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Número de mortes no Espírito Santo chega a 100, diz sindicato

Número de mortes no Espírito Santo chega a 100, diz sindicato

Chegando a quase uma semana de greve dos policiais no Espírito Santo, já foram registradas mais de 100 pessoas mortas em ações criminosas nas ruas do estado, segundo dados de um sindicato da categoria. Diante da insegurança, o sistema de transporte público foi interrompido, além do encerramento do expediente em escolas e lojas.

Apesar do envio de 1200 homens das Forças Armadas e da Força Nacional, a população ainda reclama de violência e casos de roubo, tanto de mercadorias, como de carros. Em entrevista, alguns moradores da capital afirmaram estar sentindo-se presos em suas próprias casas. “Está sendo uma sensação de guerra”, afirmou um deles. Em redes sociais, muitos capixabas têm relatado que ainda existem casos de crimes isolados, e que o interior do estado ainda não está bem provido de forças militares nacionais.

A maior parte da violência está concentrada na capital Vitória. Autoridades do Estado disseram que precisam de mais tropas federais para ajudar a restaurar a ordem e substituir os 1.800 homens da Polícia Militar que normalmente patrulham a região metropolitana da cidade.

Caso o dado divulgado pelo sindicato seja aprovado, o número representaria seis vezes a média diária de homicídios em comparação com dados do ano passado. A associação comercial do Estado disse que os negócios registraram prejuízo de 90 milhões de reais desde o início da paralisação.

Em entrevista coletiva de imprensa realizada na manhã de ontem (8), o governador licenciado, Paulo Hartung, afirmou que a greve realizada pela Polícia Militar (PM-ES) é ilegal, inconstitucional e está tornando a população capixaba refém de um movimento da categoria.

Durante a coletiva, Paulo Hartung afirmou que o Estado está com o pagamento dos servidores em dia e próximo ao teto estabelecido pela Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF). Ele ressaltou que a atitude de poucos militares está prejudicando o conjunto da força militar. “Peço que respeitem a instituição [que trabalham], o Estado do Espírito Santo é o cidadão capixaba que paga os impostos e mantém a máquina pública funcionando. Esse movimento é ilegal, inconstitucional, e pior, o método adotado por algumas lideranças é de dar vergonha porque elas fazem chantagem”, lamentou o governador licenciado.

Conheça o caso

A falta de policiais nas ruas está sendo causada por mobilização organizada por familiares dos PM’s, principalmente suas esposas, que reivindica reajuste salarial e benefícios. Os protestantes bloqueiam a entrada dos batalhões na área da grande Vitória, impedindo o trabalho dos oficiais. O protesto está acontecendo desde a sexta-feira (3), quando foi anunciada a paralisação das atividades.

Com informações da Agência Reuters e Governo do Espírito Santo