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Bala perdida vira rotina perigosa para as crianças do Coroadinho

A morte de Tauã Vitor Cardoso Silva, vítima de bala perdida durante tiroteio no bairro do Coroadinho, é uma situação que tem se tornado um risco constante para as crianças residentes em uma das regiões mais populosas da periferia de São Luís.
Em  2013 e 2014 outras crianças também foram alvejadas por balas perdidas na região e morreram da mesma forma que Tauã, vitimadas por um rotina de insegurança, que há alguns anos atinge não apenas o Coroadinho mas outras regiões da periferia de São Luís.
Em setembro de 2014, Raylson de Conceição Abreu, 03 anos, faleceu após ser atingido por tiros disparados em um dos vários confrontos entre integrantes que grupos rivais, que atuam na região e com frequência protagonizam tiroteios nas ruas do bairro.
Um ano antes, em 2013, no mês de dezembro, David Padilha Oliveira, 11 anos, também morreu quando uma bala perdida durante troca de tiros ocorrida próximo a um posto da PM.
Entre a morte de David, em 2013, e de Tauã, ocorrida no último final de semana, pouca coisa mudou na realidade de medo vivida pelas crianças do Coroadinho e que também atinge todos os moradores da região.
A Secretaria de Segurança Pública implantou na área uma Unidade de Segurança Comunitária(USC), mas os números da violência na região continuam preocupantes. Dados da SSP sobre o número de homicídios registrados no mês de dezembro de 2016 apontam que na região foram registrados quatro assassinatos na área.