Home Maranhão Imperatriz Espetáculo que homenageia Cora Coralina chega a Imperatriz

Espetáculo que homenageia Cora Coralina chega a Imperatriz

Espetáculo que homenageia Cora Coralina chega a Imperatriz

Idealizado e interpretado pela atriz e escritora maranhense Lília Diniz, o espetáculo “Cora dentro de mim – Plantando Roseiras e Fazendo Doces”, chega a Imperatriz na próxima quarta-feira (22), no teatro Ferreira Gullar.

“Cora Dentro de Mim – Plantando Roseiras & Fazendo Doces, é um espetáculo cênico-poético-musical, em que os pensamentos da doceira e escritora Cora Coralina, são rememorados por meio de seus versos e contos.

“Em nossos corações, Cora Coralina, ainda está ali, em uma das portas daquele casarão, às margens do rio Vermelho. Ela segue debruçada na janela da Casa Velha da Ponte, observando as pessoas e o rio. Imperatriz e Cidade de Goiás (onde ela nasceu) tem essa vocação de lugares nos quais os rios são protagonistas de esperança e de dor. São cidades que evocam poesias, sonhos e belezas”,  revela Lília.

O espetáculo promove um estímulo aos sentidos e às memórias, conduzindo o público à casa da infância, com o ‘cheiro da comida da avó’, como se estivessem ouvindo histórias de seus familiares, ao redor do fogão à lenha.

Enquanto isso, o doce de banana, que é feito em cena, fica pronto para degustação ao final do espetáculo.

A Turnê nacional começou em Brasília, segue para Imperatriz nos dias 22 e 23 deste mês, logo depois para São Luís, São Paulo e Rio de Janeiro.

As sessões contarão com intérprete de libras e audiodescrição, para que pessoas com necessidades especiais não tenham dificuldades em acompanhar o espetáculo.

A censura do espetáculo é 14 anos.

Quem é Cora Coralina

Imagem: divulgação – museu/casa da Cora

Cora Coralina era o pseudônimo de Ana Lins de Guimarães Peixoto Bretas. Cora foi uma contista e cronista brasileira, considerada uma das maiores escritoras brasileiras.

Ana Lins nasceu na Cidade de Goiás, antiga Villa Boa de Goyaz, em 20 de agosto de 1889. Ela nasceu de uma família aristocrática e cursou apenas os quatro primeiros anos escolares, em casa e educada por um professor particular.

Aos 14 anos Ana Lins inventou o pseudônimo Cora Coralina para conseguir publicar seus poemas em um periódico da cidade, sem sofrer a repressão de sua família.

Em 1911 Cora  foge para São Paulo com o advogado Cantídio Bretas, com quem se casaria anos depois.

Em São Paulo ela continua escrevendo e contribuindo com artigos para jornais da região e após a morte do marido sustenta a si e aos filhos vendendo livros. Em 1956 Cora retorna para a Cidade de Goiás, onde se tornou doceira até o fim da vida.

Cora publicou seu primeiro livro em 1965, pela mesma editora onde trabalhou e recebeu o título de Doutora Honoris Causa da Universidade Federal de Goiás (UFG), e no mesmo ano torna – se a primeira mulher a vencer o prêmio Juca Pato.

Cora  Coralina continuou lúcida até os 96 anos,quando veio à óbito, em 1985.

*com edição para correção das datas das apresentações feitas no dia 20/03/2017