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Rádio
  • Política
  • Ministro Quintella embaralha números sobre gastos na duplicação da BR-135

    Há discrepância entre os valores divulgados de gastos com adequação da BR-135 no trecho de 32,1 quilômetros anunciada pelo ministro dos Transportes, Portos e Aviação Civil, Maurício Quintella, nesta semana no Maranhão, e os recursos que Governo Federal planejou gastar na duplicação de 102,8 quilômetros da rodovia entre o km 21 da rodovia e o município de Miranda do Norte.

    A menos que a obra de duplicação da BR-135 seja mais uma peça da ficção orçamentária, segundo o Plano Plurianual da União, PPA 2016-2019, a adaptação seria concluída em dezembro de 2017 com custo total previsto de R$ 1,5 bilhão.

    É muito além do valor anunciado pelo ministro Maurício Quintella para duplicação do trecho de 32,1 km da BR, entre o povoado Outeiro e Miranda do Norte, que se somará à obra de 26 quilômetros em andamento e mais um trecho entre Bacabeira e Outeiro de 44,7 quilômetros. A BR-135 é a única rodovia federal que liga a capital maranhense ao continente.

    O ministro de Temer garantiu que os investimentos para adequação do segundo trecho da rodovia federal (Outeiro – Mirando do Norte) somarão R$ 66,5 milhões. Foram os números publicados no portal do ministério. Com um detalhe: R$ 25 milhões deste valor foram empenhados em dezembro de 2016. Deduz-se daí que não esteja incluída neste montante a verba da emenda impositiva da bancada maranhense liberada pelo presidente Temer. O Hytec foi a empresa vencedora do processo de licitação.

    Segundo o Boletim Eletrônico de Medição do Departamento Nacional de Infraestrutura e Transporte, DNIT, somente com a instalação e manutenção do canteiro de obras do trecho entre o km 25 e km 51 da rodovia BR – 135, foram consumidos R$ 5, 6 milhões. Iniciada em 2012, a obra de adequação de capacidade da rodovia, realizadas pelo consórcio Serveng/Aterpa M Martins, em medição de fevereiro do ano passado, no trecho de 26 quilômetros foram gastos R$ 425 milhões.

    Pelo PPA, instrumento de planejamento governamental que define diretrizes, objetivos e metas da administração pública federal para as despesas de capital e outras decorrentes, aprovado ainda no governo da presidente Dilma Roussef (PT), quatro rodovias da malha federal no Maranhão seriam contemplados como obras de adequação e construção. No total, os investimentos planejados somariam R$ 3, 2 bilhões.

    Investimentos da União na Infraestrutura no Maranhão segundo PPA

    Adequação da Rodovia BR-135/MA.
    Custo Total: R$ 1.505.000.000
    Data Início: 01/09/2012
    Data Término: 30/12/2019

    Adequação da Rodovia BR-010/MA
    Custo Total: R$ 500.000.000
    Data Início: 01/01/2017
    Data Término: 31/12/2019

    Construção da Rodovia BR-402/MA
    Custo Total: R$ 600.000.000
    Data Início: 01/01/2017
    Data Término: 31/12/2019

    Construção da Rodovia BR-226/MA
    Custo Total: R$ 600.000.000
    Data Início: 01/01/2017
    Data Término: 31/12/2019

     

    8 de janeiro de 2017 às 10:10 | Por:

  • Política
  • Imagem do dia: Domingos Dutra limpa toda a sujeirada da Prefeitura de Paço do Lumiar

    O prefeito de Paço do Lumiar, Domingos Dutra (PCdoB), em seus primeiros dias à frente do cargo anunciou um grande mutirão de limpeza. O intuito, obviamente, é acabar com o lixo espalhado pela cidade, desobstruir os córregos e evitar a proliferação do mosquito da dengue, ainda mais no período de chuva. Porém, a imagem que ilustra esse texto é simbólica; foi feita em frente a sede da Prefeitura e mostra que toda a “sujeira” que tomou conta do município nos últimos anos foi “varrida” definitivamente.

