Recordar é viver: “Lobão não brinca com R$ 1 bilhão”, disse Edinho

Edinho disse que o pai não brincava com R$ 1 bi e a refinaria iria sair

Edinho disse que o pai não brincava com R$ 1 bi e a refinaria iria sair

“Tirar emprego de 100 mil brasileiros e maranhenses não poderíamos aceitar. Meu pai está negociando, buscando investidores. Ele é o responsável quase que exclusivo e não brinca com R$ 1 bilhão”. Isto foi o que disse o então senador Edinho Lobão ao editor do Blog exatamente dia 9 de março de 2013, em relação à refinaria de Bacabeira. Quase dois anos depois, o prejuízo da desilusão da refinaria é de mais de R$ 2 bilhões. Ou seja, Lobão “brincou” com R$ 2 bilhões e não com R$ 1 bilhão.

A matéria da época pode ser conferida aqui

Ainda na entrevista ao editor do Blog, Edinho tentou explicar o que emperrava a refinaria. O problema, segundo o filho do ex-ministro de Minas e Energia seria que o governo segurava o preço da gasolina e do diesel por decisão política. “Se a Petrobras não tem lucro não tem capacidade de investimento. Assim, com duas refinarias adiantadas [Rio e Pernambuco] e duas começando [Maranhão e Ceará], teve que tomar a decisão de terminar logo as que estão adiantadas para produzirem e até ajudarem a levantar receita para as outras duas. Então foi alongado o prazo do MA e CE. Ainda assim, meu pai foi buscar alternativa de investidor que deseja investir e a Petrobrás pagar em produtos. Os chineses propuseram equipamentos chineses e mais 100 mil chineses para trabalhar na obra”.

Edinho disse que esta negociação poderia durar somente mais alguns meses. O então senador em exercício disse que a refinaria não era engodo eleitoral porque o programa “Luz para Todos” teria dado muito mais votos ao seu pai do que a refinaria.

Durante a campanha eleitoral de 2014, Edinho repetiu várias vezes que a refinaria sairia do papel e não era engodo eleitoral. O resultado, todos sabem.

Helicóptero é apreendido na casa de Edinho Lobão

Aeronave apreendida na casa de Edinho Lobão

Aeronave apreendida na casa de Edinho Lobão

Uma investigação de bens adquiridos sob suspeita de lavagem de dinheiro levou até o helicóptero do suplente de senador, Edinho Lobão (PMDB-MA). Por falta de pagamento, o Bradesco em uma ação em conjunto com a polícia e oficiais de Justiça apreendeu a aeronave na tarde desta quinta-feira (18).

O helicóptero foi financiado há dois anos por uma empresa do Pará, aparentemente fictícia. Já foi alvo de Ação envolvendo o Ministério do Trabalho. Não se sabe como foi parar nas mãos de Edinho, que utilizou a aeronave na campanha eleitoral.

Mais de 60 bens, entre eles carros de luxo, estão sendo investigados pelo Banco por suspeita de fraude bancária.

 

STF recebe queixa-crime contra Lobão Filho por injúria e calúnia

edinhonodebateNa sessão desta terça-feira (16), a Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) recebeu, por maioria de votos, queixa-crime (Inquérito 3855) apresentada pelo governador eleito do Maranhão, Flávio Dino, contra o senador Lobão Filho (PMDB-MA) por crimes de injúria e calúnia, supostamente cometidos em entrevista concedida pelo parlamentar à TV Globo no Maranhão. Ambos disputaram o governo estadual nas últimas eleições, com vitória de Flávio Dino.

Dino se insurgiu contra trechos da entrevista em que, ao se referir a ele como presidente da Embratur, Lobão falou em podridão e crimes de má gestão, roubo e furto. Para os advogados de Dino, Lobão não teria concedido a entrevista na condição de senador, mas de pré-candidato ao governo do Maranhão, e fora do recinto do Senado Federal, não estando protegido, portanto, pela imunidade parlamentar. Já a defesa de Lobão afirmou que, ao fiscalizar a gestão na Embratur e apontar as irregularidades, seu cliente estaria desenvolvendo sua atividade parlamentar.

