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Deputado diz que debate não pode incluir retirada de direitos

Deputado diz que debate não pode incluir retirada de direitos

A Central dos Sindicatos Brasileiros reuniu a executiva da entidade, o ministro do Trabalho, Ronaldo Nogueira, e parlamentares para discutir as reformas Trabalhista e da Previdência da terça-feira (7). Primeiro a falar no evento, o deputado federal e líder do PDT Weverton Rocha (MA) fez um discurso contundente contra a Reforma da Previdência. “O único caminho para essa reforma é jogá-la no lixo e aguardar um governo legítimo para discutir com o povo e realizar as mudanças”, afirmou, sob aplausos empolgados dos sindicalistas.

O deputado dirigiu-se ao ministro afirmando que considera importante que o debate seja feito para que conjuntamente se encontre uma solução. “Sabemos o momento difícil que estamos passando. Temos uma plenária de várias forças políticas e sempre pensando no futuro do Brasil”, disse. Mas argumentou que a discussão da PEC não pode ser feita de maneira “açodada”.
“Percebemos que os próprios deputados dos governos estão constrangidos de votar essa proposta que retira direitos”, disse Weverton. “Queremos saber o que foi desonerada das grandes empresas e foi para a Previdência. É preciso dizer se ela é deficitária e dizer o porquê”, cobrou. Ele também disse que considera inaceitável a idade mínima de 65 anos para as mulheres, que já são penalizadas por uma dupla jornada de trabalho, assim como é inadmissível a retirada de direitos dos trabalhadores rurais, policiais e professores.

Considero importante a realização de debates sobre a reforma da Previdência, como o promovido nesta terça-feira pela Central dos Sindicatos Brasileiros aqui em Brasília, do qual participei. A presença do ministro do Trabalho foi relevante, pois acredito que é no embate de diferentes opiniões que podemos construir uma solução conjunta para o Brasil. Mas reafirmo que essa solução não pode ser com a retirada de direitos dos trabalhadores, que pela proposta do governo estão pagando sozinhos a conta da crise.