Voltando às reviravoltas da opinião política. Ou não.

Vamos nós de novo. Escrever é sempre bom, prazeroso, ainda que cansativa a obrigação de escrever cotidianamente. Quando deixei por um período o jornalismo diário um pouco de lado, decidi deixar também o Entreatos meio por ali. Em férias, digamos. Ou período sabático, como preferem os cults. Não sei se haverá regularidade agora. É preciso motivação pra escrever, não exatamente é preciso um tema, uma pauta. O cotidiano é repleto. A política, onde sempre dei meus pitacos e avaliações, um campo sempre fértil.

E o país atravessa uma fase estupidamente cruel na política. Todo santo dia há uma denúncia, uma gravação às escondidas, um pacote de dinheiro nas malas. Mala, aliás, aqui no Maranhão pelo menos, é redução de malandro. Viu só como tudo se encaixa? Aí, o cidadão de bem vai e pensa: bom, mas ao menos temos o poder judiciário. Temos o Moro, o Gilmar… aí o Gilmar manda soltar o afilhado de casamento, acusado de um monte de crimes. O Moro, herói de uma parcela da população – essa mesma que o Bonner chama de Simpsons – vai se revelando como um igual, com amigos já sendo denunciados de influenciar em decisões. E agora, José? Eita, o José, o Sarney, também foi formalmente acusado pela primeira vez na sua história política. Longa e rica história.

Os tempos estão tensos. O Brasil parece que deixou se ser um país pacífico. Pelo menos nas redes sociais, claro. Ou você acha mesmo que alguém vai pra rua novamente passar a vergonha de virar pato? Pagar o pato é outra expressão que cai bem a esse povo que foi de camisa da seleção brasileira protestar e pedir o impítman da Dilma. “Primeiro a gente tira a Dilma”. E depois? Nada, vê o país se acabando e fica quieto. O importante era tirar o petê.

E lá vai o Lula. E lá vem o Lula. E lá vai o Dória. E lá vem o Dória. E o Alckmin? E o Aecim? E a Marina? Sim, cadê mesmo a Marina? Ainda está na rede? É já que se levanta, ano que vem tem eleição, né?

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