Roberto Rocha chama deputados maranhenses de “alugados”

O senador Roberto Rocha (PSB-MA) mostrou bastante desrespeito com a classe política do Estado que pretende liderar como governador. Em entrevista à revista Maranhão Hoje, o senador afirmou que a base governista na Assembleia Legislativa não é base aliada, mas base “alugada”.

“Existe uma tentativa de tratar a classe política como clientela, não como parceira. Base aliada é uma coisa, base alugada é outra”, afirmou Rocha.

Para Roberto Rocha, os deputados que forma a base aliada do governo na Assembleia são “alugados” para estar ao lado do governo. Nesta lógica, o próprio Rocha estaria se chamando de “alugado” do governo Michel Temer, já que claramente negociou seu voto a favor do impeachment de Dilma e a cada votação, a própria imprensa nacional sempre destaca as negociações do PSB e Roberto Rocha por seus votos.

O senador Roberto Rocha, que faz política da forma mais tradicional existente, tratar deputados que fazem política como “alugados” é uma negação a sua própria essência.

Alexandre de Moraes começa a ser sabatinado na CCJ

Lobão comanda a sabatina de Alexandre de Moraes

Começou às 10h14 a sabatina na CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) do Senado que apreciará o nome de Alexandre de Moraes para a vaga de ministro do STF (Supremo Tribunal Federal).

A oposição considera impossível barrar a nomeação de Moraes, indicado pelo presidente Michel Temer e licenciado do Ministério da Justiça. No entanto, pretende que o questionário seja extenso, com atenção a pontos polêmicos do currículo do sabatinado. O líder do governo no Congresso, Romero Jucá (PMDB-RR), disse esperar uma sabatina longa e politizada.

Na lista de tema que senadores oposicionistas devem abordar estão a filiação do indicado, até pouco tempo atrás, ao PSDB, a acusação de que ele copiou trechos da obra do jurista espanhol Francisco Rubio Llorente (1930-2016) e a sabatina informal a que foi submetido no barco de um senador. Também vão querer saber como ele pretende atuar como revisor das ações da Lava Jato em plenário, cargo que herdará caso seja aprovado na sabatina.

Caso seja aprovada pela CCJ, a indicação de Alexandre de Moraes será apreciada pelo plenário do Senado. Esta segunda votação poderá acontecer ainda nesta terça.

Primeiro a falar, o senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP) pediu o adiamento da sabatina em uma questão de ordem.

Ele argumentou que o trabalho da mulher de Alexandre de Moraes tem “tudo a ver” com a atividade de um ministro do STF.

“É exigência normativa que o sabatinado declare se exerce ou exerceu atividades públicas ou privadas que tenham relação com a sua atividade profissional”, disse o senador, que cita a declaração entregue por Moraes. “Numa rápida pesquisa na internet encontramos o escritório Barci de Moraes, do qual a esposa do sabatinado é sócia”.

Da Folha de São Paulo

Leitoa sobre Rocha: “nunca vi alguém conseguir afastar tantas pessoas de um mandato que ganhou de graça”

Leitoa detona postura de Roberto Rocha

Durante o encontro do pré-candidato a Senador Weverton Rocha (PDT-MA) em Codó vários prefeitos enfatizaram o fato de terem eleito um senador – em referência a Roberto Rocha – que não correspondeu às expectativas e esperam que agora tenham um representante que receba e a dialogue sobre as demandas dos gestores.

O prefeito de Timon, Luciano Leitoa, que é presidente estadual do PSB, foi ainda mais incisivo ao criticar o senador socialista. “Todos sabem o sacrifício que fizemos. Fizemos acordo apoiando a candidatura de Zé Reinaldo a deputado [o ex-governador abdicou da candidatura de Senador para ser deputado federal]. Mas o Senador que está aí hoje não representa nosso grupo. Foi injusto inclusive com o prefeito Edivaldo que está aqui. Eu nunca vi alguém conseguir afastar tantas pessoas em um mandato que ganhou de graça”, afirmou.

Muitos concordaram em gênero, número e grau com o prefeito timonense.

Weverton Rocha reúne mais de 30 prefeitos e reforça pré-candidatura a senador

Mais de 30 prefeitos, entre eles o de São Luís, Edivaldo Holanda Júnior, mais de 30 vereadores, deputado federal Juscelino Filho, deputados estaduais, Cesar Pires, Rogério Cafeteria, Rafael Leitoa, Glaubert Cutrim, os ex-deputados Marcos Caldas, Helio Soares e Jota Pinto (presidente do PEN), além de lideranças políticas reunidos para declarar apoio ao projeto do deputado Weverton Rocha ao Senado Federal.