    Nos últimos anos Paço do Lumiar sofreu com escândalos e denúncias de corrupção da família Arôso que comandou por anos o município. Tanto Bia quanto Gilberto foram parar na cadeia. Depois, com o professor Josemar que acabou seu mandato em dezembro, mas ainda deverá dar muitas explicações na justiça. Em sua campanha eleitoral, Dutra pregava a moralidade na cidade e por isso que essa ação de limpeza de imediato, tem uma dupla mensagem. No próximo dia 13, um grande mutirão está marcado com o slogan, “Tão importante como limpar, é não sujar”.

    Domingos Dutra também repete o ato do prefeito de São Paulo, João Dória, que no primeiro dia de trabalho se vestiu de gari, para mostrar que a partir daquele momento estaria junto com a população. Exatamente desta forma, que Dutra quer começar o seu trabalho, junto a população e dando um basta a corrupção e a sujeirada em Paço do Lumiar.

    7 de janeiro de 2017 às 23:08 | Por:

  • Geral
  • Situação na Penitenciária de Pedrinhas é de estabilidade

    O serviço de inteligência do governo federal não identificou clima de tensão no Sistema Penitenciário no estado do Maranhão. Apesar de abrigar pelo menos nove facções criminosas não há possibilidade de conflitos sangrentos nas dependências das unidades prisionais no estado. O clima de estabilidade se instaurou a partir de 2015, com o aumento de agentes penitenciários. Cem agentes penitenciários aprovados em concurso em março do ano passado estão aptos a entrarem no sistema prisional após concluírem curso em novembro de 2016.

    Segundo o mesmo serviço, a classificação da segurança dos presídios segue parâmetros de gradação de conflitos como: normal, alerta, tenso e conflito deflagrado. O monitoramento da rotina nos presídios é feito pelo Departamento Penitenciário Nacional, Depen. É o departamento do Ministério da Justiça que controla a aplicação da Lei de Execuções Penais nos estabelecimentos penitenciários do país. Ele aponta a existência de 26 facções abrigadas em presídios brasileiros, mas um relatório recente entregue ao ministro Alexandre de Moraes, da Justiça, dá conta de mais de 80 grupos criminosos mapeados nas penitenciários.

    Entre as nove facções que atuam no Maranhão, pelo menos dois têm atuação nacional: o Primeiro Comando da Capital, PCC, e Comando Vermelho. Além destes atuam no Maranhão, o notório Bonde dos 40, Bonde dos 300, Primeiro Comando do Maranhão, Bondinho da Ilha, Primeiro grupo do Estreito, Anjos da Morte, ADM e Comando Organizado do Maranhão, COM. A disputa pelo controle do tráfico provocou mais de 100 mortes no interior dos presídios do estado entre 2012 e 2014. Em 2013 foram 56 mortes na Penitenciária de Pedrinhas. Em 2016 foram seis mortes no interior de Pedrinhas.

    7 de janeiro de 2017 às 15:22 | Por:

  • Política
  • Os quatro grandes grupos criminalmente organizados no Brasil

    Depois de 516 anos de cleptocracia (de roubalheira do dinheiro público canalizado para os bolsos de poucos), o Brasil caiu nas mãos de quatro grandes grupos criminalmente organizados. Não há brasileiro que escape dos efeitos nefastos de seus crimes.

    Juntos, eles constituem um “Estado” paralelo ao Estado (oficial). Grandes parcelas das populações (presas e em liberdade) estão diretamente submetidas ao “Estado paralelo”, diante da omissão do Estado oficial, que já não reage mais. Está entrando em colapso.

    Não há santos em nenhum dos quatro grupos de crime organizado que estão massacrando o Brasil. A população, no entanto, sabe muito pouco sobre eles, que são os seguintes:

    (1) crime organizado privado (PCC, CV, FDN etc.): atuam, fundamentalmente, na distribuição e venda de drogas e podem até contar com o auxílio de agentes públicos (policiais, por exemplo), mas o comando da organização é particular (é dos chefes de cada facção); trata-se de um crime organizado que tem faturamento na casa dos milhões (somente o PCC fatura anualmente algo em torno de R$ 200 a R$ 300 milhões por ano – Veja ).