O relator do caso, ministro Marco Aurélio, frisou em seu voto que o mandato parlamentar não implica, por si só, imunidade. “Há de apreciar nexo do que veiculado e o desempenho das atribuições próprias à representação do povo brasileiro”. Para o ministro, não se pode sair “enxovalhando” a imagem de cidadão.

No caso, lembrou o ministro, Dino e Lobão encontravam-se em campanha eleitoral, quando Lobão concedeu entrevista à imprensa imputando a Dino, entre outras acusações, a prática de roubo e furto durante a gestão do adversário na Embratur. Além das injúrias do início da entrevista, frisou o relator, Lobão teria caluniado seu adversário.
A ministra Rosa Weber acompanhou o relator. Já o ministro Dias Toffoli divergiu ao entender que, no caso, se trata de palavras ditas no âmbito da política, que não levam à necessidade de abrir um processo-crime. O ministro Roberto Barroso, que havia se declarado impedido, não participou do julgamento.

Com informações do STF.

Edinho atribui derrota a caso Petrobrás, falta de convênios e desejo de mudança

edinhoEm entrevista ao jornal O Imparcial, o suplente de senador Edinho Lobão (PMDB) falou de sua trajetória na campanha eleitoral de 2014. Após a derrota, admitiu que o escândalo da Petrobrás, a falta de convênios eleitoreiros para motivar os prefeitos e o forte desejo de mudança foram os principais fatores que determinaram sua derrota. Edinho também fala do seu futuro.

Confira a entrevista na íntegra:

O senhor acredita que a crise da Petrobras lhe atrapalhou, mas por qual motivo não acabou interferindo na votação da Dilma Rousseff?

Boa pergunta. Nós vínhamos numa crescente na campanha. Monitorávamos os números, principalmente em São Luís e em Imperatriz. Quando a saiu a pesquisa Ibope, no sábado estávamos a 10 pontos do nosso adversário, no mesmo dia eclodiram as denúncias em relação a Petrobras. Nos quatro dias seguintes, eu caí mais de 20 pontos em São Luís e em Imperatriz mais de 20, a diferença na capital chegou a ser de 4 pontos, antes da denúncia. Então aqui impactou demais minha eleição, principalmente nesses dois centros. O fato de ter sido o meu pai citado naquela delação e não a Dilma, impactou diretamente a minha candidatura e não a dela.

Existiram outros motivos para a sua derrota?

Depois disso vieram várias ocorrências, ônibus pegando fogo, o problema de Pedrinhas. Mas acredito que o que mais me atrapalhou foi a expectativa dos convênios que foram firmados com o governo e não foram cumpridas este ano. Tanto que surgiu o discurso de que não podia se empenhar na minha campanha, pois os recursos para as obras não estavam chegando e assim não teriam como defender o governo e a minha candidatura que estava vinculada. Aí você soma tudo isso, ao desejo de mudança e chega ao resultado que foi apontado pelas urnas. Eu fiz uma campanha leonina, sem dinheiro, corajosa, em um estado que tinha um sentimento pró-Flávio Dino e eu andei cerca de 40 municípios por mês, totalizando 160.

O senhor poderia então afirmar que faltou empenho da governadora na sua candidatura? Faltou ajuda dela?

Não posso dizer isso. O que posso dizer é que ela enfrentou problemas muito grandes em seu governo, o que lhe impediu de estar comigo na campanha. Ela foi comigo em três comícios. Eu fiz uma campanha sozinho.

E mesmo fazendo sozinho, o senhor acredita que saiu derrotado?

Eu não saí derrotado, eu tive quase 1 milhão de votos. Dentro dessas condições que já lhe apresentei, acredito que esses votos são meus e não do governo, que foram depositados em minha confiança, por conta do meu trabalho. Agora ninguém mais pode dizer que eu sou um senador sem votos.

Esses quase um milhão de votos lhe credenciam para ser a liderança desse grupo. O senhor deseja ocupar esse posto?

