Waldir Maranhão sai ileso de denúncias da Lava Jato

Estraçalhado pela imprensa nacional, Waldir não tem uma citação na Lava Jato

Ele foi achincalhado, humilhado e apontado como o pior político que existe. Tudo por conta da tentativa de reverter a votação do impeachment da presidente Dilma Rousseff. Mas, por incrível que pareça, o deputado federal Waldir Maranhão saiu ileso sem uma citação sequer da Odebrecht ou de outros casos de corrupção que permeiam a Lava Jato.

E não foi por falta de busca de toda imprensa. Quando Waldir provocou a ira de toda a política tradicional, de grande parte do Judiciário e de toda imprensa nacional, sofreu uma devassa. O máximo que acharam foi um emprego de seu filho no TCE e o fato de receber pagamentos irregulares como professor da Uema.

Waldir é deputado federal há muitos anos e ocupou mesmo por um pequeno período até a cadeira de presidente da Câmara Federal. Ainda assim, nada contra o progressista.

O “guerreiro do povo brasileiro” surpreendeu e saiu ileso.

Senado: retardatários esperam “reconhecimento” e por isso não avançam

Eliziane Gama e Waldir Maranhão: esperar “reconhecimento” não adianta

Enquanto os favoritos ao Senado trabalham bases e se fortalecem a cada dia com mais lideranças políticas, os retardatários na disputa esperam as bênçãos do Palácio dos Leões barganhando alguma coisa que já fizeram pró-Flávio Dino.

A deputada federal Eliziane Gama (PPS) afirmou em entrevista à Rádio Capital que quer o apoio do governador ao Senado porque desistiu de uma candidatura ao governo em 2014 para  favorecer Flávio. De fato, isso ocorreu. Mas em um contexto em que Eliziane vinha fortalecida e teria condições para não ser candidata ao governo e ser deputada federal. Além disto, a própria deputada sempre deixou claro que o principal “pagamento” seria a não participação de Flávio na campanha de 2016 à prefeitura de São Luís, quando a popular-socialista enfrentaria o também aliado do comunista, Edivaldo Holanda Júnior. Acordo este confirmado pelo governador.

Antes de Eliziane, Waldir Maranhão se lançou pré-candidato ao Senado em o que chamou de “projeto de vida”. Waldir cobra o voto contrário ao impeachment da presidente Dilma e a manobra que tentou fazer para reverter a cassação da petista. Mas a fatura também já foi e/ou está sendo paga.

Enquanto Eliziane e Waldir esperam ser ungidos, o principal nome do campo dinista ao Senado trabalhou muito para ter um amplo leque de alianças em torno de seu nome. Weverton Rocha, também poderia “cobrar” muito que já fez em favor de Dino abrindo mão da indicação do vice, da secretaria de Educação, o voto contra o impeachment, entre outros. Mas Rocha preferiu trabalhar a candidatura e construiu um leque de alianças que o tornou hoje o mais forte pré-candidato.

Outro que estava em “berço esplêndido” como Eliziane e Waldir era Zé Reinaldo Tavares. Mas o deputado acordou e passou a se movimentar politicamente para garantir grupo que justifique ser candidato a Senador. Afinal, alegar que apoiou Flávio para deputado federal em 2006 e derrotou a família Sarney no mesmo ano não adianta. Hoje, Zé Reinaldo é o segundo mais bem colocado na disputa.

Os candidatos ao Senado na chapa dinista não serão decididos pela simples vontade de Flávio Dino “ungir” dois nomes que o ajudaram em dado momento. Até porque neste critério seria muito injusto pela grande quantidade de políticos de peso que o ajudaram. Mas serão escolhidos os que estiverem em maiores condições políticas, eleitorais e de confiança de grupo.

Waldir Maranhão cola em Flávio Dino na busca da candidatura

Waldir cola como chiclete em Flávio Dino em todos os eventos do governo

O deputado federal Waldir Maranhão (PP) anda pisando o pé do governador Flávio Dino por onde o chefe do Executivo anda. Waldir insiste que quer ser candidato ao Senado cobrando a fatura do voto contrário ao impeachment da presidente Dilma.

O pepista sabe que Weverton Rocha (PDT) e Zé Reinaldo (PSB) são os favoritos para as candidaturas ao Senado na chapa do governador. Por isso, corre para brigar por uma vaga.

Mas as candidaturas majoritárias são formadas por desejos e articulações de grupo e não por um “projeto de vida” pessoal, como afirmou Waldir. Weverton é hoje o político mais bem articulado para o Senado, tendo construído um arco de alianças até com partidos que não estão oficialmente na base do governo Flávio, como o DEM. Zé Reinaldo parece ser hoje o segundo melhor colocado na disputa, pelo respeito que tem da classe política por sua passagem pelo governo do Estado.