    Só de propinas no Brasil, para se ter uma ideia comparativa, a Odebrecht pagou (de 2006 a 2014) R$ 1,9 bilhão, para uma contrapartida em contratos de R$ 7,2 bilhões, segundo o Departamento de Justiça dos EUA. No mesmo período, em doze países (Brasil, México, Guatemala, Equador, Colômbia, Peru, Argentina, Panamá, República Dominicana, Venezuela, Angola e Moçambique), a Odebrecht pagou R$ 3,4 bilhões em propinas e lucrou R$ 11,4 bilhões (Veja, 28/12/16).

    O PCC, copiando o modelo de capitalismo à brasileira praticado pelos donos cleptocratas do poder, que dominam a economia por meio dos seus monopólios, oligopólios e carteis, está pretendendo monopolizar nacionalmente o tráfico, a distribuição e a venda de drogas.

    A resistência é feroz (como, por exemplo, a da Família do Norte – FDN – em Manaus, do Comando Vermelho na favela da Rocinha no RJ etc.), porque a violência é a linguagem desses grupos. A violência está para esses grupos como a fraude, o conluio e o enriquecimento indevido está para os demais.

    O massacre de Manaus (como outros tantos que têm ocorrido e vão ocorrer no Brasil) foram previstos por uma Comissão de prevenção à tortura (em 2015). Nada mais sensibiliza o Estado anestesiado e colapsado. Na quase totalidade dos assassinatos do país o que se nota é a ausência absoluta do Estado oficial.

    (2) crime organizado por agentes da administração pública (dentro do INSS, por exemplo, para recebimento fraudulento de pensões; dentro das policias, dentro das auditorias fiscais etc.). Esse tipo de crime organizado (bastante disseminado, como comprovas inúmeras operações da PF) pode até ter alianças com particulares, mas o comando das ações é dos funcionários públicos (agentes públicos); não há notícia sobre o faturamento anual total desses grupos.

    (3) crime organizado empresarial: na operação Zelotes apura-se o pagamento de propinas por empresas que “compravam” decisões tributárias favoráveis no órgão recursal respectivo (Carf) para se livrarem do pagamento (totalmente ou parcialmente) de milionárias autuações fiscais.

    Incontáveis e poderosas empresas (Grupo Gerdau, Banco Safra e Hyundai/Caoa, citados pelo O Globo: 27/3/15; Bradesco, Santander, BTG Pactual, Bank Boston, Ford, Mitsubishi, BR Foods, Petrobras, Camargo Corrêa, Light, Grupo RBS, Embraer, Coopersucar, Cervejaria Petrópolis, Évora, Marcopolo, Nardini Agroindustrial, Ometto, Viação Vale do Ribeira, Via Concessões, Dascan, Holdenn, Kaneko Silk, Cimento Penha e C. Prestadora de Serviços mencionados pelo Estadão: 28/3/15) teriam gerado desfalque de R$ 19 bilhões de reais ao fisco.

    (4) crime organizado político-partidário-empresarial: é fruto do conluio entre a economia e a política; é composto, tal como tem nos revelado diariamente a Lava Jato, de políticos – deputados, senadores, governadores, presidentes etc. -, de setores dos antigos partidos assim como de empresários picaretas integrantes da cleptocracia brasileira, que são precisamente os donos cleptocratas do poder saídos das elites dirigentes.

    É absolutamente incalculável o desfalque que essa criminalizada organizada gera para o país. Somente na Petrobras o rombo teria sido de R$ 6 bilhões, consoante dados do balanço da empresa (ou de R$ 42 bilhões, como informa a PF).

    Quem dolosamente integra esses grupos organizados praticando crimes são bandidos convictos ou quadrilheiros da República.

    Esses quatro grupos organizados estão roubando e matando os brasileiros e o país. Matam dentro e fora dos presídios. Alguns decepam as cabeças inimigas nas celas, outros roubam o dinheiro público e matam gente invisível na fila do INSS, dentro dos hospitais ou nas periferias do arcaico Brasil.

    As instituições da área da segurança/Justiça revelam-se cada vez mais incapazes para enfrentar o crime organizado, que está corroendo as bases do Estado, paradoxalmente inventado para dar segurança a todos (consoante Hobbes).

