VÍDEO: Waldir Maranhão é flagrado em hotel para negociar com Lula

O deputado federal, vice-presidente da Câmara e agora ex-presidente do diretório estadual do Partido Progressista, Waldir Maranhão, surpreendeu nesta sexta-feira (15) ao anunciar que votará contra o impeachment para derrubar a presidente Dilma Rousseff.

A sua defesa ao governo foi justamente confirmada após ter sido flagrado chegando a um hotel luxuoso em Brasília, onde está hospedado o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O vídeo acima mostra Waldir entrando no hotel onde está Lula para possíveis negociatas.

Depois de trair o PP, o deputado é questionado por uma integrante do movimento ‘Nas Ruas’ sobre o fato de estar sendo investigado na Operação Lava Jato. E de fato, ele é um dos 32 eleitos pelo partido que estão sob o alvo da investigação.

Às vésperas da votação do impeachment, Raimundo Monteiro orienta petistas…

Raimundo Monteiro
Raimundo Monteiro

O presidente do diretório estadual do Partido dos Trabalhadores, Raimundo Monteiro, divulgou nota oficial no final da tarde desta sexta-feira (15) alertando comissões e diretórios municipais sobre ‘o golpe’ e tentativas de alianças com possíveis candidatos a prefeito e vereadores para o pleito de outubro próximo.

Monteiro também chama atenção para o favorecimento de deputados da oposição ao Governo Federal nas eleições de 2018.

Veja a nota na íntegra abaixo:

Nota do Diretório estadual do PT
Nota do Diretório estadual do PT

VÍDEO: Pró-Dilma e anti-impeachment, Waldir Maranhão votará contra o PP

Deputado Waldir Maranhão
Deputado Waldir Maranhão

O vice-presidente da Câmara dos Deputados, Waldir Maranhão (PP), líder do partido, se manifestou nesta sexta-feira (15) e contrariando a legenda anunciou que votará no próximo domingo (17) contra o pedido de Impeachment que pretende afastar a presidente Dilma Roussef (PT).

O parlamentar adianta que mesmo que o Partido Progressista tenha anunciado a debandada de votos como fez o PMDB, PRB e PSD, mais doze de seus representantes também se colocaram contra o impedimento da presidente.

Veja nas imagens: 

STF nega liminar em cinco ações que tentavam barrar votação do Impeachment

Sessão no plenário do STF durou cerca de 7 horas...
Sessão no plenário do STF durou cerca de 7 horas…

Após sete horas de sessão, o Supremo Tribunal Federal (STF) negou hoje (15) cinco ações contestando a votação do pedido de abertura de processo de impeachment da presidenta Dilma Rousseff, previsto para domingo (17). A sessão começou às 18h e terminou à 1h.

Por maioria de votos, os ministros rejeitaram ação do PCdoB e dos deputados Weverton Rocha (PDT-MA) e Rubens Pereira Júnior (PC do B-MA) para anular as regras definidas pelo presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ). Os ministros Teori Zavascki, Rosa Weber, Luiz Fux, Carmen Lúcia, Gilmar Mendes e Celso de Mello divergiram do relator, Marco Aurélio, por entenderem que não houve ilegalidade na interpretação do regimento interno da Casa por parte de Cunha.

A maioria dos ministros também decidiu manter em tramitação na Câmara dos Deputados o processo de impeachment. A Corte rejeitou pedido liminar da Advocacia-Geral da União (AGU) para anular o processo.

No entanto, o tribunal entendeu que o eventual julgamento do processo de crime de responsabilidade pelo Senado deverá avaliar somente os fatos iniciais que estavam na denúncia original que chegou à Câmara, como suposta edição ilegal de decretos de créditos suplementares e empréstimos do Tesouro Nacional a bancos públicos.

Ao final de sessão, o presidente do Supremo, ministro Ricardo Lewandowski, disse que a Corte não fechará as portas para “analisar a tipificação do crimes de responsabilidade” do impeachment. Segundo, o ministro, o STF poderá analisar se a presidenta praticou crime de responsabilidade.

Direito de defesa

De com a AGU, a Comissão Especial do Impeachment violou o direito de defesa de Dilma ao permitir que os juristas Janaína Paschoal e Helio Bicudo pudessem se manifestar em uma das sessões, além de inserir na denúncia os termos de delação do senador Delcídio do Amaral (sem-partido-MS), fato que não foi objeto da denúncia original, recebida por Eduardo Cunha.

O advogado-geral da União, José Eduardo Cardozo, sustenta que a defesa da presidenta ficou prejudicada no processo e citou que, na sessão no último dia 6 da Comissão Especial do Impeachment, convocada para a leitura do relatório final de Jovair Arantes, o advogado da União substituto, Fernando Luiz Albuquerque Faria, foi impedido de apresentar questões de ordem.

