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Mais de R$ 880 mil são repassados para eliminação da malária no Maranhão

Mais de R$ 880 mil são repassados para eliminação da malária no Maranhão

No início do mês, no dia 3 de janeiro, R$ 883 mil foram repassados pelo Fundo Nacional de Saúde (FNS) para o Fundo Estadual de Saúde (FES) do Maranhão. Os recursos serão direcionados para intensificar as ações, em parceria com o Ministério da Saúde, de prevenção e controle da malária. O investimento prioritariamente abrange dez regionais de saúde, abrangendo os oito municípios com casos originados no próprio estado (casos autóctones) e outros 13 municípios que possuem notificação da doença ou estão em áreas próximas à local de incidência.

As regionais de saúde que foram inseridas no plano são as regionais de Zé Doca, Pinheiro, Codó, Viana, Bacabal, Barra do Corda, Santa Inês, Açailândia, Itapecuru-Mirim e Presidente Dutra. O Programa Estadual de Controle da Malária tem como indicador principal Índice Parasitário Anual (IPA) e, ainda com os registros, no momento todos os municípios estão em baixo risco de transmissão, reforçando que as medidas essenciais são de controle vetorial.

O plano de enfrentamento da doença tem ênfase na malária por Plasmodiumfalciparum e foi elaborado por meio do Programa Estadual de Controle da Malária. Em 2016, foi autorizado pelo Ministério da Saúde um investimento de R$ 11,9 milhões a nove estados brasileiros para operacionalizar as ações de eliminação da doença.

Para intensificar as ações, os municípios prioritários receberão reforços nos transportes para controle vetorial, pulverizadores, infraestrutura e material como microscópios bacteriológico e entomológico.

A regional de Zé Doca registrou 69 casos em 2016, todos autóctones. O coordenador da regional, Adailton Santos, avalia o a importância do investimento para o município. “Há oito anos, nossa regional já chegou a representar 70% dos casos de malária do Maranhão. Com os recursos, não iremos voltar ao quadro anterior. Com esse investimento haverá maior controle, em vista de eliminar a doença e não expor a população ao risco”.

A regional de Pinheiro também registrou casos autóctones, com 16 notificações. “Antes trabalhávamos com o que podíamos. Hoje, vemos um estudo sobre os locais que realmente precisam e a expectativa é grande para ampliar as ações e beneficiar uma população de mais de 300 mil habitantes”, ressaltou o gestor regional, Janderson Gusmão.

Ações de enfrentamento

No ano passado, foram examinadas 26.264 amostras com 123 casos confirmados de malária. A cidade de Cândido Mendes concentrou o maior número de casos, com 20 notificações. O diagnóstico da doença é coordenado pelo Laboratório Central de Saúde Pública do Maranhão (Lacen/MA).

As ações de controle vetorial foram realizadas através de borrifações intradomiciliares de inseticidas em um total de 3.636 prédios, beneficiando uma população de 10.996 habitantes. Em algumas ocasiões, houve a participação dos Núcleos de Epidemiologia e Controle de Doenças das Regionais de Saúde de maneira complementar.