Derrota petista: PSDB conquista 14 prefeituras no 2º turno e PT perde 7

screenshot-2016-10-31-at-09-34-23O segundo turno das eleições municipais mostrou crescimento do PSDB e queda do PT na conquista de prefeituras.

O desempenho petista no segundo turno confirmou a tendência de queda que já havia sido apontada no primeiro turno. O partido não elegeu nenhum dos sete candidatos com os quais disputou hoje (30). Na região do ABC, onde nasceu o partido, nenhum dos dois candidatos conseguiram vitória.

No Recife, única capital em que disputou a prefeitura no segundo turno, o PT viu o atual prefeito Geraldo Júlio (PSB) vencer João Paulo (PT) por uma grande margem de votos, quase 200 mil. Já na gaúcha Santa Maria, a disputa foi apertada: o petista Valdeci Oliveira perdeu para o tucano Pozzobom por apenas 226 votos.

Candidatos petistas também disputaram em Mauá (SP), Anápolis (GO), Juiz de Fora (MG) e Vitória da Conquista (BA).

PSDB

Por outro lado, o maior rival do Partido dos Trabalhadores, o PSDB conseguiu eleger 14 das 19 prefeituras que disputou em segundo turno. Os tucanos concorreram em oito capitais e venceram em cinco delas: Porto Alegre (RS), Belém (PA), Maceió (AL), Porto Velho (RO) e Manaus (AM).

Além disso, embora tenham sido derrotados em Belo Horizonte (MG), residência eleitoral do presidente do partido, senador Aécio Neves, os tucanos tiveram bom desempenho no ABC paulista. Em São Bernardo do Campo (SP), cidade do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, Orlando Morando (PSDB) ganhou com 59% dos votos válidos.

Em Santo André, Paulo Serra (PSDB) teve 78% dos votos, enquanto o petista Carlos Grana alcançou apenas 21%. Os tucanos levaram ainda Ribeirão Preto, cidade do ex-ministro da Casa Civil Antonio Palocci, com Duarte Nogueira sendo eleito por 56% dos votos válidos.

PMDB

Já o PMDB, maior partido do país, elegeu prefeitos de três das seis capitais que disputou: Goiânia (GO), com Iris Rezende sendo eleito prefeito pela quarta vez; Florianópolis (SC), com Gean Loureiro; e Cuiabá (MT), com Emanuel Pinheiro.

No total, o partido levou oito das 15 cidades que disputou no segundo turno. Em Macapá (AP), residência eleitoral do ex-presidente da República e uma das principais lideranças peemedebistas, José Sarney, o partido perdeu a disputa da prefeitura para a Rede.

Comparação com 2012

Em 2012, quando a ex-presidenta Dilma Rousseff ainda governava, o desempenho do PT nas eleições municipais foi muito superior ao de agora. O partido tinha eleito, naquele ano, 630 prefeitos em primeiro tuno, e levou 21 para o segundo turno. Desses, oito foram eleitos.

Mantendo a tendência de crescimento já apresentada no primeiro turno desta eleição, o PSDB continuou em trajetória ascendente neste segundo turno em relação a 2012. Nas últimas eleições, o partido elegeu 686 prefeitos em primeiro turno e enviou 17 para o segundo turno, tendo eleito oito prefeitos na segunda fase. Este ano, foram eleitos 14 dos 19 candidatos tucanos que disputaram o segundo turno.

Nas eleições municipais passadas (2012), o PMDB elegeu 1.015 em primeiro turno e disputou com 16 candidatos o segundo turno, elegendo mais seis. Agora, o partido disputou o segundo turno com 15 candidatos e conquistou oito prefeituras.

Fonte: EBC

Cunha pretende revelar o preço do PMDB de Temer para apoiar Dilma

Da Revista ÉPOCA

Capa da Época desta semana
Capa da Época desta semana

Faltavam 16 dias para o segundo turno das eleições de 2014 quando Eduardo Cunha enviou uma mensagem, em tom de ordem, ao presidente da OAS, Léo Pinheiro. “Vê Henrique seg turno”, escreveu o então líder do PMDB, em 10 de outubro, pedindo ajuda financeira para a reta final da campanha do aliado Henrique Eduardo Alves ao governo do Rio Grande do Norte. Como o dinheiro demorava a cair, Cunha ficou impaciente. “Amigo, a eleição é semana que vem, preciso que veja urgente”, escreveu, três dias depois. “Tem de encontrar uma solução, senão todo esforço será em vão”, insistiu, dali a dois dias. Pinheiro respondia sempre que estava com dificuldades para levantar novos recursos. Cunha, habilidoso negociador, decidiu resolver o problema por conta própria. Providenciou com dirigentes da Odebrecht uma transferência eletrônica de R$ 4 milhões da empreiteira para o comitê nacional do partido em 23 de outubro. Naquele dia, um cheque do mesmo valor saiu da cúpula da sigla para o diretório do PMDB-RN e, ao longo da semana, todos os R$ 4 milhões chegaram à conta da campanha de Alves.

