. Nascido e criado no município de Raposa, faz música há 25 anos. Embora eclético, considera a MPB como seu forte. Pereira toca violão, guitarra e baixo, e além de músico, se considera mais interprete do que compositor. ZECA BARBOSA é natural de São Luis, mas vive há 06 anos em Raposa. Cantor, compositor e músico, tem 3 CD’s gravados, em mais de 35 anos de carreira. São eles: “À pés pro sol” (2002), “Essência” (2004) e “Perfil” (2015). Suas músicas circulam nos mais variados ritmos, como o reggae, balada pop, xote, bumba meu boi, merengue e outros, e são quase sempre dançantes. Suas letras também permeiam por diversos assuntos, dentre canções de protesto, e músicas sobre a natureza. Com mais de 200 composições, suas músicas já foram gravadas por diversos artistas, dentra elas, uma linda versão de “Boi de terreiro” por Antônio Pereira, de Manaus. Seu último CD “Perfil” teve mais de 2.000 cópias vendidas.