Eu agora tenho que voltar pra minha casa. Eu agora vou refazer a minha vida. Eu não quero pensar em política agora. É claro que não posso abandonar as amizades e compromissos que fiz. Vou permanecer como cidadão, mantendo acesa essa chama da amizade construída ao longo desse caminho. Mas eu não tenho mais nem vontade de permanecer no Senado. Por mim, quero que meu pai volte a ocupar sua vaga e eu retome meus negócios. Então não tem essa visão de permanecer como oposição no Senado. Então deixa o quadro político se estabilizar para eu pensar melhor.

Daqui dois anos teremos eleição para prefeito. Sua votação dentro de São Luís foi expressiva. O senhor se considera credenciado para entrar nessa disputa?

Jamais.

Qual o motivo do desinteresse nesse cargo?

Deixa eu lhe explicar. Eu não escolhi esse caminho para mim. Do fundo da minha alma lhe digo com toda sinceridade, se eu não tivesse naquele hospital, naquele quarto, naquele estado de saúde, se não tivesse um conjunto de coisas, eu jamais teria sido candidato. Não é por conta da dificuldade, mas é por não entender que isso era pra mim. Aceitei, pois entendi como um chamado de Deus. Aí você pode me perguntar, se eu me arrependo, eu digo com toda clareza, não me arrependo. Agora também não posso negar a você, que ter andado pelo interior do meu estado como candidato majoritário, mexeu comigo. Ver as pessoas, as crianças, abraçando e chorando. Mulheres e homens. Essa experiência muda a gente e me mudou. Eu tinha um propósito de mudar o Maranhão de verdade. Mas essa não foi a vontade do povo e nem de Deus. Então vou fazer o que eu puder para ajudar. Agora eu me candidatar a prefeito não há menor hipótese.

O senhor acha que se tivesse descolado da família Sarney, teria uma votação melhor?

Só teria uma forma disso acontecer, se eu brigasse com Roseana. E eu não iria brigar com a governadora para me favorecer, afinal seria uma falta de caráter enorme. Existiam limites que eu não avançaria para me tornar governador. Me acusaram de forjar aquele vídeo. Eu jamais faria aquilo. Sobre hipótese nenhuma eu faria aquilo. Mesmo se prometessem a vitória, eu não faria. Eu saio dessa eleição com a consciência tranquila. Sai limpo dessa eleição. Não me comprometi com ninguém. A minha campanha foi pobre financeiramente, de apoios políticos dúbios e de 217 prefeitos, eu só tive de 10 a 15 me apoiando firmemente. Eu tive que sobreviver a isso tudo, mas foi meu destino e me rendo a ele.

O que o senhor tem a dizer aos seus aliados que lhe abandonaram na reta final?

Eu vou dizer: o povo há de julgar. Não me sinto no papel de juiz para avaliar o comportamento desses políticos. Eu fiquei chateado, mas cada um é livre para fazer suas escolhas. Ninguém tinha contrato comigo, o que existia era um sentimento de amizade e lealdade, se eles não foram assim comigo, paciência.

Analisando hoje a sua campanha. O senhor teria feito algo diferente, que poderia lhe levar a vitória?

Nesses últimos quatro meses, se não existissem esses fatos exógenos a campanha, o resultado poderia ser diferente. Mas os fatos ocorreram. Eu acho que o governo não me ajudou em nada. Historicamente o governo foi um parceiro do seu candidato, eu não tive essa parceria, pelo contrário, tive de vencer resistências. Tiver que vencer adversidades como convênios que não foram assinados, desgastes internos do governo, tudo acabou ficando nas minhas costas. Eu tive que andar com esse fardo e esse fardo se demonstrou pesado demais para alcançar a vitória.

E fica uma mágoa em relação à Roseana?

Não.

E em relação ao seu vice? Ele lhe abandonou também?

Negativo. Meu vice ocupou uma função extremamente estratégia. Eu lhe dei uma missão importante. Ele precisava manter o contato com a classe político em todo momento. Arnaldo Melo ficava aqui em São Luís, ligando para nossos aliados, segurando eles aqui. Ele foi responsável por segurar muitos aliados no nosso campo. Tanto que publicamente somente Hélio Soares, Marcos Caldas, Léo Cunha e Dr Pádua, declararam apoio ao Flávio Dino. Sei que os outros cruzaram os braços, mas Arnaldo foi o responsável por segurar muitos aliados.