A reunião reforça o apoio da classe política ao nome de Weverton. A próxima reunião será 9 de abril em Barra do Corda.

Lembrando que Luciano. Leitoa, além de prefeito de Timon é presidente do PSB, Juscelino é presidente do Democratas e Jota Pinto presidente do PEN. Assim, reforçam o apoio destes partidos à pré-candidatura.

Vários prefeitos e deputados destacaram o ineditismo de se dialogar uma candidatura ao Senado. Weverton destacou o fato de querer discutir com a classe politica principalmente com os prefeitos que estão na ponta e conhecem as necessidades. “A vaga de senador do Maranhão não é um projeto meu, mas de todo esse grupo que esteve aqui em Codó ou em Santa Inês em dezembro e que cresce a cada dia”, afirmou.

Lobão escolhe outro peemedebista como relator da indicação de Moraes

Globo.com  – Em um dos primeiros atos como presidente da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado, o senador Edison Lobão (PMDB-MA) escolheu o senador Eduardo Braga (PMDB-AM) para ser o relator no colegiado do processo de indicação do ministro licenciado da Justiça Alexandre de Moraes para o Supremo Tribunal Federal (STF).

Moraes foi escolhido na última segunda-feira (6) pelo presidente Michel Temer para substituir, na Suprema Corte, o ex-ministro Teori Zavascki, morto em janeiro. No entanto, para poder assumir a função, Moraes precisa ser sabatinado pela CCJ e ter seu nome aprovado na comissão e no plenário do Senado.

Como relator, caberá a Braga elaborar um parecer recomendando, ou não, a aprovação do nome de Moraes para ocupar uma vaga no Supremo.

Depois de apresentado o relatório, será concedida vista coletiva (mais tempo para que os senadores analisem o documento) antes de a CCJ realizar a sabatina com o indicado.

Em entrevista a jornalistas, Eduardo Braga disse que, pelos seus cálculos, o plenário principal do Senado poderá analisar a indicação de Moraes entre os dias 22 de fevereiro e 1º de março.

“Vou me debruçar sobre o parecer para entregá-lo já na próxima semana, mas aí tem o pedido de vistas, então acho que podemos votar no plenário entre os dias 22 de fevereiro e 1º de março”, explicou.

Nesta semana, o presidente do Senado, Eunício Oliveira, disse que esperava que no dia 22 de fevereiro o Senado votaria a indicação de Moraes.

Eunício espera que o relatório seja apresentado na próxima semana e que, então, seja concedido o prazo de uma semana para vista coletiva (tempo para os integrantes da comissão analisarem o parecer), para na outra semana o relatório possa ser votado pelo plenário principal.

Lava Jato

Eduardo Braga está no sexto ano de mandato como senador e foi ministro de Minas e Energia no governo da ex-presidente Dilma Rousseff.

Em depoimento de delação premiada, ex-executivos da construtora Andrade Gutierrez, investigados na Lava Jato, disseram que pagaram propina a Braga, quando ele foi governador do estado de Amazonas.

À época, por meio de nota, Braga disse que a denúncia é “absurda” e que se sentia indignado e ofendido com as acusações.

Lobão irá presidir CCJ e comandar sabatina de Alexandre de Moraes

Estadão – Investigado na Lava Jato, o senador Edison Lobão (PMDB-MA) foi indicado pelo seu partido para presidir a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ). Para isso, ele contou com o apoio do líder da legenda, Renan Calheiros (AL), e do ex-presidente José Sarney. Após a desistência de Raimundo Lira (PB), que também pleiteava a vaga, Lobão foi eleito por aclamação.

Lobão é alvo de inquérito no Supremo Tribunal Federal (STF) por supostamente integrar um grupo do PMDB no Senado que agiu como organização criminosa para fraudar a Petrobras. Ele também é investigado por ter atuado para desvios nas usinas de Belo Monte e Angra 3, quando ministro de Minas e Energia do governo da ex-presidente Dilma Rousseff.

Segundo Lobão, investigações “não devem gerar constrangimento para ninguém”. “Se há acusações caluniosas contra mim, é bom que haja investigação para que a denúncia seja arquivada, assim como já ocorreu em outros casos.” No ano passado, o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, pediu o arquivamento de dois inquéritos contra o senador no STF.

O parlamentar disse que a disputa pela presidência da CCJ não deixará arestas na bancada do PMDB e que manterá a amizade com Lira. O adversário, por outro lado, afirmou que não quis disputar na bancada porque houve “ingerência externa” na eleição. “E não foi o governo”, completou. Questionado se a interferência seria de Sarney, ele respondeu: “não sou eu quem está dizendo”.

