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Policiais serão indiciados por homicídio

Após quase dois meses da morte da jovem Karina Brito Ferreira (23 anos), que foi confundida, junto com a irmã Kamila Brito (27 anos), durante ação policial, o caso aparenta estar enfim progredindo. O delegado da Superintendência Estadual de Homicídios e Proteção a Pessoas (SHPP), Guilherme Sousa Filho, afirmou que as investigações seguem em sua segunda fase e que será realizada uma simulação dos fatos no mesmo horário que aconteceram os fatos.

Em entrevista ao MA10, o delegado afirmou que, quando o caso chegar a uma resolução, os responsáveis serão indiciados pelos crimes de homicídio por dolo eventual, é quando alguém corre o risco de matar, mas sem ter a certeza do resultado.

Perguntado sobre a possível intenção dos policiais em matar as jovens, o delegado afirmou que em nenhum momento, os PM’s sabiam quem estava no carro.

“Os policiais só deram conta, depois que desceram e viram as duas meninas no carro alvejado. Foi uma frustação sem tamanho para os oficiais. Um trabalho que começou bem naquele dia e terminou de uma forma devastadora”, disse Guilherme.

Ainda estão sendo aguardados alguns resultados periciais, como o do exame de comparação balística do Instituto de Criminalística (Icrim), que trará respostas sobre as armas utilizadas durante o cerco policial que originou o crime, que aconteceu em 15 de dezembro do ano passado.

Quando o caso teve repercussão na mídia, questionamentos surgiram sobre o motivo dos policiais iniciarem uma perseguição com as duas jovens, que voltavam de um velório. Os oficiais, que estariam em operação de rastreamento de um grupo que teria assaltado banco nas proximidades, teriam feito sinal para que elas parassem o carro, mas elas ignoraram a orientação e aceleraram. O que foi explicado posteriormente e também enfatizado por Guilherme Sousa é que os policiais não estariam identificados como tal, o que fez as garotas pensarem que estavam sendo assaltadas, e por isso, tentarem fugir.  “Não houve barreira policial e muito menos tinham viaturas da corporação militar com o giroflex ligado”, apontou o delegado.

Após o resultado da balística ser finalizado, o próximo passo é fazer a simulação dos fatos. O delegado Guilherme Sousa disse que a polícia já conseguiu identificar os veículos da polícia de onde teriam partido os tiros que vitimou Karina Brito e Kamila Brito, por meio do sistema de câmera de vídeo da cidade.

Em entrevista cedida ao Portal MA 10 em janeiro de 2017, um mês após o acidente que matou sua irmã, Kamila Brito afirmou que seu depoimento foi colhido após as investigações começarem. Disse também que espera que o caso seja resolvido, em justiça ao nome de sua irmã. “A situação está em andamento. E esperamos que realmente sejam esclarecidos e apurados todos os fatos. E que seja feita a justiça cabível”, afirmou ela.