Alguma coisa lhe deixou chateado nessa campanha?

Eu tive surpresas. Mas o que mais surpreendeu foi à postura do Edmar Cutrim. Eu jamais poderia imaginar que ele teria uma postura como ele teve. Logo por conta da relação que o Edmar tinha com a minha família. Aí podem dizer que a política é podre, mas não entendo dessa forma. A política é linda, mas ela tem seu lado ruim. Não é possível tirar o lado ruim. A postura do Edmar Cutrim não foi absurda, mas me chatou, foi uma grande decepção, fiquei pasmo.

Em relação ao PT. Houve a gravação do Lula, faltou a gravação da Dilma e a presença dos dois aqui no Maranhão. Fica uma mágoa com a Dilma?

A Dilma não gravou, não veio e também distribuiu material com o Flávio Dino. Eu acho que ela foi injusta comigo, mas também não guardo mágoas. O Lula foi fantástico comigo.

E qual vai ser a tua postura no segundo turno?

Eu costumo ter uma palavra só. Eu disse que apoiaria a Dilma até o fim e assim eu vou.

O Flávio era candidato a 4 anos e o senhor a 4 meses. Se o senhor tivesse tido o mesmo tempo, o senhor acredita que teria sido vitorioso?

Se eu tivesse mais controle sobre as ações do governo e se eu tivesse tido o tempo que o Luis Fernando teve, certamente o resultado teria sido diferente. O governo não me ajudou, pois tinha seus problemas, não por má vontade, mas por conta dos seus problemas. Eu não estou dizendo que o governo foi o culpado pela minha derrota. Mas se tivesse agido de forma diferente, o governo poderia ter me levado a vitória. Outro problema era a questão do tempo de governo, era antigo e mesmo assim não era ruim, mas o sentimento de mudança era muito grande.

Quais são seus planos para o futuro?

Cuidar da minha família. Agora quero nem pensar em política. Em 2016, tenho uma dívida de gratidão com alguns amigos e eu vou procurar ajuda-los. Eu penso organizar a minha vida, que está largada a muito tempo por conta do Senado e eu quero cuidar um pouco de mim. Já disse ao meu pai que nem quero ficar no Senado, quero voltar pra casa. Saio sem segundas palavras, saio como se tivesse tirado um fardo das minhas costas. Agora estou leve. Não sei qual tipo de perseguição vou sofrer. O que o governo adversário vai fazer comigo.

A esta hora, Edinho já teve seu primeiro voto na vida

Edinho ganha seus primeiros votos na vida

Edinho ganha seus primeiros votos na vida

Com a eleição iniciada há cerca de meia hora, o candidato ao governo do Maranhão, Edinho Lobão (PMDB), já deve ter experimentado a sensação de ter seu número digitado na urna. o candidato concorre pela primeira vez como titular de um cargo eletivo.

O empresário que chegou ao cargo de Senador por ser suplente do próprio pai se tornou candidato ao governo por conta da desistência de Luís Fernando Silva.

Apesar de ganhar seus primeiros votos na vida, Edinho deverá sair da eleição menor do que entrou. Por ser candidato do grupo governista, deveria ter a histórica votação expressiva do Clã Sarney. O que, pelas pesquisas, não deverá acontecer.

Pessoas que trabalharam para Edinho em Imperatriz protestam por calote

Edinho Lobão dá calote em trabalhadores da campanha

Edinho Lobão dá calote em trabalhadores da campanha

Dezenas de pessoas que trabalharam na campanha do candidato Edinho Lobão (PMDB) protestam há três dias em frente ao comitê de campanha do candidato, que foi fechado esta semana.

Muitos não viram a cor do dinheiro pelo suor que derramaram na campanha do candidato peemedebista. “Nós estamos sendo humilhadas. Eu deixei meu filho em casa com fome. Trabalhamos todo dia pra agora estar desse jeito”, reclamou em prantos, a dona Irene, que trabalhou todos os dias durante um mês.

No vídeo, as pessoas gritam: “Lobão, ladrão do Maranhão! Tu vai perder é feio!”