Isso ainda contando que o presidente da Assembleia, Humberto Coutinho (PDT), por questões de saúde, deve preferir continuar no parlamento estadual.

Waldir, Eliziane Gama (PPS) e Sebastião Madeira (PSDB) não apresentam o aporte político para candidatura ao Senado no momento.

PP corta fundo partidário de Waldir Maranhão; deputado ameça

waldirÉpoca – O deputado federal Waldir Maranhão (PP-MA) está possesso com a cúpula de seu partido, em especial com o presidente Ciro Nogueira. Tudo porque Nogueira, como forma de retaliar Maranhão por não ter apoiado o impeachment de Dilma Rousseff, decidiu privá-lo do dinheiro do fundo partidário. Maranhão contava com os recursos, cerca de R$ 700 mil, para ajudar seus correligionários no estado nordestino. Agora Maranhão, que foi presidente estadual da legenda, pensa até em acionar a Justiça para ter acesso ao dinheiro.

O assunto já chegou ao Palácio do Planalto – e preocupa. Isso porque Maranhão deverá ser presidente interino da Câmara novamente, no começo de setembro, quando Rodrigo Maia substituir Michel Temer, que viajará para a China. Foi Maranhão quem cogitou pôr o processo de impeachment de Temer para andar na Câmara.

Waldir Maranhão confirma eleição para presidência da Câmara amanhã

waldirG1, em Brasília – O presidente em exercício da Câmara, Waldir Maranhão (PP-MA), confirmou nesta segunda-feira (11), que a eleição para escolha do sucessor do ex-presidente Eduardo Cunha (PMDB-RJ) será realizada na próxima quarta-feira (13) (leia como será a eleição mais abaixo).

Ele confirmou a data após se reunir com o primeiro-secretário da Câmara, Beto Mansur (PRB-SP), que também confirmou o acordo para a eleição na quarta.

O acordo para a eleição na quarta-feira foi fechado na noite deste domingo (10) após reunião entre líderes partidários e conversas com Maranhão. Ele foi convencido por interlocutores do governo Michel Temer a antecipar a data da eleição, marcada anteriormente por ele para quinta.

Havia um impasse entre o presidente interino da Casa e os líderes, com relação à data da eleição. No mesmo dia da renúncia de Eduardo Cunha, Maranhão marcou o pleito para a próxima quinta (14), mas foi desautorizado, na semana passada, pelos líderes partidários, que o anteciparam para terça. Em retaliação, Maranhão anulou a decisão dos líderes, mas topou o acordo do domingo para realizar a eleição na quarta.

Regras
Até o momento, oito candidatos já formalizaram participação na eleição (veja lista abaixo). Qualquer deputado pode participar da disputa, que é secreta e acontece pelo sistema eletrônico, onde são registrados os votos.

A maioria dos deputados deve estar presente à sessão, ou seja, pelo menos 257 dos 512 parlamentares (excluindo Cunha, que está afastado). Para ser eleito no primeiro turno, é preciso obter maioria absoluta dos votos. Ou seja, considerando a presença de 257 deputados, são necessários os votos de pelo menos 129 congressistas.

Eduardo Cunha cai e derruba Waldir Maranhão da presidência da Câmara

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O presidente afastado da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), renunciou ao cargo de presidente na tarde desta quinta-feira (7). A queda de Cunha derruba o presidente interino, Waldir Maranhão (PP-MA), que agora é forçado a realizar novas eleições em um prazo de cinco sessões. Os partidos já se movimentam nos bastidores para eleger o novo presidente.

Eduardo Cunha fez a leitura integral da carta entregue à Câmara, dirigida ao presidente interino da Casa, o vice-presidente Waldir Maranhão.

A renúncia foi anunciada após reiteradas negativas do próprio Cunha de que abriria mão do cargo, mesmo diante da perda de apoio gradual entre seus aliados.

Diversos líderes e aliados já tinham defendido publicamente a renúncia, não só pelo desgaste à imagem da Câmara, mas, principalmente, para tirar Maranhão da presidência interina.

 

Waldir Maranhão retira consulta à CCJ que poderia beneficiar Cunha

waldirA consulta feita à Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara dos Deputados que poderia livrar da cassação o presidente afastado da casa, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), foi retirada nesta segunda-feira pelo presidente interino, Waldir Maranhão (PP-MA).

Enviada anteriormente pelo próprio Maranhão, a consulta fazia questionamentos sobre os ritos dos processos de quebra de decoro parlamentar de deputados federais. As respostas poderiam evitar a cassação de Eduardo Cunha.