Fonte: EBC

Ordem de votação do Impeachment é reformulada e causa ‘barraco’ na Câmara

TV Câmara ao vivo
TV Câmara ao vivo

A Câmara dos Deputados reformulou a ordem de votação do processo de Impeachment da presidente Dilma Rousseff (PR) que terá início nesta sexta-feira (15). A votação será feita alternadamente do Norte para o Sul, por estados das duas regiões passando pelas demais. A decisão foi tomada pelo presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ).

O anúncio feito há pouco causou conflito e provocou um bate-boca tremendo no plenário Câmara Federal que segue com debates calorosos na tarde desta quinta-feira (14). O peso político de cada região causa polêmica na Casa e divide opiniões.

O deputado maranhense Rubens Júnior (PC do B) acusou Eduardo Cunha de manobra e disse que a reformulação é absurda. Segundo ele o presidente da Câmara desconsidera a votação de 2001 e que a decisão não tem aval no regimento e nem na tradição da Casa.

Com a mudança de ordem anunciada, o Maranhão será o 16º Estado a votar na Câmara dos Deputados, onde os dezoito parlamentares votarão por ordem alfabética.

Contrariando líder na Câmara, 90% do PMDB é favorável ao Impeachment

Líder do PMDB na Câmara, Leonardo Picciani (RJ) é contra o processo
Líder do PMDB na Câmara, Leonardo Picciani (RJ) é contra o processo

Mesmo contrariando o posicionamento do líder do PMDB na Câmara, Leonardo Picciani (RJ), 90% do partido decidiu que vai orientar voto a favor do processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff. A decisão foi anunciada durante uma reunião da bancada realizada nesta quinta-feira (14).

Em votação simbólica, 90% dos 54 deputados presentes foram a favor do impeachment. A bancada tem no momento 67 deputados podendo aumentar com a chegada de parlamentares que estavam licenciados.

Picciani é a favor governo e garante que não haverá punição, nem expulsão da legenda caso parlamentares votem pró-Dilma, mesmo com vários deputados defendendo uma posição mais firme, com fechamento de questão, mas foi ponderado que isso só poderia ser definido pela Executiva Nacional do PMDB.

Já os ministros do PMDB disseram, durante a reunião de hoje, que vão votar pelo arquivamento do processo. O que ocorreu durante esta semana foi que, para garantir votos, Dilma exonerou ministros do governo que têm mandato na Câmara para reassumirem o cargo de deputados e votarem contra o impeachment no fim de semana. Três dos ministros exonerados são do PMDB: Celso Pansera de Ciência e Tecnologia, Marcelo Castro de Saúde e Mauro Lopes da Aviação Civil.

Impeachment pode ser anulado: AGU impetrará mandado de segurança no STF

Foto reprodução Revolta Brasil
Foto reprodução Revolta Brasil

A Advocacia-Geral da União (AGU) informou há pouco que impetrará, no Supremo Tribunal Federal (STF), um mandado de segurança para anular o processo do impeachment contra a presidente Dilma Rousseff (PT), cuja votação da admissibilidade ocorrerá domingo (17), na Câmara dos Deputados. Segundo a assessoria da AGU, o mandado ainda não foi ajuizado no STF e os detalhes do processo serão dados pelo advogado-geral da União, José Eduardo Cardozo, na tarde desta quinta-feira (14).

Nos últimos dias, o Planalto e Cardozo questionaram a fragilidade e a legalidade do relatório do deputado Jovair Arantes (PTB-GO), favorável ao impeachment, apresentado na comissão da Câmara. Chegaram a falar que o documento seria a melhor defesa para Dilma no processo.

STF. Na quarta (13), o advogado-geral da União falou que um futuro recurso do governo no STF que questione atos do Congresso sobre o impeachment da presidente Dilma Rousseff não pode ser chamado de “tapetão”. “O dia em que o Judiciário for entendido como um tapetão nós rasgamos de vez o estado de direito no Brasil”, afirmou.

Na segunda, 11, quando a Comissão Especial aprovou o relatório do deputado Jovair Arantes a favor do impeachment, Cardozo já deu sinais de que o governo poderia judicializar o tema. Na ocasião, indicou que houve cerceamento da defesa que, segundo ele, não participou de todas as etapas do processo. Cardozo disse ainda que considera o processo nulo, já que Jovair fez menção a fatos que não fazem parte da denúncia em seu parecer

Ordem da votação. Os deputados federais José Guimarães (PT-CE), líder do governo na Câmara, e Afonso Florence (PT-BA) afirmaram nesta quinta que o governo irá apresentar uma questão de ordem para questionar o ordenamento de votação do processo de admissibilidade do impeachment da presidente Dilma Rousseff na Casa. Ambos questionam a decisão do presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), de iniciar a votação pelos parlamentares dos Estados do Sul, onde há uma maioria favorável pelo impeachment, para os do Norte, com deputados contrários ao processo.

Segundo eles, na última votação em que a prática foi adotada, sem citar qual, a ordem também já foi do Sul para o Norte e que agora seria necessária a inversão. O governo teme que o aumento do número de votos de parlamentares contra o impeachment pressione parlamentares indeciso ou mesmo reverta, durante a votação, a posição dos contrários.