Veja o vídeo do Blog da Kelly:

 

 

Edinho cancelou 60% das agendas da semana passada

edinhonotreDo site Maranhão da Gente

Na semana em que as pesquisas eleitorais mostraram uma queda significativa de Edinho Lobão, o candidato ao governo cancelou 60% de sua agenda prevista para o mesmo período. De terça a domingo, ele cumpriu apenas 12 dos 28 compromissos previstos. Dezesseis foram suspensos.

O cancelamento da agenda reflete diretamente a fragilização da candidatura de Edinho. Além de ver uma debandada de apoios políticos, Edinho também enfrenta o esvaziamento de seus eventos, com fraca presença popular.

Várias cidades excluídas de última hora da agenda de Edinho foram as mesmas pelas quais o adversário Flávio Dino passou nos últimos dias. Entre elas, estão Chapadinha, São Benedito do Rio Preto e Coelho Neto.

Edinho só foi em cidades em que Dino não esteve nos últimos dias, como Buritirana e Jatobá.

Queda nas pesquisas

De acordo com a mais recente pesquisa Data-M, Edinho caiu de 27,5% para 19,9% nas intenções de voto.

A queda de Edinho foi verificada após TV Difusora – pertencente ao candidato – e órgãos da família Sarney divulgarem um vídeo em que um presidiário faz falsas acusações Dino. O vídeo foi gravado dentro da penitenciária de Pedrinhas, mas o próprio detento confessou que recebeu promessa de dinheiro e regalias para afirmar que Flávio Dino era ligado a uma quadrilha de assalto a bancos.

Denúncia contra Edinho partiu da Polícia Civil por suspeita de crime eleitoral

edinhonotreDo IG

A Associação dos Delegados da Polícia Federal (ADPF) defendeu, na manhã desta sexta-feira, a atuação do delegado Paulo de Tarso Cruz Viana Júnior, responsável pela abordagem ao candidato ao governo do Maranhão, Lobão Filho (PMDB) na noite de quarta-feira para averiguar denúncias de crime eleitoral no Estado. A ADPF classificou a revista do avião de Lobão Filho como “procedimento de rotina” e o iG apurou que a denúncia que originou a ação da PF partiu da Polícia Civil do Maranhão e não de denúncia anônima, como alegou o PMDB.

Nesta quinta-feira (26), o presidente nacional do PMDB e vice-presidente da república, Michel Temer (PMDB) e o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), divulgaram notas oficiais condenando a ação da PF. Segundo o PMDB, seis homens identificados como policiais federais abordaram Lobão Filho e o ex-ministro do Turismo, Gastão Vieira (PMDB), candidato ao senado no Maranhão, no aeroporto de Imperatriz. Os policiais revistaram Lobão e Vieira e a aeronave na qual eles embarcariam em busca de dinheiro. Nada foi encontrado. Tanto Temer, quanto Calheiros classificaram a ação como “inadmissível” e “intimidatória”.

“O procedimento foi baseado em denúncia anônima durante o curso da disputa eleitoral intensa”, disse Temer. “Ações desencadeadas com base em denúncias anônimas, em pleno processo eleitoral, só se prestam a explorações políticas”, reiterou Calheiros. Nesta sexta-feira, o ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, determinou que o diretor-geral da Policia Federal, Leandro Daiello Coimbra, investigue a abordagem do órgão.

O presidente da Associação dos Delegados da Polícia Federal, Marcos Leôncio Ribeiro, afirmou ao iG, no entanto, que “havia fundada suspeita que foi por dever legal apurada ou não a veracidade dessa informação”. “Em ato contínuo, (o procedimento de abordagem) foi informado à Justiça Eleitoral e aos superiores da Polícia Federal. Algo absolutamente dentro da rotina policial. Isso não é um procedimento isolado”, confirmou Marcos Leôncio Ribeiro. “A Polícia Federal não intimida e nem se deixa intimidar”, complementou.

