10 de janeiro de 2017 | Por:

Nominata da chapa oligarca

Sem a chave do cofre do Palácio dos Leões e derrotado na maioria dos municípios, a oligarquia decidiu lançar sua última cartada e às pressas formou uma chapa para a presidência da Famem. Encabeçada pela prefeita de Rosário, Irlahy Moraes (presidente), e o prefeito de Imperatriz, Assis Ramos (vice) o homem da pistola, o objetivo é tomar o poder da Federação para pressionar e achacar o governador Flávio Dino de todas as formas.

A chapa está sub-júdice por ter entregue a ata de inscrição fora do prazo estabelecido. Toda a articulação foi feita pelo senador João Alberto (PMDB) e surgiu com uma tentativa de resposta ao diálogo que o governador Flávio Dino mantém com os prefeitos do Maranhão, independente de filiação partidária. A idéia é simples: utilizar a Federação representativa dos prefeitos para tentar tirar o máximo de convênios do Governo Estadual e assim colocar as mãos em grandes volumes de recursos, caso contrário, utilizar a estrutura para constranger Dino.

A Famem virou um sopro de esperança da oligarquia para conseguir grandes verbas, depois do cortes de algumas “boquinhas”, como o próprio governador disse na última semana.

A chapa é formada pelos últimos sobreviventes da sarneyzada como a própria prefeita Irlahy, Assis Ramos, que alugou a prefeitura de Imperatriz para arranjar empregos aos amigos de Roseana, e ainda o comandante de Barreirinhas, prefeito Albérico Filho, ficha suja e primo de José Sarney. João Alberto é a verdadeira mão por trás dessa candidatura e é outro que pretende achacar o Governo do Estado via Famem.

Porém, como tudo que sai do grupo Sarney já nasce fora da lei , a candidatura pode ser impedida pela comissão eleitoral e toda esse esforço pode morrer na praia. Afinal, o registro foi feito fora do prazo, portanto, de maneira ilegal. Além disso, difícil vislumbrar benefícios em transformar o órgão em defesa dos gestores, num “puxadinho” sarneysista.