O prefeito Assis Ramos vai assumir como sua a crise na saúde de Imperatriz?

Imperatriz está atravessando uma das piores crises na saúde pública de sua história. Todos os dias estouram denúncias de problemas referentes aos serviços de urgência e emergência, que são de responsabilidade da prefeitura. Faltam leitos de UTI, faltam medicamentos, faltam equipamentos. Sobram filas, sobram macas, sobram dores nos corredores do Hospital Municipal de Imperatriz, o Socorrão, e Hospital Infantil.

Antes encoberta, a crise veio à tona quando a médica coordenadora da UTI Pediátrica do hospital enviou documento à direção-geral recomendando o fechamento da UTI para novos pacientes. Ela alega que o local não oferece condições de trabalho e que está “impotente da necessidade de prestar assistência a pacientes sem a mínima condição”. No documento, a médica lista os diversos problemas, tais como: falta de medicamentos, equipos e até esparadrapos. A médica alerta ainda do eminente risco de morte por problemas nos respiradores da UTI que estariam sem manutenção e boa parte desativados. Um dos respiradores estaria sem bateria, “acarretando risco de morte em caso de falta de energia”, segundo o documento. Há ainda denúncias de que pacientes estariam recebendo como alimentação arroz e linguiça.

Diante do problema, os vereadores de Imperatriz formaram uma comissão e foram visitar os hospitais, onde confirmaram as denúncias. Uma das medidas encaminhadas por eles foi a convocação do diretor-geral do Socorrão para dar explicações na Câmara Municipal de Imperatriz. Mas, para surpresa geral, a convocação foi derrotada no plenário, inclusive por parte daqueles que foram fazer a vistoria.

A instalação de uma CPI também chegou a ser ventilada, para investigar os problemas. Detalhe: a ideia da CPI saiu de vereadores ligados ao atual prefeito, numa jogada bem pensada para atingir o ex-prefeito Madeira. A estratégia deu certo e não houve a convocação do diretor, tampouco haverá a CPI. Madeira fez mais vereadores que Assis.

Numa entrevista à TV Difusora, ao contrário do que foi divulgado em relise da prefeitura, o prefeito Assis Ramos disse que não havia chegado a ele nenhuma informação sobre os problemas relatados pela coordenadora médica da UTI. Assis corre o risco de assumir os problemas como de sua gestão se não vier a público mostrar o que de fato acontece na saúde pública municipal. Quais os problemas herdados? De quando e de onde vêm? Qual, afinal, a situação real?

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