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Homem é preso por tentar assassinar a esposa

Homem é preso por tentar assassinar a esposa

Francimar Alves Barbosa (37 anos), foi preso na manhã desta segunda–feira (21), suspeito de tentativa de homicídio da esposa e posse ilegal de arma, no Residencial Sebastião Régis, zona rural da cidade de Imperatriz.

A denúncia foi feita pela vítima, afirmando que Francimar estava embriagado e por isso a tinha agredido, e que durante uma discussão entre os dois, a ameaçado de morte.

Sabendo que o marido tinha arma de fogo em casa, e temendo pelas filhas, uma de dois anos e outra de oito meses, a vítima resolveu procurar a polícia.

“A chegarmos no local da ocorrência, constatamos que o suspeito estava embriagado e com as duas crianças em casa, pois a mulher, autora da denúncia, havia fugido com medo das ameaças dele, mas durante a ligação, ela nos assegurou que ele tinha uma arma dentro da casa,” afirma o Cabo Leandro Sales, responsável pela operação.

Durante as buscas na residência, forram apreendidos uma arma de fogo, de fabricação caseira, do tipo espingarda; três tubos de pólvora; além de componentes para a fabricação de munição.

O suspeito, que já tem passagem na polícia por homicídio, foi apresentado no Plantão Central da Delegacia Regional de Segurança. Ele deverá ser enquadrado na lei Maria da Penha e responder por porte ilegal de arma de fogo.

Violência doméstica em Imperatriz

A Lei  11 343/06, conhecida como Lei Maria da Penha, desde o ano de 2006 é quem regulamenta as agressões contra mulheres, em especial, as agressões domésticas.

A lei Maria da Penha deu mais rigor ao tratamento à este tipo específico de crime, alterando as medidas de punição aos agressores e levantando pela primeira vez a discussão acerca do feminicídio – que é cometer violência contra alguém especificamente por ser mulher.

Em Imperatriz, segundo a Delegacia da Mulher, o número de denúncias têm aumentado consideravelmente.

De 2015 até hoje foram registrados 857 inquéritos de violência doméstica, 464 somente no ano passado. A Delegada da Mulher, Virgínia Loyola, atribui o aumento no número de denúncias à celeridade na resolução dos casos.

No entanto, a delegada afirma que apesar do alto número de resoluções, essa ainda é uma violência muito difícil se tratar pois as vítimas têm muita dificuldade em falar sobre o assunto:

“É uma violência muito difícil de denunciar, porque pra muitas vítimas, falar sobre o assunto é assustador, mesmo assim, o número de inquéritos em Imperatriz aumentou. Os casos mais frequentes de violência contra a mulher são a violência física e a ameaça. Mas mesmo o número de inquéritos aumentando, o número de medidas protetivas diminuiu,” declara a Delegada.

Para denunciar casos de violência física ou psicológicas em Imperatriz, as mulheres podem procurar a Delegacia Regional da Mulher, Na rua Sousa Lima, S/N, no centro da cidade.