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Ex-prefeito Madeira rebate acusações de Assis Ramos

Ex-prefeito Madeira rebate acusações de Assis Ramos

O ex-prefeito de Imperatriz, Sebastião Madeira, decidiu responder as acusações feitas pelo atual prefeito, Assis Ramos, de que teria entregue a saúde do município com uma dívida de 37 milhões e que a sua má administração levou a infraestrutura da cidade ao colapso.

Madeira afirma ter em mãos documentos que comprovam que ele entregou as contas da prefeitura em equilíbrio e que tanto o colapso da saúde como a infraestrutura em estado de emergência, não são vestígios do seu governo, como declara a Prefeitura:

“Se o senhor declarando emergência Sr Assis, a culpa é inteiramente sua, que em dois meses de mandato, ainda não conseguiu fazer uma única licitação. Eu resolvi falar porque não poderia engolir tanto factoide, tanta inverdade caluniando a minha vida política,” se defende o ex-gestor.

Assis Ramos chegou a declarar publicamente que o ex-prefeito havia entregue todas as contas em ordem, não se fazendo necessário portanto, a realização de uma auditoria para receber a pasta.

Contudo menos de dois meses depois, o intenso volume de chuvas do início do ano, aliada aos problemas estruturais da cidade, fizeram com que esta alagasse em diversos pontos, rompendo o asfalto, já remendado e causando transtornos nos mais diversos setores da cidade, entre eles, a saúde.

O ex-prefeito Madeira explica que não entende o porquê de alguns atendimentos na saúde não estarem sendo realizados, pois segundo ele, só para a hemodiálise, foram depositados R$ 1.919 milhões apenas do Governo Federal;

“Os recursos de Imperatriz não são suficientes para fazer tudo o que um prefeito quer, senão eu teria feito, mas são o suficientes para a cidade não mergulhar neste caos que está,” alerta Madeira.

Depois do fim do seu mandato, esta é a primeira vez que Sebastião Madeira se pronuncia publicamente.

Entenda o caso:

Na última quinta-feira (23), o prefeito Assis Ramos assinou o decreto nº 011/2017, que declara situação crítica de emergência nos órgãos públicos da cidade de Imperatriz, em especial nos setores ligados à infraestrutura.

A alegação do Prefeito foi que tal colapso nos órgãos públicos se deu pela “má administração de gestões anteriores”.

Assis Ramos, afirma ainda que “encontrou em situação de abandono as vias públicas, trazendo sérios prejuízos ao município, essencialmente a mobilidade urbana”.

Outro setor em crise atualmente é a saúde. Além de enchentes e buracos, as chuvas também trouxeram um imenso número de doenças por contaminação das águas e do lixo das ruas.

Com o número de doentes por virose beirando 30% da população da saúde da cidade que já atendia a mais 40 municípios na região, entra em colapso.

No entanto, o Demonstrativo dos recursos recebidos pela Prefeitura de Imperatriz, divulgado pelo Banco do Brasil, mostra que o Governo Federal repassou quase 73 milhões de reais para o município de Imperatriz, apenas nos meses de janeiro e fevereiro deste ano. Apesar disso, o valor não chegou às clínicas do município, o que foi confirmado por pacientes que aguardam para realizar uma hemodiálise, que fizeram um protesto nesta quinta-feira (2), contra o atraso no repasse de verba da Prefeitura de Imperatriz para as duas clínicas que realizam o tratamento pela rede pública. Sem dinheiro, as clínicas ameaçam suspender as sessões de tratamento. Quem precisa de atendimento teme que o quadro clínico possa piorar diante a situação. Cerca de 400 pacientes realizam o tratamento na cidade.

Além destes repasses, foram depositados 17 milhões e 919 mil reais especificamente para a saúde.

Soma-se essas quantias aos valores arrecadação municipal, que é grande no início de ano por conta dos impostos obrigatórios sobre imóveis e automóveis.