    O avanço de todos os crimes organizados no Brasil (compostos de traficantes, estupradores, homicidas, ladrões do dinheiro privado, barões ladrões do dinheiro público – que são os donos cleptocratas do poder -, empresas que fazem da corrupção a alavanca para o crescimento das suas fortunas etc.) demonstram a crise e, às vezes, até mesmo o colapso das instituições brasileiras, cada dia mais perdidas em suas funções.

    O Estado brasileiro (que deveria controlar o crime) perdeu o comando dos presídios e já não consegue deter a ação dos quatro grupos de crime organizado mencionados. A sua reação é limitada e nitidamente omissiva (em 2016 cortou 85% das verbas para a construção de presídios, apesar da existência de um déficit de quase 300 mil vagas –Folha).

    Depois de cinco séculos de cleptocracia (de roubalheira do dinheiro público para o bolso de poucos), a conta está chegando na forma de massacres (que o Estado falido não consegue impedir), de epidemias difusas, de devastações dos serviços públicos, de salários atrasados, de aniquilações da capacidade do Estado de reagir.

    Solução? Só com novas lideranças transparentes, comprometidas, honestas e competentes (eticamente saudáveis) o Brasil pode ter outra cara. Velhas lideranças do clube dos donos cleptocratas e corruptos do poder só sabem fazer mais do mesmo. Esse desgastado modelo de fazer política, de tocar partidos e de ser empresário parasita do Estado se exauriu. Seu prazo de validade venceu. O Brasil precisa ser reconstruído, reinventado. Mas isso não vai acontecer enquanto insistirmos no arcaico, no ultrapassado.

    Por Luis Flávio Gomes (Congresso em Foco)

    7 de janeiro de 2017 às 12:37 | Por:

  • Política
  • Dino sugere que oligarquia pressiona para colher benefícios

    O governador Flávio Dino em menos de 24 horas utilizou mais uma vez as redes sociais para se defender dos ataques da TV Mirante e blogueiros ligados a grupo Sarney. Em um tom pouco amistoso, o comunista acredita que a pressão exercida pela oligarquia tem por objetivo colher alguns benefícios.

    “Vão passar quatro anos assim, agredindo para ver seu eu chamo para uma conversa. Não chamarei. Fui eleito para deixar o coronelismo no passado”. Falou o governador.

    Em outras palavras, Dino acredita que a perda de várias regalias pelo grupo Sarney, principalmente alguns benefícios ligados a empresas e empresários, deixou a oligarquia assustada. A estratégia da oposição é criar factoides e escândalos para obrigar o atual Governo a manter os privilégios da sarneyzada.

    O governador deixa isso bem claro ao dizer que, “mera confederação de privilegiados gritando com saudades de boquinhas e fraudes. Muito interessante ver gente que desviou bilhões do povo do Maranhão tentando inventar escândalos. Tirando leite de pedra. Desfaçatez”.

    Junto a sua postagem, ele ainda indica um link onde a Sefaz cancelou o registro de 94 empresas fantasmas. Seria por aí o grande rancor da oligarquia.

    Através de nota, o Governo se manisfestou sobre o aluguel do prédio Funac que pertence a um membro do PCdoB, e que tem sido amplamente explorado pela oposição.

    Nota do Governo

    Sobre reportagem “Maranhão paga aluguel desde 2015 de prédio para menores ativado só esta semana”, veiculada nesta sexta-feira (6) pelo jornal Bom Dia Brasil, o Governo do Estado, por meio da Fundação da Criança e do Adolescente (Funac), vinculada à Secretaria de Direitos Humanos e Participação Popular (Sedihpop), esclarece que:

    Com a necessidade de criação de vagas para diminuir a superlotação e ampliar a quantidade de adolescentes infratores atendidos, no início de 2015, a Fundação iniciou processo de ampliação e expansão das unidades. Para tanto, foram consultadas várias imobiliárias, para realizar pesquisa mercadológica de prédios visando abrigar uma nova Unidade.