Ribeiro explicou que no caso específico não havia a necessidade de um mandado de busca e apreensão já que a PF tem legitimidade de fazer varreduras em aeronaves estacionadas em aeroportos que contam com a segurança de agentes da corporação. “Neste caso, o que temos é o exercício regular e legítimo da função de Polícia Judiciária Eleitoral pela Polícia Federal. Entendemos o lado dos partidos políticos, e cada um dos partidos políticos envolvidos nas eleições precisam compreender o papel da Polícia Federal”, disse o presidente da ADPF

Ribeiro vai além e disse que se o delegado não fizesse a abordagem ao avião poderia cometer o crime de prevaricação, crime cometido por funcionário público que consiste em retardar ou deixar de fazer uma função que é de sua competência. No início da tarde desta sexta-feira, da ADPF lançou uma nota em defesa do delegado responsável pela operação contra Lobão Filho.

Denúncia da Polícia

O iG apurou que, ao contrário do que alegou o PMDB, a denúncia que resultou na abordagem a Lobão Filho não foi anônima e sim partiu da Polícia Civil do Maranhão. Além disso, o delegado responsável pela ação informou ao superintendente da Polícia Federal no Estado, Alexandre Saraiva e a Justiça Federal maranhense.

O delegado Paulo de Tarso Cruz Viana Júnior explicou, internamente, que poderia cometer crime de prevaricação caso não averiguasse a denúncia de um órgão como a Polícia Civil do Maranhão. Como se tratava de uma denúncia de um órgão oficial e não de terceiros , com a possibilidade de realização de um flagrante de crime eleitoral, não havia a necessidade de um mandado de busca e apreensão, segundo explicou o delegado a colegas. O delegado Paulo Júnior citou o chamado “senso de oportunidade” típico de situações propícias para flagrantes de crimes eleitorais. A denúncia contra Lobão Filho surgiu a menos de três horas da realização da abordagem, na noite de quarta-feira.
Além disso, o iG também apurou que a abordagem ocorreu sem truculência ou veemência. Na noite do dia 24 de setembro, o delegado, com sua equipe, fez antes a revista na aeronave de Lobão Filho. Durante a revista da aeronave, Lobão Filho estava na ante-sala do aeroporto de Imperatriz. E somente no aeroporto, na presença de Lobão Filho, foi feita a revista das bagagens dele e de Gastão Vieira. O delegado negou truculência ou tentativa de intimidação durante a revista.

Nesta quinta-feira, o PMDB no Maranhão acusou que a ação teria partido ou do pai do delegado, Paulo Cruz Viana, ex-prefeito da cidade de Sítio Novo do Maranhão ou do próprio ministério da Justiça, na figura do secretário nacional de Justiça, Paulo Abrão. Abrão declarou apoio à candidatura de Dino durante essa semana. Lobão defendeu até o abastamento de Abrão do cargo.

O delegado Paulo Cruz Viana, no entanto, reiterou a colegas delegados que sequer manteve contato com o pai ou com Abrão na noite de quarta-feira, quando desencadeou a operação.

Agora, Edinho põe em dúvida credibilidade da pesquisa Ibope

edinhomiranteO candidato Edinho Lobão (PMDB), que comemorou muito a primeira pesquisa do Instituto Ibope, pôs em xeque a credibilidade a segunda pesquisa do instituto contratado pela TV Mirante.

Na rádio Mirante, quando questionado sobre a queda na segunda pesquisa do instituto, o candidato governista lembrou as diferenças das penúltimas para as últimas pesquisas do Ibope. “Agora, na última eleição, os institutos vão se aproximar da realidade para não perderem a credibilidade. O Ibope, em outras eleições, errou mais antes e acertou no final. Nós acreditamos na vitória”.

Com números contrários, Edinho, agora, adota o discurso da oposição, de que o Ibope não tem credibilidade.

Na segunda pesquisa do instituto, a diferença aumentou entre os dois principais candidatos. Flávio Dino apareceu com 48% e Edinho Lobão com 27%.

Crise de segurança só tem um responsável: o governo Roseana

 

Em uma estratégia de total desespero, o candidato Edinho Lobão tenta nos últimos dias colocar a culpa da crise no sistema de segurança do estado no adversário, Flávio Dino. A crise não é de agora, mas desde o começo do governo, com vários momentos de tensão como este. Só existe um culpado: o governo de Roseana Sarney.