O episódio diz muito sobre Cunha e o PMDB. Ao contrário do PT, o PMDB não teve, nas eleições mais recentes, um tesoureiro responsável por centralizar a arrecadação e a distribuição de dinheiro de campanha – é por isso que, no petrolão, não se descobriu no partido de Cunha figuras como João Vaccari e Delúbio Soares. A maior legenda do Brasil constitui-se numa aglomeração de chefes políticos que, a depender do momento e da oportunidade, organizam-se regionalmente ou no Congresso. Divide-se, em Brasília, em dois grupos principais: o PMDB da Câmara e o PMDB do Senado. A arrecadação de doações eleitorais obedecia a essa estrutura política. O caixa eleitoral do partido, no entanto, era único. Empresários doavam a uma conta nacional, mesmo que quisessem repassar o dinheiro a um candidato específico. A confusão era certa. Não era fácil identificar qual doação pertencia a qual candidato – às vezes, mais de um candidato.

Cunha, graças a seu excelente relacionamento com os maiores empresários do país, conforme o episódio com Léo Pinheiro deixa claro, encarregava-se, sobretudo na campanha de 2014, de resolver as encrencas. Conhecia todo mundo que doava e conhecia no PMDB todo mundo que receberia, ou deveria receber, o dinheiro. Tornara-se, de certa maneira, um tesoureiro informal do PMDB. Agora, esse tesoureiro está preso pela Lava Jato – e seus segredos não estão somente na Suíça.

Cunha, portanto, conhece como ninguém os bastidores da arrecadação do PMDB em 2014. Meticuloso, guardou documentos e anotou todos os detalhes, incluindo valores e destinatários, das doações – legais e ilegais – daquela campanha. Nelas, há até datas e locais de encontros com empresários, lobistas e políticos do PMDB. Na pauta, sempre dinheiro de campanha. “Ou dinheiro pago durante a campanha”, disse ele recentemente a amigos, com leve ironia. Ele se referia ao fato muito conhecido, nos bastidores do poder, de que eleições são oportunidades para políticos ganharem dinheiro. Afinal, uma vez na posse das contribuições, legais ou ilegais, dos empresários, um político pode usá-las para produzir santinhos – ou produzir saldo em contas na Suíça.

Nos últimos meses, conforme a perspectiva de que fosse preso tornava-se cada vez mais próxima, Cunha, percebendo-se sem saída, reuniu os documentos e organizou as anotações. Passava os dias – e as madrugadas – consultando os arquivos, em papel e no computador, e a memória. Criou pastas para cada alvo. Preparava-se para tentar, no momento certo, uma delação premiada. (Seus advogados chegaram a sondar a Procuradoria-Geral da República, mas as conversas não avançaram.) Parte do material serviria para o livro que Cunha estava escrevendo sobre os bastidores do impeachment de Dilma Rousseff. Nele, Cunha descreveria os fatos políticos da queda da petista, sem mencionar ilegalidades. Estas ficariam para a delação.

Com a prisão, tudo mudou. Cunha sabe que dificilmente sairá da cadeia, mesmo que seja em alguns anos, sem fechar uma delação. Sabe também que sua família corre risco considerável de ter o mesmo destino dele. E, para fechar uma delação, ele sabe ainda que os procuradores exigirão, além de uma inequívoca admissão de culpa, uma quantidade formidável de novos casos de corrupção – e provas sobre casos em andamento. A extensa lista dos fatos que Cunha se dispõe a esclarecer, caso as autoridades topem, começa precisamente por seu papel como tesoureiro informal na campanha de 2014.

Ele tem informações que podem ser determinantes para o desenrolar da investigação que o Tribunal Superior Eleitoral conduz sobre as contas da chapa que elegeu Dilma como presidente e Michel Temer como vice. Já há provas abundantes, segundo a Lava Jato, de que dinheiro do petrolão abasteceu, seja no caixa oficial, seja no caixa dois, a chapa de Dilma e Temer. Se os ministros do TSE avançarem no processo, Temer pode, no limite, ser cassado – e perder a Presidência, forçando uma eleição indireta, via Congresso, ao Planalto. Hoje, Temer e seus advogados fazem de tudo para tentar separar as contas do PT e do PMDB. Ainda não obtiveram sucesso.

