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“Não aceitaremos serviços ilegais como o Uber”, diz Sindicato

“Não aceitaremos serviços ilegais como o Uber”, diz Sindicato

O Sindicato dos Taxistas de São Luís está articulando protestos para os próximos dias, caso o aplicativo Uber passe a funcionar na capital. A multinacional norte-americana líder em corridas em todo o mundo anunciou que já está operando na cidade, recrutando motoristas.

Resultado de imagem para yet goEm entrevista ao MA10, o presidente do Sindicato, Renato Medeiros, afirmou que a chegada de aplicativos como o Uber e Yet Go irá afetar negativamente o setor no Maranhão. “É uma concorrência desleal. Para operar um táxi, o motorista precisa conseguir alvará, licença especial emitida pelas prefeituras das cidades. Conseguir uma permissão dessas envolve boa dose de burocracia e investimento”, explica o presidente.

O presidente afirmou que outras polêmicas também estão preocupando os operadores de táxi em São Luís.

Taxistas de municípios que integram a Região Metropolitana, como Paço do Lumiar, Raposa e São José de Ribamar, querem protestar pelo direito de atuar em pontos de táxi em São Luís, com a metropolização do serviço.

“Atualmente eles só podem circular aqui na capital, mas o atendimento tem que ser nos municípios onde eles são legalizados”, explica Medeiros. Renato Medeiros afirmou que os taxistas da capital também não irão permitir que taxistas de outros municípios trabalhem em pontos da capital. “É desleal”, afirma o presidente.

Na manhã desta terça-feira (7), taxistas metropolitanos se concentraram na Forquilha, partindo em protesto rumo à Assembleia Legislativa. Entre as pautas de reivindicação estão a metropolização do transporte de táxis, a auditoria do contrato da SMTT, Governo do Estado e Vip Leilões e a anulação das multas de quase R$ 3.000,00 aplicadas a taxistas da Grande Ilha.

SÃO LUÍS

Na página da empresa no Facebook, o Uber anunciou que está recrutando motoristas em São Luís e oferece um link para que os interessados se cadastrem.

Por conta do anúncio, as discussões sobre a regulamentação do serviço na capital maranhense já começaram. Na Câmara, o vereador Paulo Victor (PROS) protocolou, no dia 23 de janeiro, o projeto de lei 001/2017, que visa permitir a atuação do app de corridas em São Luís.

No texto do projeto, o vereador argumenta que a crise econômica no Brasil e consequente elevado índice de desemprego está levando a população a procurar meios de renda alternativos. O texto argumenta, ainda, que a existência de leis federais que permitem o funcionamento do serviço “torna inconstitucional qualquer decisão que proíba a exploração da mesma”.

Ainda de acordo com o projeto de lei, dados da Prefeitura de São Luís informam que há seis empresas de táxi, que possuem cerca de 2400 trabalhadores ativos, para atender a população de São Luís, que, de acordo com o IBGE, é de 1.73.000.883 habitantes. Com isso, de acordo com cálculos do vereador, a média é de 1 táxi para cada 447 habitantes.

“A população clama por esse serviço. Nós estamos trabalhando para que o Uber pague um imposto anual, que pague uma taxa, assim como os taxistas pagam. Mas precisamos garantir o funcionamento do serviço”, afirma o vereador Paulo Victor, autor do projeto.

De acordo com o parlamentar municipal, a não regulamentação do Uber não quer dizer que ele seja proibido de funcionar. “O Yet Go, que é um serviço similar já está funcionando mesmo sem lei que regulamente”, explicou.

Renato Medeiros afirmou que a categoria já está, neste momento, dialogando com os vereadores no sentido de evitar que o projeto de Paulo Victor seja aprovado.

O projeto de lei tem o apoio do presidente do Instituto de Proteção e Defesa do Consumidor (PROCON-MA), Duarte Júnior. O texto pode ser acessado neste link e deverá entrar em discussão no plenário nos próximos dias.

Vereador Paulo Victor e Duarte Júnior (FOTO: Reprodução)

UBER: ENTENDA O SERVIÇO 

O Uber é um aplicativo de celular que conecta uma pessoa a um motorista particular. O carro  é pedido do mesmo modo em que se pede um táxi.

Resultado de imagem para uber carros spOs carros do Uber são pretos, podendo ser comuns ou de luxo. Entre os serviços está a disponibilidade de vários itens de conforto para os passageiros, como balas e bebidas. Por meio do aplicativo de corridas, é possível ter uma ideia aproximar do valor que será pago antes mesmo que o passageiro entre no veículo.

“É um serviço extremamente prático e muito mais barato que um táxi comum”, opina a maranhense estudante de odontologia Brenda Falcão, que já usou o serviço em cidades como Rio de Janeiro e São Paulo.

Entre o preço aplicado no táxi e no Uber há uma diferença importante: quando há muita demanda por carros em uma determinada região, o preço da corrida aumenta. Se muitas pessoas começam a querer usar o Uber em um determinado bairro, por exemplo, faz crescer o preço para que haja um equilíbrio no número de carros (na prática, isso desencoraja as pessoas a usar o aplicativo). Quando o número de pedidos volta ao normal, o preço da corrida diminui novamente.

Para usar o aplicativo, o usuário precisa baixá-lo na loja de aplicativos do smartphone, fazer um cadastro e ter em mãos um cartão de crédito. Pelo GPS presente no aparelho o app consegue encontrar a região em que o passageiro está e avisar se há algum carro disponível e quanto tempo o motorista irá levar para chegar ao local.

Ao final do trajeto, o passageiro precisa avaliar o motorista no aplicativo, de 1 a 5 estrelas. “Isso força o motorista a tratar o passageiro bem, porque ele precisa ter uma boa avaliação e ser requisitado com mais frequência por isso”, explica o empresário Carlos Robson Almeida, que também usa o serviço frequentemente quando viaja para o sudeste do país.

Da Redação, Acsa Serafim.