Home Polícia Atuação de mulheres no crime faz parte de estratégia de quadrilhas

Atuação de mulheres no crime faz parte de estratégia de quadrilhas

Atuação de mulheres no crime faz parte de estratégia de quadrilhas

Segundo o chefe do Departamento de Narcotráfico da Capital, SENARC, Valdenor Viegas, o envolvimento de mulheres em crimes tem crescido e faz parte de estratégias das quadrilhas. É que elas levantam menos suspeita da polícia e acabam sendo utilizadas para transportar entorpecentes.

Nos primeiros dois meses deste ano, apenas duas mulheres foram presas pela prática deste crime mas 2015 somou 32 prisões e 2016 totalizou 30 prisões de mulheres envolvidas com tráfico de drogas.

Para a Policial Militar, Vanessa Aguiar, os números revelam ainda uma outra deficiência:  Faltam mulheres dentro da polícia: “Como sabemos somente uma policial feminina , em circunstâncias normais, pode realizar revista pessoal em mulheres. Por conta disso, essas mulheres que andam a margem da lei aproveitam a deficiência que há no efetivo de policiais femininas trabalhando nas ruas para cometeram as mais diversas formas de crimes, principalmente, tráfico de entorpecentes e assalto” ressalta Vanessa.

Anda de acordo com o chefe da SENARC, quando o histórico destas mulheres é analisado, é constatado que a maioria ingressou no mundo do crime através de relacionamentos com homens que já faziam parte deste meio, ou por causa da dependência química. A policial que observa diariamente situações como esta, concorda com Valdenor. Ela contou que “Normalmente são mulheres que tem algum tipo de envolvimento afetivo com criminosos. Quando os maridos/namorados ou afins são traficantes e vão preso, na maioria das vezes, deixam as mulheres no comando das “bocas de fumo”. Também observa-se muito o envolvimento de menores em práticas criminosas. Talvez por conta da impunidade ou do vislumbre da “vida fácil” que o crime transparece para essas jovens”.

Segundo o diretor do Caps AD Estadual, Marcelo Costa, estudos apontam que as mulheres usam drogas tanto quanto homens, no entanto, controlar a dependência química pra elas tem sido mais difícil! Em um ano a procura dos usuários por tratamento no Maranhão cresceu 30% mas, deste número, somente 10% são mulheres. Marcelo chamou a atenção para os fatores sociais deste número, que segundo ele, entre outras coisas, revelam a pressão social vivida pela mulher que não tem coragem de admitir que precisa de ajuda para se livrar de um vício. De acordo com ele, muitas tem medo de ficar marcadas, estereotipadas e acabam preferindo sustentar o vício.

Segundo chefe da SENARC, a maneira “mais fácil” que elas encontram para isso é entrar no crime.