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Primeiro trimestre do ano registra 45 casos de calazar

Primeiro trimestre do ano registra 45 casos de calazar

Nos três primeiros meses deste ano 45 casos  e 1 óbito da doença Leishmaniose visceral (conhecida por calazar), foram registrados na Região Metropolitana de São Luís. A doença vem preocupando as autoridades públicas. O último caso confirmado pela Secretaria de Estado da Saúde, é uma criança de apenas 9 anos.

Segundo o órgão, o aumento de casos se deve a alguns fatores, entre eles o aumento da população urbana e as mudanças ambientais.

No ano passado, o número de óbitos foi superior ao ano de 2015.  De acordo com os dados da SES, 51 pessoas morreram por conta da doença e 612 casos notificados.

Enquanto em 2015, cerca de 517 casos de Leishmaniose visceral, sendo registrados 36 óbitos.

Doença

Leishmaniose visceral, ou calazar, é uma doença transmitida pelo mosquito-palha ou birigui (Lutzomyia longipalpis) que, ao picar, introduz na circulação do hospedeiro o protozoário Leishmania chagasi. A doença não é contagiosa nem se transmite diretamente de uma pessoa para outra, nem de um animal para outro, nem dos animais para as pessoas. A transmissão do parasita ocorre apenas através da picada do mosquito fêmea infectado.

Na maioria dos casos, o período de incubação é de 2 a 4 meses, mas pode variar de 10 dias a 24 meses. Quando não tratada, pode evoluir para óbito em mais de 90% dos casos.

Diagnóstico e Tratamento

O Ministério da Saúde afirma, que o método mais comum para diagnosticar o calazar é por meio do teste da tira reagente. Entretanto, esse método é muito problemático. Em áreas endêmicas, pessoas podem ser infectadas pelo calazar, mas podem não desenvolver a doença. Assim, nenhum tratamento será demandado.

-Humanos

Apesar de grave, a Leishmaniose Visceral (LV) tem tratamento para os humanos. Ele é gratuito, está disponível na rede de serviços do Sistema Único de Saúde e baseia-se na utilização de três fármacos, a depender da indicação médica: o antimoniato de N-metil glucamina, a anfotericina B lipossomal e o desoxicolato de anfotericina B.

– Cães

A recomendação para cães infectados com a Leishmania infantum chagasi é a eutanásia, que deve ser realizada de forma integrada com as demais ações recomendadas pelo Ministério da Saúde (MS). Vale ressaltar que essa medida é indicada como forma de controle por meio de inquéritos censitários apenas para municípios com transmissão moderada e intensa.

Medidas

A Secretaria de Estado da Saúde (SES) tem adotado medidas para conter este avanço com capacitações, treinamentos e aumento de equipes técnicas em campo, assim como campanhas educativas, consultorias técnicas nos municípios e acompanhamentos de casos de risco.