Ao perceber que a cúpula do PMDB apoiava Lobão, Lira cogitava disputar de forma avulsa na CCJ, onde considerava ter a maioria dos votos. Instantes antes da eleição, ele acabou desistindo da empreitada alegando que seria melhor “evitar constrangimentos”. “Não posso ser candidato avulso porque retirei meu nome para ser membro da CCJ”, alegou.

A indicação do PMDB ainda precisa ser referendada de maneira simbólica na CCJ. Com a confirmação de Lobão na presidência, ele organizará a sabatina do ministro licenciado Alexandre de Moraes, indicado por Michel Temer para substituir Teori Zavascki no Supremo Tribunal Federal (STF), morto em janeiro. Lobão disse que precisa ser eleito oficialmente para instalar a CCJ. “Não vamos colocar os carros na frente dos bois”, brincou.

Belo Monte.

Em depoimento prestado em setembro de 2016 à Polícia Federal, o ex-gerente de Relações Institucionais da Camargo Corrêa Gustavo da Costa Marques afirmou ter pago propina em dinheiro em espécie ao senador peemedebista no esquema de corrupção nas obras da Usina de Belo Monte. Costa Marques, que trabalhou por 16 anos para a Camargo, é um dos colaboradores do acordo de leniência firmado pela construtora e vários de seus dirigentes com o Ministério Público Federal (MPF) no Paraná. Em 2011, ele passou a ser o responsável pelo escritório de representação da empresa em Brasília e a ter ligações com Lobão.

Os delatores da Camargo admitiram que 1% do valor do contrato da usina, tocado pela empresa em consórcio com a Andrade Gutierrez e a Odebrecht, era repassado a políticos do PT e do PMDB. Conforme depoimentos já revelados, ao menos R$ 2 milhões foram pagos a Lobão por, supostamente, ter ajudado a criar o consórcio e para que não impusesse obstáculos à obra. O caso é investigado em inquérito sigiloso no Supremo. Lobão nega.

Renan e Sarney trabalham para Edison Lobão assumir a poderosa CCJ

O PMDB joga pesado para que o maranhense Edison Lobão seja o próximo presidente da Comissão de Constituição e Justiça, a mais ponderosa do Senado. Lobão conta também com o luxuoso apoio de José Sarneye do presidente do Senado, Renan Calheiros.

A CCJ arguirá o indicado de Michel Temer para a vaga de Teori Zavascki no Supremo. O que significa dizer que caso Lobão seja efetivado na CCJ, estará à frente da decisão do novo membro da Suprema corte. Raimundo Lira e Marta Suplicy, ambos também filiados ao PMDB, também disputam a vaga.

O nome de Lobão cresce ainda mais quando se observa os concorrentes. Considerada novata no partido, a senadora Marta Suplicy ainda não tem poder de articulação na bancada, tanto que foi pleitear um espaço na Mesa Diretora, no Palácio do Planalto e não na liderança. E a ex‐prefeita de São Paulo, na opinião de interlocutores da sigla, não tem o “temperamento adequado”.

Vale lembrar que Lobão chegou a ser investigado na Lava Jato, mas teve seu processo arquivado. Porém, não se sabe o que pode aparecer nas delações da Odebrecht e o nome pode voltar à tona.

 

Senado: retardatários esperam “reconhecimento” e por isso não avançam

Eliziane Gama e Waldir Maranhão: esperar “reconhecimento” não adianta

Enquanto os favoritos ao Senado trabalham bases e se fortalecem a cada dia com mais lideranças políticas, os retardatários na disputa esperam as bênçãos do Palácio dos Leões barganhando alguma coisa que já fizeram pró-Flávio Dino.

A deputada federal Eliziane Gama (PPS) afirmou em entrevista à Rádio Capital que quer o apoio do governador ao Senado porque desistiu de uma candidatura ao governo em 2014 para  favorecer Flávio. De fato, isso ocorreu. Mas em um contexto em que Eliziane vinha fortalecida e teria condições para não ser candidata ao governo e ser deputada federal. Além disto, a própria deputada sempre deixou claro que o principal “pagamento” seria a não participação de Flávio na campanha de 2016 à prefeitura de São Luís, quando a popular-socialista enfrentaria o também aliado do comunista, Edivaldo Holanda Júnior. Acordo este confirmado pelo governador.

Antes de Eliziane, Waldir Maranhão se lançou pré-candidato ao Senado em o que chamou de “projeto de vida”. Waldir cobra o voto contrário ao impeachment da presidente Dilma e a manobra que tentou fazer para reverter a cassação da petista. Mas a fatura também já foi e/ou está sendo paga.

