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Suvisa inicia fiscalização para combater a comercialização da Noz da Índia

Suvisa inicia fiscalização para combater a comercialização da Noz da Índia

Nesta quinta-feira (19), pela tarde, teve início uma operação da Superintendência de Vigilância Sanitária do Maranhão (Suvisa) que consiste em visitas a estabelecimentos que comercializam o emagrecedor “Noz da Índia” em São Luís. O produto não possui registro que autorize sua venda, logo, os estabelecimentos que negociam o produto estarão sujeitos às penalidades sanitárias previstas em lei.

A ação teve início após a repercussão de risco de saúde causado pelo emagrecedor, surgido após a morte de uma moça que consumia o produto. Diante disso, a Suvisa já determinou a suspensão da comercialização do produto desde a quarta-feira (18). O produto é indicado para emagrecimento, mas não possui comprovação da eficácia e da segurança do seu uso.

A operação da Vigilância Sanitária já visitou 50 estabelecimentos e autuou os quatro locais onde a noz da Índia foi encontrada. O produto foi apreendido pelos fiscais. A noz da Índia apresenta elevado risco de intoxicação, pois a ingestão de apenas uma semente da planta pode resultar em quadro grave ou severo, com náuseas, vômitos, cólicas abdominais intensas, diarreia e sede intensas, secura nas mucosas, letargia e desorientação. Pode ainda ocorrer desidratação acentuada, dilatação das pupilas, aceleração dos batimentos cardíacos (taquicardia), alteração na frequência respiração (dispneia) e aumento da temperatura corporal (hipertemia).

A secretária municipal de Saúde, Helena Duailibe, explica que os usuários desse produto estão correndo riscos e devem suspender o uso imediatamente. “A noz da Índia não tem registro no Ministério da Saúde e sua eficácia não tem comprovação, podendo até ser tóxica ao organismo. Fazer uso dela é colocar a saúde em risco”, declarou.

 

Durante as vistorias, a Coordenação de Vigilância Sanitária identificou e apreendeu outros produtos que estão sendo vendidos de forma irregular, com prescrição indevida, como Cerveja Preta, Cura Tudo e Extrato de Raiz Gotas do Zeca que são prescritos como medicinais, sem comprovação de eficácia nem registro no Ministério da Saúde.

O nutrólogo Klevison Araújo afirma que é um perigo para as pessoas ingerirem medicamentos sem indicação de um profissional, já que o organismo de cada pessoa reage de uma forma diferente.  “A auto-medicação é um crime para o ser humano. Uma vitamina que é boa para mim, pode não ser boa para você”, ele explica.