Home Notícias Saúde Verão chuvoso dobra número de atendimentos nas unidades de saúde de Imperatriz

Verão chuvoso dobra número de atendimentos nas unidades de saúde de Imperatriz

Verão chuvoso dobra número de atendimentos nas unidades de saúde de Imperatriz

O período de outubro a maio é conhecido como verão chuvoso e é um período crítico para os moradores da cidade de imperatriz, que sofrem com buracos nas ruas, enchentes e com as doenças trazidas pelo contato da água da chuva com o lixo.

Segundo a direção da Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do Bairro Nova Imperatriz, neste período há um aumento de 50% nos atendimentos envolvendo crianças e 40% de adultos.

As Principais doenças diagnosticadas são gripe, dengue, chikungunya e zica e os principais sintomas são febre, dor no corpo, diarreia e doenças relacionadas à contaminação por água. O período de incubação dessas doenças variam entre 7 e 45 dias.

O médico Anísio Cavalcante, plantonista da UPA, afirma que o período do verão chuvoso é um perigo a mais, pois a nossa região é propensa ao acúmulo de água e ressalta os cuidados com a prevenção de doenças infecciosas e causadas por parasitas, que são comuns em áreas de alagamentos.

“É importante frisar que as bactérias também usam água como meio de contaminação. Doenças como leptrospirose e dengue são muito comuns em enchentes, por isso é tão importante não ter contato com agua de enchente, porque o risco de contaminação é grande.” alerta o médico.

A Unidade recebe moradores de bairros do entorno da Nova Imperatriz e também de regiões mais distantes, como é o caso da dona de casa Maria Euda Silva, que veio do bairro Sebastião Régis solicitar atendimento para a neta Karina, de quatro anos: “Ela tá com febre, dor e fraqueza, por isso resolvi procurar o posto, porque em casa a gente até medica, mas não é o suficiente,” lamenta Dona Euda.

Outra alerta que os profissionais de saúde fazem é sempre que os sintomas de doença se apresentarem, que a população procure imediatamente um posto de saúde e nunca faça a auto-medicação. Segundo Dr. Anísio, a auto–medicação pode desencadear no paciente desde o fortalecimento dessa bactéria que ele deseja matar, até reações alérgicas e intoxicações graves.