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Paulo Roberto Costa mentiu em delação premiada

Paulo Roberto Costa mentiu em delação premiada

Os procuradores da República que atuam na Força Tarefa da Operação Lava Jato constataram que Paulo Roberto Costa, ex-diretor de Abastecimento da Petrobrás, mentiu na delação premiada e decidiram pedir ao juiz Sérgio Moro, a prisão e a suspensão dos benefícios obtidos pelo ex- executivo da Petrobrás, que esteve diversas vezes no Maranhão, quando exercia um dos cargos estratégicos dentro da estatal. As informações foram divulgadas pelo site Jota.

Paulo Roberto Costa foi um das primeiras pessoas presas pela operação Lava Jato, em março de 2014, quando a investigação foi deflagrada em diversas cidades do país, inclusive em São Luís do Maranhão, onde ocorreu uma das prisões mais importantes para o desdobramento das apurações, realizada no Hotel Luzeiros.
A delação de Paulo Roberto Costa envolveu diversos políticos do PMDB e foi uma das primeiras a ter o conteúdo amplamente divulgado pela imprensa. A A Lei 12.850/2013 que criou este tipo de procedimento estabelece punições para quem mentir no depoimento acordo de “ colaboração premiada” A avaliação feita pelos procuradores da Força Tarefa da Lava Jato, é que Paulo Roberto Costa mentiu em parte da delação, feita aos investigadores e posteriormente homologada pela Justiça, porém outras informações repassadas pelo ex-dirigente da Petrobrás.

Do ponto de vista jurídico, o acordo de delação, que contenha informações inverídicas perde efetividade o delator além de não ter acesso aos benefícios obtidos por meio deste acordo ainda poderá responder pelo crime de denunciação caluniosa. Um dos benefícios obtidos por Paulo Roberto Costa no acordo de delação foi a prisão domiciliar