Governo e sindicatos rurais de Imperatriz e Açailândia articulam o fortalecimento da bovinocultura

Gestores do Governo do Estado, vinculados à Secretaria de Agricultura, Pecuária e Pesca (Sagrima), e representantes de Sindicatos Rurais de Imperatriz e Açailândia discutiram, em reuniões realizadas esta semana, demandas dos produtores da Região Tocantina. Foram apresentadas as ações voltadas para a cadeia produtiva da carne e couro, uma das dez prioritárias dentro do Programa “Mais Produção”.

A exportação de bois vivos pelo Porto do Itaqui, que representa mais uma oportunidade de negócios para a pecuária maranhense, foi um dos temas mais discutidos entre os produtores.

Segundo o presidente do Sindicato Rural (Sinrural) de Imperatriz, Renato Pereira, o encontro mostrou que o Governo do Estado está aberto às reinvindicações e demandas da categoria. “É nítido o interesse do Governo do Estado, por meio da Sagrima, na implantação e operacionalização do sistema para exportação do boi em pé e de esclarecer para nós, pecuaristas, as vantagens para o estado e para os produtores, que são os principais beneficiários dessa nova forma de comércio”, ressaltou Renato Pereira.

Uma comitiva de produtores vinculados ao Sinrural do município já está sendo organizada para participar da audiência pública, prevista para o dia 3 março, na Assembleia Legislativo do Maranhão, que vai aprofundar o debate sobre a venda de bovinos vivos para o exterior.

Em Açailândia, o Sindicato Rural também manifestou apoio à iniciativa do Governo do Estado de incentivar a exportação e discutiu a tributação do gado para movimentações no Maranhão e para outros estados. A Sagrima e a Secretaria de Estado de Fazenda (Sefaz) já vem desenvolvendo um trabalho de revisão tributária do setor, desde o ano passado.

Para o secretário de Estado de Agricultura, Pecuária e Pesca, Márcio Honaiser, o diálogo permanente com a sociedade é fundamental. “Acreditamos que o Maranhão tem um potencial enorme na bovinocultura. O estado já possui mais de sete milhões de cabeças de gado e podemos avançar ainda mais, especialmente na Região Tocantina. Estamos aqui discutindo com produtores os melhores caminhos para o aumento da nossa produção e o desenvolvimento do estado”, ressaltou.

Exportação de boi em pé

O embarque bem-sucedido de cinco mil bois vivos pelo Porto do Itaqui, realizado no final de 2015 foi realizado em caráter experimental, mas já vinha sendo analisada pela direção da Empresa Maranhense de Administração Portuária (Emap), a empresa exportadora e o Governo do Estado, para se tornar parte do portfólio de negócios do porto.

O governo vem dando continuidade aos estudos de viabilidade desse tipo de exportação, buscando beneficiar o produtor maranhense. A sanidade do gado, certificado como livre de febre aftosa com vacinação é uma vantagem competitiva nesse mercado.

A construção de matadouros regionais e o fortalecimento do sistema de inspeção estadual permitirão, também, a maior oferta de carne processada de qualidade, para os mercados interno e externo. “O Governo do Maranhão está trabalhando para valorizar nossos produtos e adensar a cadeia produtiva da carne do couro, pensando não só no boi em pé, como na carne, que também poderá ser exportada, via contêineres refrigerados. São dois novos caminhos onde queremos que o produtor maranhense seja protagonista”, explica Márcio Honaiser.

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