É nesse ponto que o testemunho de Cunha pode se revelar comprometedor. Segundo ele disse a amigos reiteradas vezes nos últimos meses, os compromissos financeiros dos grandes empresários misturaram-se entre PT e PMDB. De acordo com esses relatos e outras duas fontes envolvidas nas negociações, o PMDB cobrou R$ 40 milhões do PT para apoiar a chapa de Dilma. Segundo as fontes, o acordo secreto foi fechado no primeiro semestre de 2014 por Aloizio Mercadante, homem de confiança de Dilma, e pelo senador Valdir Raupp, que presidia o PMDB.

Pelo acordo, o PT usaria seu crédito junto aos grandes empresários – sobretudo empreiteiros do petrolão – para garantir que o PMDB recebesse os R$ 40 milhões. Em troca, o PMDB apoiaria, e não somente por esse motivo, a chapa de Dilma e Temer. Trata-se de uma prática comum na política de alianças brasileira. Não é, por definição, ilegal. Para os chefes dos partidos e candidatos, é uma negociação necessária dentro da regra do jogo do presidencialismo de coalizão. Alguns políticos, porém, enxergam na prática uma mera compra de apoio político, uma relação corrupta de troca. Viu-se um exemplo disso no mensalão. O PT, como ficou comprovado, ajudou a financiar, com dinheiro público desviado, a campanha de partidos aliados. No caso do acordo dos R$ 40 milhões, não há indícios de ilegalidade até o momento.

Candidatos do PMDB, do PSDB e do PSB lideram doações

Foto Reprodução G1
Foto Reprodução G1

Levantamento do G1 junto aos dados das prestações de contas dos candidatos ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) mostra que os candidatos do PMDB, PSDB e PSB foram os que mais receberam recursos de doações eleitorais. Em seguida aparecem PSD, PP e PDT. O PT aparece em 7º lugar.

Se levadas em conta apenas as candidaturas a prefeito, o PDT fica à frente do PP. Já se contabilizadas as doações feitas apenas aos candidatos a vereador, o PP aparece em 3º lugar, seguido de PSD, PT, PSB e PDT.

Os dados são até quinta (15), data em que o TSE divulgou o balanço da prestação de contas parcial das campanhas. Segundo o tribunal, 87,9% dos candidatos enviaram as informações relativas à prestação de contas parcial das campanhas. Entre os partidos, no entanto, o percentual foi de 48,05%.

Ao todo, os candidatos receberam R$ 881,7 milhões em recursos para as campanhas. Desse total, R$ 459 milhões foram para os candidatos a prefeito, 52% do total.

Os candidatos têm de apresentar os relatórios das doações recebidas para a campanha a cada 72 horas, segundo as novas regras da Justiça Eleitoral.

Foto Reprodução G1
Foto Reprodução G1

Do G1

Fábio Câmara propõe revisão do Plano Diretor em debate promovido pela CNBB

Fábio Câmara priorizou o detalhamento de propostas no debate
Fábio Câmara priorizou o detalhamento de propostas no debate

O candidato do PMDB à Prefeitura de São Luís, Fábio Câmara, participou, na noite da última quarta-feira (17), no auditório do Instituto de Ensino Superior do Maranhão (IESMA), do debate promovido pela Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB). Dividido em quatro blocos, Fábio Câmara respondeu perguntas elaboradas por membros da Comissão Justiça e Paz da Arquidiocese de São Luís, debateu com os demais candidatos, destacou três de suas propostas e elogiou a importância da realização do evento que foi uma iniciativa de um movimento de fé.

— Destaco a importância da CNBB em realizar esse debate de grande importância, pois como diz uma frase do Papa Francisco: o dialogo tem o poder de construir pontes, de facilitar o encontro e a inclusão — disse.

No primeiro bloco, o tema sorteado foi sobre Plano Diretor. O candidato peemedebista informou que o Plano Diretor é uma exigência legal, formal e fundamental para o desenvolvimento da cidade, mas afirmou que a legislação municipal precisa passar por uma revisão com ampla participação da sociedade na sua discussão e elaboração.