    Após exaustiva pesquisa em diversos imóveis e constatar o menor preço, a Fundação locou o imóvel para implantação da Unidade na Aurora, tendo como intermediadora da locação a empresa Área Imobiliária, com dispensa de licitação, amparada na Lei nº 9.579/2012, artigo 22º, parágrafo único, vigente à época.

    Além do menor preço, o imóvel foi escolhido por atender critérios, como área mínima, com possibilidade para ampliação de espaços, acessibilidade, áreas para alojamentos, refeitório, atendimento, escolarização e outras atividades. Ressalte-se que vários imóveis foram pesquisados, por imobiliárias diferentes. Contudo, nenhum outro imóvel que atendesse às especificidades estabelecidas pelo Sistema Nacional de Atendimento Socioeducativo (Sinase) foi encontrado.

    O contrato foi publicado, no dia 08 de julho de 2015, no Diário Oficial do Estado, com vigência até 19/06/2020, cumprindo todas as exigências legais. De imediato, foi dado início ao processo de adaptação do imóvel. Ao contrário do que diz a reportagem, a adaptação do imóvel se dá após a efetivação do contrato, considerando as especificidades da estrutura física de uma unidade de atendimento para suprir os padrões de segurança, conforme artigo 21º, parágrafo 1º, da lei supracitada.

    De julho a novembro de 2015 foram realizadas adequações internas de alojamentos. O processo foi interrompido devido às manifestações dos moradores, que impediram o acesso dos trabalhadores ao local. A partir de então, começaram as tratativas com a comunidade com a realização de várias reuniões, que se estenderam até maio de 2016.

    Em maio de 2016, ocorreu reunião entre as lideranças da comunidade e representantes do Governo, quando houve o consenso para a instalação da unidade da Funac, mediante estudo para construção de Companhia da Polícia Militar do bairro, no terreno do prédio locado. A partir de então, passaram a acontecer o estudo e a elaboração de projeto para a construção da companhia.

    Em dezembro de 2016, considerando as restrições orçamentárias para construção da companhia, bem como a adoção de medidas alternativas para garantir a segurança da comunidade, a Funac concluiu as adaptações internas necessárias para o ingresso dos adolescentes, corrigindo a superlotação existente nas outras unidades da capital.

    7 de janeiro de 2017 às 10:10 | Por:

  • Política
  • Governo investiu R$ 1 bilhão em obras de infraestrutura em 2016

    Com 5.700 quilômetros de rodovias estaduais, o Maranhão, no início da gestão do governador Flávio Dino, estava com boa parte da malha rodoviária em péssima conservação. Dois anos depois, já foram realizados serviços de recuperação, construção e manutenção em 3 mil quilômetros, o que tem facilitado a vida de milhões de maranhenses, tanto dos que utilizam regularmente as vias quanto dos que dependem de produtos e serviços que trafegam diariamente por essas estradas.

    Cuidar e ampliar as rodovias estaduais são algumas das atribuições da Secretaria de Estado da Infraestrutura (Sinfra). Já foram realizados serviços de manutenção e conservação em 2 mil quilômetros. Além disso, em dois anos, são mil quilômetros de novas vias, algumas já concluídas e outras em construção. Em 2016, o investimento do Governo do Estado nas obras de infraestrutura chegou a R$ 490 milhões em serviços de construção e conservação de rodovias estaduais e vias urbanas nos municípios.

    O investimento, só na construção de estradas, executado pela Sinfra, foi de R$ 230 milhões em 2016. Entre as obras entregues no ano passado, estão as rodovias Padre Josimo Tavares, conhecida como Estrada do Arroz; a MA-322, entre Altamira do Maranhão e Brejo de Areia; a MA-138, de São Pedro dos Crentes a Fortaleza dos Nogueiras; e a MA-334, entre Riachão e Feira Nova.

    Essas ações mudaram a vida de muitos maranhenses, como a dona de casa Naíde Lopes, que mora na zona rural do município de Riachão. “Moro há 17 anos aqui e foram anos de muito sofrimento. Essa estrada era um buraco. Quando passava carro, era só poeira na cara da gente. Isso acabou. Temos outra vida”, afirma.

