Home Notícias Mundo Decisão se trata de manter o país a salvo do terrorismo, diz Trump

Decisão se trata de manter o país a salvo do terrorismo, diz Trump

Decisão se trata de manter o país a salvo do terrorismo, diz Trump

No último domingo (29), após diversos protestos e rejeição sobre a medida que bloqueou a entrada nos Estados Unidos de viajantes procedentes de sete países de maioria muçulmana, Donald Trump afirmou que o decreto que proíbe temporariamente a entrada em solo americano de cidadãos dos sete países relacionados não é um veto a muçulmanos, mas uma medida para evitar ataques terroristas. “Não é uma proibição aos muçulmanos, como a mídia está reportando, de maneira falsa. Não se trata de religião, se trata de terrorismo e de manter nosso país a salvo”, afirmou ele, acrescentando que mais de 40 países muçulmanos não foram afetados pela ordem executiva.

“Os Estados Unidos são um país orgulhoso de imigrantes e continuaremos a demonstrar compaixão com aqueles que fogem da opressão, mas faremos isto enquanto protegemos nossos próprios cidadãos e fronteiras. Os Estados Unidos da América sempre foram a terra dos livres e o lar dos bravos”, declarou Trump, citando um trecho no hino nacional americano, em comunicado oficial. Ele afirmou que os sete países atingidos pela medida constavam de uma lista de países utilizada durante o governo de Barack Obama: as pessoas que tivessem visitado estes países nos últimos cinco anos não possuíam o direito de ir aos Estados Unidos sem visto.

Em seu perfil no Twitter, ele enfatizou que a medida faz parte de uma das suas promessas de campanha. “Não há nada de bom sobre procurar por terroristas antes que eles entrem em nosso país. Esta foi uma importante parte da minha campanha [presidencial]. Estude o mundo!”, apontou a publicação.

Canadá apoiará refugiados

Ainda no domingo, o ministro da Imigração canadense, Ahmed Hussen, deu depoimento afirmando que o país oferecerá residência temporária às pessoas que ficarem bloqueadas nos Estados Unidos devido à decisão de Trump. As informações são da Radio France Internacionale. Hussen, que é de origem somaliana, informou ainda que os cidadãos dos sete países que sofrem a interdição migratória americana e que possuam um cartão de residente permanente canadense válido, ainda podem entrar nos Estados Unidos. O decreto de Trump se aplica aos cidadãos dos sete países listados que estivessem em trânsito no Canadá. Mais de 35 mil cidadãos canadenses binacionais também possuem a nacionalidade de um desses sete países, afirmou Hussen.

“Quero assegurar às pessoas que estejam bloqueadas no Canadá que vou usar a minha autoridade para conceder-lhes uma autorização de residência temporária, se necessário, como já fizemos no passado”, disse o chanceler, durante encontro com a imprensa.

Com informações da Agência Brasil