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Estudantes recebem projeto de emponderamento feminino

Estudantes recebem projeto de emponderamento feminino

Nesta sexta-feira (24), a partir das 8h, será realizado em Imperatriz o encontro ‘Coisas de meninas e outras coisas – construindo uma abordagem de saúde, gênero e diversidade’, que  tem como objetivo incentivar o empoderamento das estudantes do Centro de Ensino Graça Aranha, por meio do conhecimento e divulgação de informações de saúde como instrumento do desenvolvimento do protagonismo das alunas para enfrentamento e superação da desigualdade de gênero no ambiente escolar.

O projeto integra a programação alusiva ao Março Lilás, período em que os serviços de saúde reforçam a prevenção ao câncer do colo de útero no Maranhão. Durante a programação, meninos e meninas participarão de oficinas de jogos eletrônicos, recreação, esportes, roda de conversas, atividades culturais, além de orientação sexual, nutricional e saúde bucal e atualização da carteira de vacinação.

Imperatriz é o segundo município a receber o projeto, sendo São Luís a inaugurar o evento. No dia 31, Paço do Lumiar também recebe o “Coisas de meninas”, no Centro de Ensino Domingos Vieira Filho. O projeto é desenvolvido pela Secretaria de Estado da Saúde (SES), em parceria com outros órgãos do Governo, como as secretarias de Estado da Mulher, de Esporte e Lazer, Juventude e Educação.

Por Ser Menina

A pesquisa Por Ser Menina no Brasil: Crescendo entre Direitos e Violências, divulgada em 2014, promovida pela organização social Plan International Brasil e a empresa Socializare, apontou que 31% das garotas, na faixa etária de 11 a 14 anos, se sentem excluídas por questões de gênero.

O levantamento analisou, também, questões sobre a percepção das meninas para a definição de violência. No ranking das respostas, o primeiro lugar está relacionado ao aspecto físico, como matar ou tirar a vida de alguém e agressões físicas (75%). Em segundo, obrigar alguém a fazer algo à força (74%). Na seqüência aparecem tocar no corpo da menina sem sua permissão (68%); manter alguém preso em casa ou no quarto (62%) e pressão psicológica (61%).

Para os pesquisadores, esse dado aponta que a partir da ampliação do conceito de violência percebe-se que a mesma é compartilhada por um número crescente de meninas.