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Imperatriz: Bombeiros alertam para riscos de afogamento em praias clandestinas

Imperatriz: Bombeiros alertam para riscos de afogamento em praias clandestinas

Depois do desaparecimento de uma criança de quatro anos no rio Tocantins, no último domingo, o Corpo de Bombeiros está alertando a população de Imperatriz sobre os perigos de tomar banho nas praias consideradas clandestinas. A criança desapareceu quando tomava banho com familiares em um local próximo à zona rural e o corpo ainda não foi encontrado. Este é o primeiro caso deste ano. Em 2016 foram registrados quatro mortes por afogamento.

De acordo com o comandante-geral do 3º GBM, tenente-coronel Wilni Barbosa, a região da ponte Dom Afonso Felipe Gregory (foto) lidera os casos de acidente por afogamento. “Usar essa área para lazer é perigoso, o risco é iminente, pois estes locais não tem infraestrutura, com delimitação da área de banho, nem presença de guarda-vidas”, ressalta. Segundo as estatísticas, cerca de 70% das vítimas de morte por afogamento são crianças de 0 a 14 anos.

Outros fatores que contribuem para os acidentes são as fortes correntezas e a presença de pedras e buracos no leito do rio, conhecidos como porões. “Você tá aqui num local com a água na cintura e andando mais um pouco, pode se deparar com um porão, vindo a afogar-se”, destaca o comandante. “Se não tiver como se divertir noutros lugares, cuidado com os locais e jamais aborde a pessoa afogada, sem o mínimo de preparo. Jogue algum objeto flutuante, um pedaço de isopor ou uma garrafa PET”, alerta.

Na cidade, as praias em que há demarcação de áreas no período de veraneio são somente as praias do Cacau e do Meio. As demais, consideradas clandestinas, são frequentadas constantemente por banhistas, sem nenhuma fiscalização.