Enquanto Eliziane e Waldir esperam ser ungidos, o principal nome do campo dinista ao Senado trabalhou muito para ter um amplo leque de alianças em torno de seu nome. Weverton Rocha, também poderia “cobrar” muito que já fez em favor de Dino abrindo mão da indicação do vice, da secretaria de Educação, o voto contra o impeachment, entre outros. Mas Rocha preferiu trabalhar a candidatura e construiu um leque de alianças que o tornou hoje o mais forte pré-candidato.

Outro que estava em “berço esplêndido” como Eliziane e Waldir era Zé Reinaldo Tavares. Mas o deputado acordou e passou a se movimentar politicamente para garantir grupo que justifique ser candidato a Senador. Afinal, alegar que apoiou Flávio para deputado federal em 2006 e derrotou a família Sarney no mesmo ano não adianta. Hoje, Zé Reinaldo é o segundo mais bem colocado na disputa.

Os candidatos ao Senado na chapa dinista não serão decididos pela simples vontade de Flávio Dino “ungir” dois nomes que o ajudaram em dado momento. Até porque neste critério seria muito injusto pela grande quantidade de políticos de peso que o ajudaram. Mas serão escolhidos os que estiverem em maiores condições políticas, eleitorais e de confiança de grupo.

Roberto Rocha comete dupla gafe ao dizer que trabalha enquanto Flávio está em passeata

Licenciado até hoje (26), Roberto estava curtindo férias há duas semanas justamente no Ceará

O Senador Roberto Rocha parece ter perdido a noção mesmo. Ele atacou o governador Flávio Dino no Twitter afirmando que está “trabalhando” em Brasília enquanto o governador participa de ato “Fora Temer” no Ceará. Foi uma gafe dupla de Rocha.

Primeiro que o homem eleito para mostrar ao Maranhão o que faz um Senador simplesmente ficou sem trabalhar quatro meses para tratar de “assuntos particulares”. A licença de Roberto Rocha acaba hoje (26). Ou seja, quem está como senador até 26 de janeiro é o suplente Pinto Itamaraty, como informa o site do Senado Federal (veja aqui).

O senador ainda cometeu a maior barrigada porque o governador não estava no Ceará durante o ato “Fora Temer”. Flávio estava em São Luís. O Movimento dos Sem Terra (MST) convidou governadores para participarem do ato. Mas o governador do Maranhão avisou desde quando foi convidado que não poderia participar, embora fosse extremamente legítima sua participação.

Basta ver a agenda do governo para saber que Flávio estava em São Luís tendo reunião com o presidente da Famem, Cleomar Tema, e até a noite com a equipe da Sinfra planejando o início das obras de recuperação das MAs 201 e 202. As obras devem ser inciadas neste sábado (28).

Escorregada dupla.

Mesmo afastado por 3 meses, Roberto Rocha custou R$ 420 mil aos cofres públicos em 2016

O EstadoMA.com, com edição

O senador afastado Roberto Rocha (PSB) custou R$ 421.919,87 aos cofres públicos em 2016. O valor é quase equivalente aos gastos de João Alberto Souza (PMDB) e Edison Lobão (PMDB) juntos. Os peemedebistas ficaram no manato durante todo o ano. Já Roberto Rocha, passou três meses licenciado em 2016.

Rocha  pediu licença no início de outubro para tratar de assuntos particulares e foi substituído por Pinto da Itamaraty (PSDB). Nos meses em que ficou na Casa, os seus principais gastos foram com segurança privada, locomoção, hospedagem, alimentação, combustíveis e contratação de serviços de apoio ao parlamentar.

Apesar do alto valor gasto no ano passado, o senador afastado gastou menos do que em 2015. Naquele ano, ele custou R$ 492.034,61 aos cofres. Em pouco menos de dois anos, portanto, o parlamentar gastou R$ 913.954,48. Os valores contrastam com os tempos de grave recessão que se vive no país. João Alberto Souza e Edison Lobão, em todo o ano de 2016. O primeiro gastou R$ 265.003,54 e o segundo R$ 173.392,72, totalizando R$ 438.396,26.

O seu suplente, Pinto da Itamaraty (PSDB), em apenas dois meses no Senado, gastou R$ 67.835,59. O principal gasto no período foi com divulgação da sua atividade como parlamentar: pouco mais de R$ 20 mil.

Outro lado

Por meio de nota, a assessoria de Roberto Rocha afirmou que “as despesas de gabinete refletem a dinâmica de atuação do senador”. Disse, ainda, que “são despesas regulares com passagens aéreas e manutenção de dois escritórios regionais no Maranhão, sendo o de São Luis em pleno funcionamento, com quadro de funcionários e assessores”.

A assessoria do parlamentar contou que Rocha “desloca-se semanalmente no exercício do mandato, com viagens constantes ao interior. Todos os valores estão discriminados no portal de transparência do Senado, para consulta pública”.