“Todos sabem que no Rio Grande do Sul a aliança entre PP e PMDB é a maioria pelo impeachment, o que não ocorre na Bahia, por exemplo, com o PP e em outros Estados do Norte com o PMDB”, disse, Florence. “Vamos entrar assim que começarem os trabalhos, com questão de ordem para que ele (Cunha) reconheça que a última votação foi do Sul para o Norte. O presidente da Câmara e o presidente da Comissão (Rogério Rosso/PSD-DF) têm rasgado o Regimento e a Constituição em mais uma iniciativa para criar um ambiente favorável à aprovação do golpe”.

Fonte: O Estadão

A COBRA VAI FUMAR: Kassab pede demissão, mas Dilma não aceita

Kassab ouviu de Dilma que poderia continuar no ministério mesmo com a decisão do PSD de apoiar o impeachment
Kassab ouviu de Dilma que poderia continuar no ministério mesmo com a decisão do PSD de apoiar o impeachment

O deputado Átila Lins (PSD-AM) disse ao Congresso em Foco que o ministro das Cidades, Gilberto Kassab, informou à presidente Dilma Rousseff que estaria disposto a deixar o cargo. O motivo foi a decisão amplamente majoritária tomada pela bancada do partido na Câmara na tarde desta quarta-feira de apoiar a abertura do processo de impeachment da presidente. Dos 31 deputados, 28 se posicionaram a favor do impeachment.

Kassab teve audiência com Dilma depois da decisão dos deputados da bancada de desembarcar do governo. Ainda não se sabe se o PSD vai continuar com os cargos ocupados por indicados pela legenda nos ministérios e no segundo escalão de diversos órgãos federais. Constrangido, Kassab ouviu de Dilma, segundo o deputado Átila Lins, que poderia continuar na pasta, mesmo com o apoio da quase totalidade dos parlamentares do PSD ao impeachment.

Kassab foi para o Ministério das Cidades em janeiro do ano passado na partilha de poder definida pela presidente Dilma para garantir o apoio do PSD ao Palácio do Planalto. Antes de Kassab, em 2013 o vice-governador de São Paulo, Guilherme Affif Domingos, mesmo com estreitas ligações com o governador tucano Geraldo Alckmin, aceitou ser secretário especial da Pequena e Média Empresa, também na cota do PSD, e passou a ser o 39º ministro.

Em outubro do ano passado, a reforma ministerial feita pela presidente tirou de Affif o status de ministro. Ele terminou transferido para a presidência do Sebrae Nacional e continuou no governo, assim como a bancada do PSD. O líder do partido na Câmara, Rogério Rosso (DF), com quem o governo contava para conter o impeachment, foi escolhido para presidir a comissão processante e fez questão de votar pela admissibilidade do pedido.

No domingo, durante a votação em plenário do pedido de abertura de processo contra a presidente, Rosso vai encaminhar o voto a favor, mas vai informar que o partido não punirá os deputados que votarem a favor. A assessoria do ministro confirma que ele comunicou à presidente a decisão da bancada a favor do impeachment e informou que ele continuará na pasta.

Congresso em Foco

PIOR MOMENTO: batalha de Dilma está ‘virtualmente perdida’…

Presidente Dilma Rousseff em seu pior momento
Presidente Dilma Rousseff em seu pior momento

Depois que a bancada do PP na Câmara dos Deputados surpreendeu e abandonou o barco que vem afundando do Governo Federal, prejudicando ainda mais a presidente Dilma Rousseff (PT), análises feitas por ministros mais próximos da petista já consideram a batalha virtualmente perdida. Esta conclusão foi divulgada nesta terça-feira (12), na coluna de Mônica Bérgamo da Folha de S. Paulo.

299 parlamentares já haviam confirmado que votariam contra Rousseff no próximo domingo (17) onde deve ser oficializado o impedimento. Primeiramente com a debandada do PMDB, agora com a saída do PP, do PR e de grande parte do PSD, resta ao governo partir para um corpo a corpo com parlamentares para tentar conseguir os 23 votos e assim tentar evitar o impeachment da presidente.

Ao que tudo indica, a cúpula do PMDB, comandada pelo vice-presidente Michel Temer, teve influência direta na debandada dos demais partidos. A briga é feia e até o próximo fim de semana muitas articulações devem ser feitas no Congresso Nacional.

Veja como foi feita a contagem pelo governo e por alguns cientistas políticos a cerca de quantos votos a presidente Dilma Rousseff poderia contar. Supostamente seriam no máximo 148 votos (8 do PSD, 3 do PSB, 17 do PR, 9 do PP, 5 do PTB, um do PFL, um do PEN, um do PT do B, dois da Rede, um do Pros, 6 do PTN, 2 do PHS, 10 do PC do B, 61 do PT, 6 do Psol e 15 do PDT). Faltariam então, 23 votos para barrar o impedimento.