— O Plano Diretor é uma exigência legal, formal e fundamental para o desenvolvimento da cidade. Assim como o manual da Igreja é a Bíblia, o Plano Diretor é o manual da cidade. Mas um dos grandes problemas neste instrumento básico de planejamento municipal, que nós precisamos rever urgentemente, é que ele atualmente não contempla as tendências da cidade. Esta cidade tem uma tendência para questão portuária e nós iremos discutir a revisão do Plano Diretor, com clareza, tratando da questão do porto e retroporto que são empreendimentos que estão invadindo a área rural da cidade — disse.

Muito à vontade, em linguagem clara e simples, o candidato do PMDB, priorizou o detalhamento de propostas para o trânsito, o desenvolvimento econômico, metropolização, segurança entre outros temas. Ele também não deixou de criticar as falhas da atual gestão na cidade nas áreas de saúde e educação.

Fábio Câmara condenou, em síntese, o modelo de “gestão de empurra” que se instalou em São Luís nos últimos anos, onde problemas nas áreas do transporte público e mobilidade, por exemplo, sempre são dos outros e nunca do prefeito que administra.

— São Luís precisa de um prefeito com olhar no futuro e não no passado. Ao longo dos últimos dez anos todos que os gestores que administram a cidade adotaram o modelo de gestão baseada no ‘empurra’, sempre culpando o antecessor por falhas — disse.

No espaço das considerações finais, Fábio Câmara agradeceu a oportunidade e falou que sua participação no evento foi uma grande oportunidade para mostrar suas propostas de governo, pois os eleitores puderam conhecer o que cada ele pretende oferecer para a cidade.

YES, WE CAN: Fábio Câmara oficializa candidatura a prefeito de São Luís

A chapa de Fábio Câmara tem como vice-prefeito, o coronel PM reformado Flávio de Jesus
A chapa de Fábio Câmara tem como vice-prefeito, o coronel PM reformado Flávio de Jesus

Fábio Câmara foi oficialmente candidato a prefeito em São Luís, num clima de festa e com forte presença de simpatizantes. A definição ocorreu, na tarde desta quinta-feira (4), em convenção partidária realizada no auditório Fernando Falcão, na Assembleia Legislativa do Maranhão. Ao lado de colegas de partido e da família, Câmara discursou para pelo menos mil pessoas que estavam no plenário, segundo a coordenação. A chapa “Coragem pra fazer” terá como candidato a vice-prefeito, o coronel PM reformado Flávio de Jesus, que também é do PMDB.

Em discurso, Fábio falou das oportunidades que obteve na politica, afirmou que estava “abrindo mão da verba para elevar o verbo” e destacou os motivos pelos quais está disposto a concorrer ao cargo de prefeito da capital.

Cheguei até aqui graças às oportunidades que tive na vida. Primeiro, foi à oportunidade que tive em poder trabalhar no PMDB, partido que vou representar com muito orgulho nessa disputa pela Prefeitura. Segundo, foi à importância do secretário Ricardo Murad em trajetória. Terceiro, são vocês. Sem vocês não teria chegado até aqui. Agora eu quero dizer que estou fazendo algo que políticos não costumam fazer: abro mão da verba para elevar o verbo. Saio da zona de conforto para ser candidato a prefeito. Faço isso porque e inadmissível que o povo de São Luís não tenha uma opção entre o seus na disputa para o cargo de prefeito — destacou.

Fábio Câmara durante convenção do PMDB
Fábio Câmara durante convenção do PMDB

Estreante na politica, o coronel Flávio de Jesus, candidato a candidato a vice na chapa, empolgou a plateia ao abordar um discurso sobre segurança. O oficial destacou que não será um vice decorativo, mas atuará ao lado do prefeito com um papel fundamental na Segurança Pública.

Aqui eu sou só um soldado, um soldado do povo. São Luís hoje é uma cidade presa. São Luís é uma cidade amedrontada, com as casas cheias de grades e seu povo sendo assaltado. O povo hoje vive com medo (…). A Constituição de 88 diz que os municípios podem contribuir com a segurança. E porque os gestores municipais de São Luís nunca fizeram nada? Porque a Guarda Municipal não contribui com o policiamento? Foi para mudar essa realidade que o Fábio Câmara me convidou, para tomar conta da segurança. Sabe por que os prefeitos nunca fizeram isso? Porque faltou coragem. É isso que queremos: atuar ao lado do prefeito para ajudar na Segurança Municipal — declarou.

