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Artista afirma que ser feminino está relacionado a força, vida e pulsação

Artista afirma que ser feminino está relacionado a força, vida e pulsação

Celebrando a força e intensidade das mulheres neste Dia Internacional da Mulher, a artista Rejane Medeiros Alves está expondo na galeria Maggiorasca (Avenida Litorânea) 10 obras que produziu exclusivamente para a data. A artista cedeu uma entrevista ao MA 10 para comentar sobre a exposição, intitulada Latejantes, suas influências femininas na arte e as dificuldades de ser mulher na pintura.

Acompanhe:

  1. De onde surgiu a inspiração para a exposição?

Meu trabalho tem predominância na temática feminina, sempre gostei de explorar esse privilégio do ser mulher, um ser forte que chora e que tem um entrega total ao movimento da vida. Com isso, veio a ideia, não minha inicialmente, mas do dono da casa Maggiorasca, Mario Cella, meu amigo, de fazermos esta homenagem.

  1. O conceito de latejante, na sua opinião, tem relação com o poder feminino? Em caso positivo, como?

Tem toda relação, pois quando estava procurando um tema para a exposição, pensava em força, vida, pulsação, e “latejante” é uma perfeita definição para isto, já que, tudo que lateja, tem vida. E pensava em como queria uma definição ainda que tivesse uma relação com o ser feminino. Na busca de uma significação reversa Onomasiológica, chegamos a Vênus, um termo tão ligado a deusas e amor.

  1. Você afirmou que tem inspiração em Frida Khalo. Comente sobre isso.

Na verdade, admiro o trabalho de Frida, não só pela técnica ou estilo, mas pela dor sentida e pelo significado que suas obras trazem, na importância do seu trabalho, na luta das mulheres em ser respeitadas, ouvidas e sentidas. Não sei se tenho características nas minhas obras que remetam a ela, pois gosto de vários outros artistas e, a partir dos vários olhares que tenho por cada um deles e das sensações que me trazem, tento criar meu próprio estilo.

  1. Como é ser uma mulher no mercado da pintura e arquitetura? Há alguma diferença de gênero na função?

Como em muitas áreas, é preciso ter aquele 50% a mais de dedicação e de força, pois principalmente como arquiteta, temos que nos manter firmes diante de problemas que área exige, já que o ambiente de execução de projetos é um ambiente eminentemente masculino, com isso, precisamos mostrar que conhecemos realmente a solução que estamos propondo. Encontrar um erro numa obra vinda de um projeto elaborado por um mulher, é muito mais “esperado” por uma sociedade que ainda tem muito machismo arraigado. Quanto à função de artista no mundo, faz pouco tempo que temos recebido o reconhecimento como criadoras, já que ao longo da história foram tantas mulheres que tiveram seus trabalhos ocultos e assinados por outros, as vezes, pelo pai ou marido ou se vestir de homem para conseguir viver da pintura como Rosa Bonheur.

  1. Você tem outras referências femininas que aplica nas obras? Quais?

Na verdade gosto de muitas artistas como as brasileiras Tarsila do Amaral, Anita Malfatti, Vanice Ayres Leite e a maranhense Dalva Duarte.