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Anvisa suspende a comercialização de Noz da Índia

Anvisa suspende a comercialização de Noz da Índia

A Anvisa proibiu em todo o território nacional, a fabricação, a comercialização, a distribuição e a importação de Noz da Índia (Aleurites moluccanus) e do Chapéu de Napoleão (Thevetia peruviana) como insumos em medicamentos e alimentos e em quaisquer formas de apresentação.

A Anvisa tomou como base para a sua decisão as evidências de toxicidade e a ocorrência de três casos de óbitos no Brasil associados ao consumo de “Noz da Índia” (Aleurites moluccanus), também chamada de Nogueira de Iguape, Nogueira, Nogueira da Índia, Castanha Purgativa, Nogueira-de-Bancul, Cróton das Moluscas, Nogueira Americana, Nogueira Brasileira, Nogueira da Praia, Nogueira do Litoral, Noz Candeia, Noz das Moluscas, Pinhão das Moluscas.

Também está proibida a distribuição e uso da planta “Chapéu de Napoleão” ou  “jorro-jorro” (Thevetia peruviana), cujas sementes se assemelham àquelas da planta “Noz da Índia”. Essas sementes, quando ingeridas, também são tóxicas e seu uso é proibido em diversos países.

A medida sanitária aplicada pela Anvisa ao consumo dessas sementes, em qualquer forma de apresentação, proíbe também a divulgação, em todos os meios de comunicação, de medicamentos e alimentos que apresentem estes insumos.

Os produtos denominados ou constituídos de “Noz da Índia” têm sido comercializados e divulgados  irregularmente com indicações de emagrecimento, por suas propriedades laxativas. Nunca houve registro na Anvisa de produtos à base desses dois insumos – Noz da Índia e Chapéu de Napoleão.

Óbito

Após consumir a Noz da Índia como emagrecedor por 3 meses, a funcionária pública Raquel Araújo, de 54 anos, faleceu no dia 12 de janeiro. Naquela data, a Superintendência de Vigilância Sanitária do Maranhão (Suvisa) determinou a suspensão da comercialização do produto Noz da Índia. A médica Marizelia Ribeiro, cunhada da vítima, explicou as alterações graves causadas pelo uso da Noz da Índia. “Um quadro muito intenso de alteração hepática que se refletiu nos exames. A gente não tem uma hepatite, numa cirrose, uma alteração que o normal é até em torno de 40, 49, das transaminás, que são enzimas, isso aumentar para entorno de 2 mil e 3 mil.”,declarou a médica.

O irmão da vítima, Ed Wilson Araújo, questiona a segurança da substância, cuja embalagem não possuia nem data de validade, fabricação ou contra-indicação. “Qual o princípio ativo? Quais os níveis de toxidade?  O que contém essa semente para que possamos ter evidências concretas de níveis de toxidade, quais são exatamente as substâncias que compõem essa substância que tem sido vendida indiscriminadamente, não há informação ou CNPJ”, questiona o professor Ed Wilson Araújo, irmão da vítima.