Bastante concorrida, a convenção que contou com a presença de militantes de todos os segmentos do partido, teve um revezamento de vários oradores. Entre os presentes, estava o deputado federal Hildo Rocha; o presidente da Empresa Brasil de Comunicação (EBC) do Maranhão, Assis Filho; o superintendente regional da Funasa, André Campos que também é vice-presidente do municipal do PMDB e o secretário nacional de Juventude, Bruno Moreira Santos que representou o presidente interino, Michel Temer.

PMDB e PT se afastam na disputa municipal, inclusive em São Luís

Foto reprodução
Foto reprodução

Das oito capitais onde houve aliança entre PT e PMDB em 2012, apenas uma delas, Aracaju, deve repetir o acordo, segundo levantamento do Estado. O confronto em nível federal entre as duas legendas por causa do impeachment da presidente Dilma Rousseff é uma das causas do divórcio, assim como resolução do Diretório Nacional do PT de restringir alianças municipais com siglas favoráveis ao impedimento da petista. A determinação, no entanto, abre brechas para acordos pontuais.

Em Aracaju, por exemplo, a ação do governador Jackson Barreto (PMDB) contra o impeachment foi decisiva para a manutenção da aliança. O mais provável é que o PT apoie o peemedebista Zezinho Sobral. “Ficamos isolados do PMDB nacional, mas temos ligação antiga com o PT e participamos do movimento contra o impeachment desde o início”, disse o presidente do PMDB de Sergipe, João Augusto Gama. “Nossa relação com o governador é muito forte, ele teve posição muito definida a favor da presidente. É muito difícil a gente não fazer aliança com o PMDB”, disse o presidente do PT-SE, Rogério Carvalho.

Em Belo Horizonte, Cuiabá, Goiânia, Maceió, Manaus, Rio de Janeiro e São Luís deve ocorrer o contrário.

No Rio, o impeachment foi decisivo para a saída do PT da coligação em torno da candidatura do secretário municipal de Coordenação de Governo, Pedro Paulo Carvalho Teixeira (PMDB), escolhido pelo prefeito peemedebista Eduardo Paes. Os petistas devem apoiar a candidatura da deputada Jandira Feghali (PCdoB). A aliança PT-PMDB está garantida, no entanto, em Maricá e em negociações avançadas em Japeri e Queimados, municípios na região metropolitana.

‘Estratégia’ – Na capital mineira, haverá um afastamento “estratégico” para as eleições de outubro sem configurar litígio entre as duas legendas, segundo a presidente do PT em Minas, Cida de Jesus. “Não tem crise entre PT e PMDB (em Minas). Em dezembro do ano passado, o PT de Belo Horizonte já havia decidido por candidatura própria, é uma questão de tática eleitoral. Eleições municipais sempre foram muito localizadas, não há essa questão de nacionalizar ou estadualizar”, disse.

Seis deputados do PMDB mineiro votaram a favor do impeachment, inclusive Mauro Lopes, que três dias antes da votação na Câmara era ministro da Secretaria de Aviação Civil de Dilma. Para Cida, “PT e PMDB em Minas têm um projeto construído em 2014. Por mais que a oposição queira, esse projeto não está abalado”.

Em Goiânia, apesar de ocupar a vice-prefeitura, o PMDB lançará candidato em oposição ao prefeito petista Paulo Garcia. Dirigentes locais dos partidos dizem que o afastamento ocorreu antes do impeachment. “Não há possibilidade de estarmos juntos agora. Mas não temos problemas com o PMDB aqui, vamos avançar (na candidatura própria) e quem sabe discutir aliança no 2º turno”, afirmou o presidente do PT goiano, Ceser Donisete.

Em duas cidades importantes, Aparecida de Goiânia e Anápolis, a aliança PMDB-PT deverá ser mantida.

Aliados em 2012, PT e PMDB planejam lançar candidaturas próprias em Maceió. Em São Luís, Cuiabá e Manaus os partidos não repetirão a aliança das eleições passadas e lançarão candidatos ou estarão coligados a outros partidos.

Fonte: Estadão 

Contrariando líder na Câmara, 90% do PMDB é favorável ao Impeachment

Líder do PMDB na Câmara, Leonardo Picciani (RJ) é contra o processo
Líder do PMDB na Câmara, Leonardo Picciani (RJ) é contra o processo

Mesmo contrariando o posicionamento do líder do PMDB na Câmara, Leonardo Picciani (RJ), 90% do partido decidiu que vai orientar voto a favor do processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff. A decisão foi anunciada durante uma reunião da bancada realizada nesta quinta-feira (14).

