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Parada Maranhense de Mulheres discute machismo e cultura do estupro

Parada Maranhense de Mulheres discute machismo e cultura do estupro

De acordo com dados da Organização das Nações Unidas (ONU), sete em cada dez mulheres foram ou serão violentadas em algum momento de suas vidas. São elas as maiores vítimas da guerra, vulneráveis à exploração, às violências geradas pelos processos migratórios, à xenofobia e ao racismo. O estupro ainda é uma tática de guerra oficial em pelo menos 20 países. Dos 25 países com maior taxa de feminicídio no mundo, 14 estão na América Latina.

Aproveitando a comemoração do Dia Internacional da Mulher, nesta quarta-feira (8), o Fórum Maranhense de Mulheres, coloca esses dados em discussão e protesta contra eles, através da“Parada Maranhense de Mulheres”. O evento acontece na Praça Deodoro (em frente à Biblioteca Benedito Leite), a partir das 15h.

Segundo informações do Fórum, o evento é um momento de luta pelo dia internacional da mulher, de reivindicação por igualdade de direitos, contra o feminicídio e todo tipo de preconceito de gênero. O movimento é nacional e visa protestar contra temas que envolvem a vulnerabilidade social feminina, como cultura de estupro, violência de gênero e machismo.

Outras discussões

Também faz parte das pautas da manifestação a luta contra a Reforma da Previdência que, segundo argumentos do movimento, prejudica principalmente a mulher, ignorando sua tripla jornada de trabalho, o trabalho fora de casa, o trabalho doméstico e a maternidade, propondo igualar a idade de aposentadoria entre homens e mulheres. Além de buscar o aumento do tempo de contribuição para aposentadoria de 15 para 25 anos e ainda prever cortes em benefícios assistenciais que, em geral, favorecem as mulheres, responsáveis pelo cuidado com as crianças.

O movimento também abordará discussões contra a homofobia, racismo e todo e qualquer tipo de preconceito.