Quem ganha e quem perde com a reeleição de Zé Carlos à presidência da Câmara

É pouco provável haver oposição ferrenha do presidente reeleito da Câmara Municipal de Imperatriz José Carlos (PV) ao mandato do prefeito Assis Ramos (PMDB), mas a costura para uma boa convivência não vai ser das mais fáceis. O candidato do prefeito era o vereador de primeiro mandato Fabio Hernandez (PSC), que foi obrigado a retirar a candidatura justamente para que o dano político não ficasse intransponível.

José Carlos, reeleito, saiu bastante fortalecido da disputa, com cacife político alto, valorizado. Tem todas as possibilidades de fazer uma gestão independente em relação à prefeitura de Imperatriz, o que é o correto: independência dos poderes. Mesmo no PV, partido do deputado federal e atual ministro do Meio Ambiente Sarney Filho, portanto com ligações umbilicais com o PMDB, José Carlos não apoiou a candidatura de Assis Ramos. E a sua vitória para a presidência da Câmara é, em um primeiro momento, uma vitória do grupo de oposição ao atual prefeito.

Fabio Hernandes e os vereadores que o apoiaram até o último minuto sofreram derrota e perderam força. Saem fortalecidos Rosângela Curado (PDT) e Clayton Noleto (PCdoB). Rosângela sempre teve José Carlos como aliado incondicional e trabalhou para manter unido o grupo de vereadores que a apoiou nas últimas eleições. Clayton, como presidente local do PCdoB e um dos principais líderes políticos do Governo Flávio Dino na região, costurou a vitória de José Carlos nos bastidores.

Porém, como argumentei inicialmente, relações entre Câmaras Municipais e Prefeituras tendem a ser amistosas. O prefeito Assis Ramos vai ter que entrar de vez no jogo político, sentar à mesa com José Carlos, dialogar, se quiser ter o apoio dos vereadores para seus projetos.

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