Em votação simbólica, 90% dos 54 deputados presentes foram a favor do impeachment. A bancada tem no momento 67 deputados podendo aumentar com a chegada de parlamentares que estavam licenciados.

Picciani é a favor governo e garante que não haverá punição, nem expulsão da legenda caso parlamentares votem pró-Dilma, mesmo com vários deputados defendendo uma posição mais firme, com fechamento de questão, mas foi ponderado que isso só poderia ser definido pela Executiva Nacional do PMDB.

Já os ministros do PMDB disseram, durante a reunião de hoje, que vão votar pelo arquivamento do processo. O que ocorreu durante esta semana foi que, para garantir votos, Dilma exonerou ministros do governo que têm mandato na Câmara para reassumirem o cargo de deputados e votarem contra o impeachment no fim de semana. Três dos ministros exonerados são do PMDB: Celso Pansera de Ciência e Tecnologia, Marcelo Castro de Saúde e Mauro Lopes da Aviação Civil.

PIOR MOMENTO: batalha de Dilma está ‘virtualmente perdida’…

Presidente Dilma Rousseff em seu pior momento
Presidente Dilma Rousseff em seu pior momento

Depois que a bancada do PP na Câmara dos Deputados surpreendeu e abandonou o barco que vem afundando do Governo Federal, prejudicando ainda mais a presidente Dilma Rousseff (PT), análises feitas por ministros mais próximos da petista já consideram a batalha virtualmente perdida. Esta conclusão foi divulgada nesta terça-feira (12), na coluna de Mônica Bérgamo da Folha de S. Paulo.

299 parlamentares já haviam confirmado que votariam contra Rousseff no próximo domingo (17) onde deve ser oficializado o impedimento. Primeiramente com a debandada do PMDB, agora com a saída do PP, do PR e de grande parte do PSD, resta ao governo partir para um corpo a corpo com parlamentares para tentar conseguir os 23 votos e assim tentar evitar o impeachment da presidente.

Ao que tudo indica, a cúpula do PMDB, comandada pelo vice-presidente Michel Temer, teve influência direta na debandada dos demais partidos. A briga é feia e até o próximo fim de semana muitas articulações devem ser feitas no Congresso Nacional.

Veja como foi feita a contagem pelo governo e por alguns cientistas políticos a cerca de quantos votos a presidente Dilma Rousseff poderia contar. Supostamente seriam no máximo 148 votos (8 do PSD, 3 do PSB, 17 do PR, 9 do PP, 5 do PTB, um do PFL, um do PEN, um do PT do B, dois da Rede, um do Pros, 6 do PTN, 2 do PHS, 10 do PC do B, 61 do PT, 6 do Psol e 15 do PDT). Faltariam então, 23 votos para barrar o impedimento.

“Não temos mais dúvidas, Fábio é o nosso candidato”, diz João Alberto

Fábio Câmara, bem nas pesquisas...
Fábio Câmara, bem nas pesquisas…

O PMDB tinha um objetivo principal ao encomendar pesquisa ao Instituto Escutec: avaliar qual dos seus candidatos a prefeito tinha melhor desempenho.

E o resultado mostrou que o vereador Fábio Câmara deve ser o escolhido pelo partido.

Fábio Câmara ficou melhor posicionado que a colega em todos os cenários pesquisados, com índices que variam entre 5,7% e 6,6%.

Na pesquisa espontânea, seus índices chegaram a 2,2%, o dobro do registrado pela deputada.

– O candidato é Fábio Câmara. Nós temos agora três meses até a convenção, quando se fará a avaliação final do posicionamento do partido. E é Fábio Câmara quem decidirá como seguir – ressaltou o senador João Alberto de Sousa, presidente regional do PMDB.

Para Fábio Câmara, a postura do PMDB pode ser considerada história, já que, pela primeira vez, se discute publicamente uma candidatura, sem imposições.

– A pesquisa, muito mais do que medir o cenário eleitoral em São Luís, foi feita para consumo interno, para avaliar o nosso desempenho, o desempenho dos candidatos do PMDB. Agora é com o partido definir como se dará a operacionalização da campanha – ressaltou Fábio Câmara.

Um dos trunfos de Fábio Câmara é o baixíssimo índice de rejeição, de 0,9%, o menor dentre todos os candidatos a prefeito pesquisados.

Na sua avaliação, mostra a possibilidade de crescimento ao longo da campanha…

Pesquisa registrada no TSE sob o nº sob o número MA-01393/2016

Do Blog do Marco D’Eça