    Para 2017, já está programada a recuperação da rodovia MA-014, de Vitória do Mearim ao povoado Três Marias e do Cujupe até Governador Nunes Freire. Também está em execução a construção da MA-034, entre São João dos Patos e Passagem Franca, por meio de uma parceria inédita do Governo do Estado com o Batalhão de Engenharia do Exército, que está construindo esse trecho da rodovia. A MA-034 está com outros trechos sendo construídos, a partir do município de Buriti Bravo: um deles até Brejo de São Félix e outro até o povoado Café Buriti.

    Mais Asfalto

    Outros R$ 240 milhões foram investidos no programa Mais Asfalto, que realiza ações de pavimentação urbana, em parceria com as prefeituras municipais. Em 2016, o Governo do Estado chegou à marca de 150 municípios beneficiados com o programa, que melhorou as condições de ruas e avenidas. “Apesar de não ser obrigação constitucional do Estado, e sim das prefeituras, o governador Flávio Dino se sensibilizou, diante desse momento de crise econômica, e criou o programa para melhorar a infraestrutura desses municípios”, explica o secretário de Estado da Infraestrutura, Clayton Noleto.

    Segundo o secretário, o principal enfoque do programa é a melhoria da mobilidade urbana, o que beneficia a vida das pessoas. “Quando a gente melhora a situação de ruas e avenidas, nós melhoramos a vida das pessoas significativamente, retirando a poeira da porta de casa em tempo de estiagem, a lama em tempo de chuva, facilitando o acesso das viaturas e ambulâncias e contribuindo para a saúde, pela redução do risco de doenças, então são muitos ganhos, que felizmente estamos conseguindo proporcionar à população maranhense”, afirma Noleto.

    Para 2017, o secretário ressalta que ainda há muito serviço a fazer e que a prioridade são os municípios que ainda não receberam obras do Mais Asfalto. “Esse ano, o governador já determinou que nós fizéssemos uma nova licitação de contratos regionais de pavimentação do Mais Asfalto, pra chegar aos municípios que ainda não foram alcançados e beneficiar mais pessoas”, explica.

    Na Região Metropolitana de São Luís, um dos destaques do programa é a obra de requalificação na Forquilha, que vai acabar com alagamentos e congestionamentos em uma das áreas de trânsito mais complicado na capital. Diversas ruas da região já receberam serviços de drenagem profunda e superficial, calçada, sarjeta e pavimentação. Executado em parceria com a Prefeitura de São Luís, o projeto também vai realizar modificações no trânsito, eliminando a circulação na rotatória e utilizando retornos de quadra e nova sinalização.

    Obras civis

    Além da construção, conservação e recuperação das rodovias e vias urbanas, a Secretaria de Estado da Infraestrutura também executa serviços em prédios e logradouros públicos, como praças, ginásios, quadras e instituições. Neste setor, foram investidos mais R$ 281 milhões em diversas obras por todo o estado. Entre os destaques está a urbanização da Praça da Lagoa da Jansen, que custou R$ 2,5 milhões e criou um novo ponto turístico e de lazer para moradores e visitantes. Este ano, a área útil da praça será ampliada, com a instalação de novos equipamentos de lazer.

    A Sinfra também recebeu, em 2016, novas atribuições, como a execução de obras nas áreas de educação, saúde e segurança pública. Com isso, foram centenas de escolas recuperadas ou reconstruídas e dezenas ainda em construção, por meio do programa Escola Digna. Na saúde, a Sinfra concluiu a construção de hospitais regionais e está construindo o novo Hospital do Servidor, em São Luís, e hospitais regionais em Colinas, Santa Inês, Timon e Chapadinha, dentre outras unidades.

    Na área de segurança pública, foram inauguradas, em 2016, obras como a reforma e ampliação da Academia de Polícia Civil e a 3ª Companhia do 6º Batalhão da Polícia Militar, no bairro da Cidade Olímpica. Para 2017, além das novas obras que serão iniciadas, está prevista a conclusão de ações como a requalificação da Forquilha; a ampliação da MA-203; a restauração do Forte Santo Antônio; a reurbanização da Beira-Rio, em Imperatriz, e diversas outras ações.

