Home Maranhão Buriticupu Filha de policial desaparecido denuncia negligência da SSP

Filha de policial desaparecido denuncia negligência da SSP

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Nesta terça-feira (17), completa dois meses que o cabo Júlio César da Luz Pereira e o soldado Carlos Alberto Constantino Sousa desapareceram em Buriticupu. Desesperada, a filha do Cabo Júlio César, desabafou em depoimento exclusivo ao Sistema Difusora. Segundo Emilly da Luz Pereira,  o caso está sendo tratado com negligência pela Secretaria de Segurança Pública do Maranhão (SSP- MA). “É desesperador não saber de nada, não saber realmente o que aconteceu.  É visível o desmazelo com este caso desde o desaparecimento deles”, relatou ela. Os dois policiais desaparecidos são lotados na 14ª Companhia Independente (14ª CIA) do município.

“O que de tão misterioso pode ter acontecido que as autoridades competentes não podem desvendar e dar uma explicação mínima à família?” – questiona Emilly.

Silêncio. Foi esta a resposta da Secretaria de Segurança Pública – que não quis se manifestar sobre o assunto após ser procurada pela reportagem.

Além de Emilly, o Cabo César tem três filhos menores de idade – de um ano, 6 anos e 10 anos. Além do trauma do desaparecimento do pai, a família enfrenta o problema com o sustento das crianças, que não tiveram como ser matriculadas nas escolas já que o pai é quem pagava as mensalidade e matrículas, além de ser o responsável por plano de saúde e alimentação.

A Comissão de Direitos Humanos da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB – MA) tem conhecimento sobre o caso, mas ainda não tomou nenhuma ação efetiva no sentido de desvendar o que aconteceu com os policiais.  Um representante da comissão informou que tem conhecimento sobre o caso e que os membros vão entrar em contato com a delegada que está à frente das investigações, com os familiares dos policiais desaparecidos e que se deslocariam até Buriticupu.

O Ministério Público do Maranhão também foi procurado e disse aguardar o fim das investigações comandadas pela Polícia Civil do Maranhão para se posicionar.

Através de redes sociais, Emilly “implora” e “suplica” por informações que ajudem ela e a família a chegarem ao paradeiro do pai e seu amigo.