Ao responder à consulta, por exemplo, o relator, deputado Arthur Lira (PP-AL), apresentou parecer no qual defende que seja submetido ao plenário um projeto de resolução, em vez do relatório elaborado pelo Conselho de Ética. Além disso, recomendou que o projeto de resolução seja “simplesmente arquivado”, com a consequente absolvição do parlamentar processado, caso a proposta seja rejeitada pelo plenário.

A consulta que pode livrar Cunha da cassação se baseava em quatro perguntas: se deve ser votado no plenário da Câmara um projeto de resolução ou o parecer do relator no Conselho de Ética; se é possível fazer emendas em plenário; se essas emendas podem prejudicar o representado; e se, no caso de rejeição pelo plenário do projeto de resolução, é preciso deliberar sobre a proposta original da representação ou se ela é considerada prejudicada.

Do Zero Hora

Waldir assina criação de comissão para 10 Medidas contra a Corrupção

waldirO presidente interino da Câmara dos Deputados, Waldir Maranhão (PP-MA), assinou a abertura da Comissão Especial das 10 medidas contra a Corrupção, projeto de lei Nº 4850, de 2016, de iniciativa popular.

O objetivo do projeto é aperfeiçoar o sistema jurídico para reprimir a corrupção e a impunidade no Brasil. Segundo o ato, a comissão será formada por 29 membros e igual número de suplentes.

O projeto das 10 medidas contra corrupção já tem mais de 2 milhões de assinaturas. Praticamente isolado no poder, hostilizado frequentemente pelos próprios colegas na Câmara que pedem sua renúncia ao posto, Maranhão também é alvo da Operação Lava Jato.

As medidas foram propostas em 29 de março, submetidas ao Congresso com mais de 2 milhões de assinaturas. Em seguida, houve uma movimentação normal. O deputado Mendes Thame protocolou o projeto endossando, tomou um número, esse número foi encaminhado ao presidente da Câmara Eduardo Cunha, que determinou que o projeto tramitasse numa comissão especial, para evitar que ele passasse comissão por comissão e foi publicado.

De 8 de abril até hoje, o pacote não havia sido movimentado.

Parecer da CCJ diz ser necessária eleição para a presidência da Câmara

Estudo da CCJ orienta a realização de nova eleição para presidente da Câmara.

Estudo da CCJ orienta a realização de nova eleição para presidente da Câmara.

Um Estudo feito a pedido do presidente da Comissão de Constituição e Justiça da Câmara dos Deputados, Osmar Serraglio (PMDB-PR), sustenta ser necessária a realização imediata de eleições para a presidência da Casa, que desde o dia 5 é ocupada interinamente pelo primeiro-vice, Waldir Maranhão (PP-MA).

O texto deve ser submetido por Serraglio para análise da comissão a partir da próxima semana. Se aprovado, segue para análise do plenário, responsável pela palavra final. O parecer contradiz a posição da Secretaria-Geral da Casa, segundo quem o afastamento de Eduardo Cunha (PMDB-RJ) da presidência da Câmara pelo Supremo Tribunal Federal, por não ter caráter definitivo, não tem o poder de deixar o cargo vago, situação imprescindível para a realização de novas eleições.

O estudo foi encomendado para embasar a análise de questionamento da oposição sobre a possibilidade de novas eleições.

“A substituição por tempo indefinido fere o princípio da proporcionalidade partidária, de estatura constitucional. A possibilidade de o deputado Waldir Maranhão exercer dois cargos até o final do mandato da Mesa revela que quase 40% do mandato do presidente seria exercido por um substituto. Durante todo esse tempo, um partido ficaria hiper-representado, em detrimento, do outro, titular daquela presidência”, diz o parecer.

A cúpula da Câmara prepara ato que garantirá a Eduardo Cunha direito a salário integral, residência oficial, avião, carro, plano de saúde, segurança e assessores, mesmo afastado do cargo e do comando da Câmara, regalias destinadas a presidente da Casa.

Temer envia emissário até Waldir Maranhão, que vai se mantendo por enquanto

waldirmaranhaoDa Folha – O governo Temer enviou um emissário até Waldir Maranhão para garantir uma convivência que não empaque a agenda econômica na Câmara. Os novos condôminos do Planalto estão preocupados com a inconstância do deputado. Se não houver acordo ou renúncia, planejam transformá-lo em rainha da Inglaterra: preside, mas não governa. Como o seu partido, o PP, pode expulsá-lo e, assim, tirar-lhe o cargo, alinhar-se pode ser a única alternativa ao chefe interino da Câmara.

Deixa que eu deixo

A hipótese mais provável para os aliados de Temer é que o chefe interino da Câmara não renuncie e acabe “tutelado” pelo primeiro-secretário Beto Mansur. A nova oposição deve reagir caso isso aconteça.