    “A destinação de recursos para a infraestrutura é fruto de um grande esforço fiscal e orçamentário determinado pelo governador Flávio Dino, para manter os investimentos que o Maranhão precisa, mesmo num cenário de crise econômica e redução de recursos, com prioridade para as regiões mais necessitadas do nosso estado”, declara o secretário Clayton Noleto.

    6 de janeiro de 2017 às 20:15 | Por:

  • Política
  • Teresa Murad deixa dívida milionária com a Cemar em Coroatá

    O prefeito de Coroatá, Luís Amovelar Filho (PT), mal assumiu o seu mandato e já enfrenta um grande desafio para equilibrar as contas do município. A ex prefeita Teresa Murad (PMDB) deixou um rombo nos cofres públicos e dívida milionária com a Companhia de Energia do Maranhão – Cemar.

    Segundo informações do blog “Coroatá de Verdade” o município tem débitos de contas de energia que somam R$ 11 milhões. No mês passado, o prédio da Prefeitura teve a energia cortada por falta de pagamento e um “gato” foi instalado a mando de Teresa.

    Para tentar resolver a situação, Amovelar esteve reunido com a superintendência da Cemar, afim de negociar as dívidas deixadas pelo clã Murad. Existem relatos que muitos prédios estão sem energia há pelo menos 20 dias.

    O valor da multa é gigantesca e levanta dúvida sobre o que a antiga prefeita de Coroatá fazia com os recursos do município, pois nem a conta de luz pagava.

    6 de janeiro de 2017 às 16:57 | Por:

  • Política
  • Avidez econômica da Globo no Maranhão pauta comentários de Alexandre Garcia

    A afiliada da Rede Globo no Maranhão trocou de mãos para turbinar sua avidez pelas verbas públicas de publicidade. Depois que a filha do ex-senador José Sarney deixou ser inquilina do Palácio dos Leões, a TV Mirante, tentáculo mais poderoso do feudo da mídia eletrônica da família Sarney, voltou suas baterias para o governo que a sucedeu. Balizado pelo declínio no faturamento, antes multimilionário graças ao erário do estado mais pobre da federação, o jornalismo da Globo no Maranhão desde seu início, coincidentemente, está atrelado aos interesses políticos dos oligarcas aferroados ao poder. No dia a dia da emissora fixou-se pautas recorrentes com alvo e objetivos inequívocos. Ninguém que procure vai achar uma reportagem produzida pela emissora que mostre os Sarney como eles são.

    Antes condescendente com os desmandos e incompetências da oligarquia mais longeva do Brasil, quiçá da América Latina, a TV Mirante (Globo) e todo o sistema de comunicação dos Sarney passou a posar de defensor de uma cidadania de papel trocado. Os indicadores subalternos, a condição de vida abjeta da maioria da população maranhense (esfarrapada como disse um ministro do TSE quando usurpou o poder do povo para devolvê-lo à família em 2009), a corrupção deslavada, a precariedade da educação, saúde e os horrores produzidos pela insegurança institucionalizada, nada disso pautava a mídia dos Sarney nos longos anos que comandaram o estado.

    Em comentário no programa de jornalismo da rede Globo Alexandre Garcia informado pelo jornalismo Mirante destilou mais uma vez sua aversão àqueles que pugnam por uma sociedade mais justa. Sobre comunismo, o que a palavra por si só denota já o exaspera. Alexandre Garcia é um jornalista que acompanha a Rede Globo desde os primórdios da emissora dos Marinho, quando estes afagavam os militares com “reportagens” que cantavam as glórias do Brasil grande e milagroso com propósito de camuflar os porões da ditadura. Transitou com galhardia pelos DOI-Codi sem pudores como acredita que convém. Os enfoques e ênfases do jornalista em seus comentários matutinos têm alvo certeiro envelopado por uma irritante postura de vestal. Em sua trajetória, Garcia foi habituado a camuflar a realidade com realidades postiças. Jamais aceitou as novas forças políticas que avançaram na arena política a partir das greves dos metalúrgicos em 1980.

    Todos lembram das investidas de Garcia em prol do impeachment. Talvez seja por isso que um simples equívoco no turbilhão administrativo de um estado sem expressão econômica tenha suplantado na pauta jornalística crises mais graves que projetam o país negativamente aos olhos do mundo. Com as mãos sempre aparente limpas, Alexandre Garcia não é a voz indicada para achincalhar nenhum governo, nem mesmo aquele que ele e sua emissora servem com venalidade.

    6 de janeiro de 2017 às 14:40 | Por:

  • Política
  • Tema pede a Famem que prefeituras inadimplentes sejam anistiadas

    Em nome dos componentes da chapa “Prefeito Humberto Coutinho”, que disputa  o comando da Federação dos Municípios do Estado do Maranhão (Famem),  o prefeito de Tuntum, Cleomar Tema (PSB), que concorre à presidência da entidade, protocolou, na manhã desta sexta-feira (3), solicitação estabelecendo a imediata anistia das prefeituras inadimplente e a redução em 30% no valor das contribuições, congelando-as pelo prazo de dois anos.

    O documento foi entregue ao tesoureiro geral da Famem, prefeito de Arari, Djalma Melo, e ao diretor  diretor – geral, Thiago Penha. Conforme Cleomar Tema, a medida vai de encontro aos anseios de todos os gestores municipais filiados, já que a crise econômica que vem assolando a União, Estados e Municípios requer adoção de ações como esta.

    “A Famem é uma instituição de apoio e defesa dos prefeitos e, neste momento, tem que se posicionar desta forma. Enfrentamos um drama com essa crise econômica e social que o país atravessa. Estamos propondo a anistia e a redução da taxa de contribuição, por entender que essa é uma maneira da Federação mostrar seu grau de apoio aos colegas prefeitos”, destacou Tema.

    6 de janeiro de 2017 às 12:57 | Por:

  • Política
  • Dino afirma que fazer pesquisa partidária em processo administrativo “seria ilegal e estapafúrdio”

    Em desabafo através do Twitter, o governador Flávio Dino (PCdoB) reconheceu que não sabia que o prédio alugado para a Funac na Aurora pertence a um membro do PCdoB e negou que o processo tinha sido ordem sua. Ele ainda destacou que fazer pesquisa partidária em um processo administrativo seria ilegal e estapafúrdio.

    “Só muita má fé ou ignorância para imaginar que uma simples casa foi alugada por uma Fundação do governo por ordem minha.E só muita má fé ou ignorância para imaginar que num processo de locação de imóvel em uma Fundação se faz pesquisa de filiação partidária”, reagiu o governador do Maranhão.

    Mesmo diante das críticas, Dino mostrou firmeza ao declarar que não fará qualquer tipo de pesquisa partidária. “Estado tem dezenas de imóveis alugados em todo o Maranhão. No meu governo nunca foi, E NÃO SERÁ, realizada pesquisa de filiação partidária”.

    A oposição aproveitou a coincidência do prédio ser de propriedade de uma pessoa filiada ao PCdoB para fazer uma série de ataques sem sentido algum. Até o Sistema Mirante de comunicação tratou de espalhar a notícia em rede nacional. Mas a história foi contada pela metade e não revelou a redução no número de fugas obtidas pela atual gestão.

    “A verdade é que depois da nossa vitória nas eleições municipais deflagrou-se uma onda de agressões ao nosso Governo, baseada em invenções. Já inventaram: fechamento de UPAs e hospitais; demissão de médicos; aumento de salário do governador etc, etc. Tudo mentira, ódios, calúnias”.

    Dino ainda disse que a oligarquia e seus “órfãos” andam com saudades dos cargos comissionados no Governo e por isso tentam atingir a atual administração.

    “Alguns não aceitam que um governo de um comunista dê certo, após caos sarneysista. Acham “perigoso” e ficam com saudades do CCC e DOI-CODI. E outros são contra que se tente melhorar situação de adolescentes infratores. Mas tenho dever legal e moral de trabalhar por isso”.

    Por fim, Flávio Dino destacou a luta diária para corrigir alguns vícios e erros de governos passados. “A verdade é que herdamos um estado caótico em todos os setores. E estamos lutando muito para corrigir problemas. Vamos continuar nesse caminho”.

    6 de janeiro de 2017 às 10:49 | Por: