Após demanda judicial, FMF decide suspender Campeonato Maranhense

Bola para de rolar e disputa agora é no TJD

A Federação Maranhense de Futebol decidiu suspender o jogo entre Cordino e Sampaio, que seria realizado neste domingo (23) em Barra do Corda. A partida seria a primeira final do segundo turno do estadual.

A decisão foi tomada por conta do impasse judicial. A polêmica começou porque o Sampaio e Moto. O Moto entrou na Justiça contra a vantagem que o Sampaio tinha na partida. Ou demanda no Tribunal de Justiça Desportiva (TJD) é do Imperatriz. O Cavalo de Aço quer anular a partida contra o Cordino na final do primeiro turno alegando que a Comissão Estadual de Arbitragem de Futebol do Maranhão (CEAF-MA) teria descumprido o Estatuto do Torcedor ao não realizar sorteio para a arbitragem que trabalhou naquele jogo.

O TJD deve se reunir na próxima semana e as decisões determinarão o futuro do campeonato.

“Todos por São Luís” celebra dois anos com vasta programação no aniversário do João de Deus

O programa “Todos por São Luís” está realizado esta semana mais uma edição. A culminância ocorre com uma vasta programação no sábado (22), no bairro João de Deus. A iniciativa da Prefeitura de São Luís completa dois anos e oportuniza às comunidades atendidas o acesso a vários serviços em saúde, assistência social, cidadania e outros. Nesta etapa, que teve início na segunda-feira (17), o programa traz novos cursos e oficinas priorizando a geração de renda e trabalho ao público participante. Criado na gestão do prefeito Edivaldo e coordenado pela primeira-dama Camila Holanda, essa é a 43° edição do programa.

“O Todos por São Luís é um momento de continuarmos o que já estamos fazendo por toda desde a primeira gestão: visitando os bairros, vistoriando os serviços e conversando com a população, para apresentar as nossas principais ações e também ouvir as demandas da comunidade. Vamos levar para o João de Deus, no dia do aniversário do bairro, uma grande ação social com um amplo leque de serviços. Durante esta semana realizamos uma série de oficinas e formações para esses moradores. Além disto estamos trabalhando em toda a cidade, em cada lugar temos uma obra, uma ação que melhora a vida do nosso povo”, destacou o prefeito Edivaldo.

A programação do “Todos por São Luís” conta com mais de 30 atividades, incluindo apresentações culturais e ações de lazer. Durante a semana, a comunidade tem acesso a cursos na área de artesanato, produção de alimentos, reciclagem e tecnologias. Um ponto forte do programa é a interação com as comunidades a partir das rodas de conversas.

“Programamos uma edição com novidades para o público e o objetivo é sempre estimular para o aprendizado de uma profissão que pode gerar emprego e renda às famílias no mercado de trabalho ou em suas próprias casas. Em todas as edições a população tem sido parceira e se envolvido nas atividades. Só temos a comemorar nestes dois anos de um trabalho exitoso”, pontuou o coordenador executivo da ação, Arivaldo Martins.

O cronograma de cursos e oficinas é definido em reuniões com a comunidade. Na lista estão oficinas para produção de itens diversos (porta treco, porta retrato, porta toalhas), de decoração de tiaras, arranjos florais, de sacola de presente, origami, chaveiro, entre outros. Ainda pintura facial, desenho livre para crianças, decoração de garrafas e reutilização de garrafas pet, customização de panos de prato, de confecção de bonecas de pano e outros.

Entre os cursos mais procurados estão os da área de produção de alimentos, segundo o coordenador executivo da ação. “As turmas sempre estão lotadas para estas oficinas e em grande maioria, são donas de casa que querem somar no orçamento do lar e pessoas que já trabalham neste ramo e pretendem aprender mais ou se atualizar”, explica Arivaldo Martins. Culinária regional; oficina de pães, doces e salgados; bombons regionais; Chefes Mirins, voltado para o público infantil; e a novidade, oficina de reaproveitamento de alimentos estão na lista de cursos neste segmento.

DIA ‘D’

No sábado (22), ponto alto da programação do “Todos por São Luís”, uma série de ações de saúde são disponibilizadas à comunidade. Os serviços serão oferecidos no Posto de Saúde do João de Deus, na Praça da Fraternidade com medição de pressão arterial, glicemia e consulta médica com clínico geral, ginecologia, odontologia e pediatria; consulta de enfermagem, aplicação de flúor, preventivo, orientações do sistema de vigilância alimentar e nutricional, farmácia básica, encaminhamentos para consultas especializadas e vacinação, inclusive contra o HPV, e outros serviços. A culminância do programa conta ainda com ações de aconselhamento pré e pós teste rápido, entrega de preservativo e orientações a respeito de DSTs.

Equipes de fiscais da Vigilância Sanitária estão disponíveis para orientar sobre licenciamento dos estabelecimentos, receber reclamações e informar sobre ações sanitárias nas feiras e mercados. O público poderá ainda consultar e vacinar seu animal de estimação, receber avaliação e orientação nutricional e relaxar com sessões de massoterapia.

A assistência social também leva serviços à comunidade nos atendimentos dos Centros de Referência e Assistência Social (Cras) e Centros Especializados de Referência e Assistência Social (Creas), Cadastro Único (CadÚnico), recadastramento do NIS, orientações sociais, além de encaminhamentos para os programas Bolsa Família e outros. Uma Feira de Artesanato montada na Praça da Fraternidade vai expor produtos da Feira do Produtor; equipamentos de iluminação pública com abordagem sobre ações realizadas pela Semosp; ações de embelezamento com limpeza de pele e maquiagem em parceria com as empresas Jafra e Mary Kay.

A coordenação preparou uma programação cultural para entretenimento de crianças e público geral. Se apresentam no espaço montado na Praça da Fraternidade a Banda da Guarda Municipal, organizado pela Secretaria Municipal de Segurança com Cidadania (Semusc); do grupo de teatro e dança ‘Ministério de Artes: Coreografia e dança’; e apresentação da Federação de Capoeira ‘Mara Brasil’.

CALENDÁRIO

O “Todos por São Luís” é aprovado como lei pela Câmara Municipal, tornando-se, política permanente do município. A iniciativa da Secretaria Municipal de Governo (Semgov) é executada em parceria com todas as pastas da administração municipal.

Desde o lançamento, o programa já percorreu mais de 30 comunidades da capital e, segundo estima a coordenação do “Todos por São Luís”, já foram mais de 150 mil pessoas beneficiadas diretamente pelo programa. Nesta edição, serão atendidos a população do João de Deus e das adjacências Vila Conceição, Vila Lobão, Residencial João Alberto, Jardim Conceição, Pirapora, São Bernardo, Santo Antônio.

Oligarquia Sarney incomodada com resgate da Timbira

Antes sucateada, Rádio Timbira hoje existe e repercute. O Clã pira.

O jornal “O Estado do Maranhão”, de propriedade da família Sarney, dedicou quase metade do editorial da coluna “Estado Maior”, desta sexta-feira (21), para criticar a entrevista do governador Flávio Dino ao pool de emissoras, liderado pela Rádio Timbira.

Sintomático o incômodo do sistema Sarney de Comunicação. O resgate da rádio pública, que foi extinta por Roseana Sarney, há mais de 20 anos, irrita os detentores do maior império de comunicação do Maranhão.

A reestruturação da rádio liderada pelos competentes jornalistas Robson Paz e Ribamar Praseres permitiu a transmissão da entrevista do governador para todas as regiões do estado, por meio de mais de 40 emissoras.

Isto é inaceitável para os sarneysistas acostumados a manter acuados os governantes adversários como fizeram com o ex-governador Jackson Lago, que foi massacrado pelo sistema Mentira, como ele chamava, sem ter veículos de massa para se defender.

Na sanha contra o governo, o jornal de Sarney reconhece a importância da rádio pública como instrumento capaz de levar informação confiável para os maranhenses. “Recentemente, uma entrevista à rádio oficial do governo foi retransmitida por outras emissoras, a fim de atingir o maior número possível de ouvintes, na capital e no interior.”, diz trecho do editorial.

De resto, o panfleto oligárquico se limitou a expelir ódio pelo bom momento vivido pela mais tradicional rádio do Estado. E pelo que se desenha sob a gestão de Robson Paz, com mais novidades a partir de maio, as carpideiras da oligarquia derramarão ainda muitas lágrimas com o sucesso da Nova 1290.

Rogério Cafeteira é agredido após discussão de trânsito

O deputado Rogério Cafeteria (PSB) se envolveu em uma discussão de trânsito com um delegado na porta da escola Crescimento, no Bairro Renascença, por volta do meio dia, desta quinta-feira, 20. Cafeteira foi buscar o filho, que estuda na instituição de ensino.

Os dois discutiram por conta de uma disputa por vaga em estacionamento na frente da escola e o parlamentar acabou sendo agredido na presença do seu filho. Cafeteira teve o óculos quebrado e escoriações no rosto.

O deputado emitiu nota sobre o caso.

Nota de esclarecimento

Sobre o episódio envolvendo o deputado Rogério Cafeteira, na manhã desta quinta-feira (20), na porta da escola na qual o seu filho estuda, o parlamentar lamenta e confirma incidente de trânsito, no qual foi vítima de uma covarde agressão física dentro de seu carro, na presença de seu filho. O agressor se evadiu do local logo após a agressão.

Esclarece, também, que ainda se encontra em estado de recuperação de uma cirurgia ao qual foi submetido há cerca de 20 dias, portanto em estado de saúde que inspira cuidados.

O deputado já tomou as primeiras providências legais e afirma que levará o caso à Justiça.

Aventura, ecoturismo e resgate das tradições nos Lençóis maranhenses

De O Globo – SÃO LUÍS – Do alto, a imensidão de água faz o rio parecer mar. E vira, de fato. A vista da chegada em São Luís exibe o emaranhado de águas recortado pelo verde intenso da mata. Parece uma constante na capital, e principalmente Maranhão adentro: existe o lado urbano, simples, cercado por uma natureza que impressiona os turistas.

A estrela é o Parque Nacional dos Lençóis Maranhenses, a cerca de quatro horas de São Luís, com suas dunas de areia cravejadas de lagoas cristalinas. O ápice da visita acontece de junho a setembro, com as lagoas cheias após o período de chuvas.

Mas os atrativos no chamado deserto brasileiro vão além do banho nas suas piscinas naturais. Durante todo o ano, os Lençóis também são beleza — e aventura. A oferta vai de stand up paddle no Rio Preguiças à descida de boia no Rio Formiga, passando por passeios aéreos, kitesurf ou três horas entre dunas e lagoas no comando de um quadriciclo.

O tráfego do veículo é proibido dentro do parque, mas permitido no entorno, de geografia bem parecida. É o caso do passeio do povoado do Caburé à cidade de Barreirinhas.

Nesta época de pré-temporada — de março a maio — nem sempre tem sol forte ou céu azul, mas o mergulho nas lagoas fica menos concorrido naquela vastidão de água e areia. E os preços, certamente, mais negociáveis.

Se há tempo, vale uma parada em São Luís. O Centro Histórico, de marcadas influências portuguesa e francesa, passa por um necessário projeto de restauração. E prepare o apetite: frutos do mar e o arroz de cuxá, feito com camarão, farinha de mandioca e uma folha de sabor forte, a vinagreira, são destaques. E ainda tem o guaraná Jesus, um ícone — rosa e controverso — da região.

A uns 250 km da capital, Barreirinhas é a base mais conhecida para entrada no Parque Nacional dos Lençóis Maranhenses. A cidade de 60 mil habitantes se expande com o turismo e varia as atrações.

Além do ecoturismo de aventura, cresce o resgate das tradições locais: algumas empresas oferecem visitas às casas onde famílias se reúnem para fazer farinha de mandioca.

E, Rio Preguiças adentro, chega-se a Atins, um povoado felizmente ainda pouco explorado (a energia elétrica só chegou ali no ano passado).

Na cidade de uns três mil moradores, as ruas são de areia fofa, muitas casas não têm tijolo, e a simpatia é farta — assim como o peixe e o camarão frescos, servidos com suco do caju tirado de alguma árvore por perto.

Uma certeza: não falta o que fazer. Às vezes falta é tempo. Só que o Maranhão não combina com pressa.

  • Muitas casas rudimentares chamam a atenção em Atins e nos arredores de Barreirinhas. Há pobreza, mas não miséria. Muitas famílias sobrevivem da pesca e de plantaçõesFoto: Elisa Martins / Elisa Martins

  • No acesso do Parque Nacional dos Lençóis Maranhenses, em Atins, lagoas aparecem em profusão, uma mais bonita do que a outraFoto: Elisa Martins / Elisa Martins

  • Pescador busca a sorte do dia num fim de tarde no rio Preguiças. Nome veio do trajeto lento e sinuoso de um dos maiores rios da região – são 120 km de extensão. Foto: Elisa Martins / Elisa Martins

  • Vista do farol Preguiças, na comunidade ribeirinha de Mandacaru, exibe o encontro do rio com o mar e a imensidade de verde e dunas dos Lençóis Maranhenses. Foto: Elisa Martins / Elisa Martins

  • Pegadas na areia ao lado de lagoa no Parque Nacional dos Lençóis Maranhenses. Fora da alta temporada (que começa em junho) os mergulhos ficam menos concorridos, e o paraíso parece quase particular. Foto: Elisa Martins / Elisa Martins

  • Há quem reclame da falta de mercados e ambulantes, mas os locais garantem: o segredo da preservação é esse, sem burburinho. Foto: Elisa Martins / Elisa Martins

  • Atins é um vilarejo felizmente ainda pouco explorado. Lá falta sinal de wi-fi e sobra pazFoto: Elisa Martins / Elisa Martins

  • Apenas veículos autorizados podem circular no parque. Turistas são transportados em caminhonetes conhecidas como jardineiras, para até 13 pessoas. Foto: Elisa Martins / Elisa Martins

  • Redes se destacam nos povoados ao longo do rio Preguiças. No destaque, comunidade de Vassouras, a quase uma hora de lancha voadeira de Barreirinhas. Foto: Elisa Martins / Elisa Martins

  • Lojas de artesanato são atração para turistas no Centro Histórico de São Luís, que passa por uma necessária revitalização. Foto: Elisa Martins / Elisa Martins

  • Roteiro no centro inclui visita ao Palácio dos Leões, sede do governo de São Luís. Foto: Elisa Martins / Elisa Martins

  • Pintura urbana relembra mistura de influências no Maranhão: negros, índios e europeus fazem parte de sua História. Foto: Elisa Martins / Elisa Martins

  • Ao andar pelo centro da capital maranhense, vale também olhar para o alto: sobrados e azulejos conferem beleza à arquitetura da região. Foto: Elisa Martins / Elisa Martins

Na pracha: o stand up paddle é atraçao no Rio Preguiças – Elisa Martins

A estrada é uma pista: há muitos Brasis dentro do Brasil. Rumo a Barreirinhas, a vista exalta simplicidade. Passam bicicletas, carros de boi e crianças correm, algumas sem roupa, pelo quintal de casas humildes.

No fim de tarde, famílias e vizinhos se sentam para conversar na calçada — de porta aberta, com uma TV ligada ao fundo. À noite, tem um centrinho animado, e a avenida beira-rio vira point de bares e artesanato. O número de pousadas cresce, assim como é constante a passagem das caminhonetes adaptadas ao chão de terra, as chamadas jardineiras, toyotas com capacidade para até 13 pessoas.

Presentes também são os rios, e neles flui a vida da região. O Rio Preguiças, assim conhecido por seu curso lento e sinuoso, responde pelo sustento de muitas famílias locais de pescadores.

Ao lado dos barcos, vez ou outra corre um… stand up paddle. A novidade pegou no povoado de Tapuio, em Barreirinhas. Para chegar lá é preciso passar por uma travessia em balsa (R$ 5), ao lado de jipes e quadriciclos. Dura uns cinco minutos. Outro bom tempo estrada de terra adentro e se chega a uma prainha formada nas águas tranquilas do Rio Preguiças, com seus longos 120 quilômetros de extensão.

Ali um instrutor oferece aulas em pranchas de SUP por R$ 100, a hora. Alguns tombos depois (ou não, habilidade a gosto do freguês), no fim ainda é possível recarregar as energias com uma porção de mandioca frita e água de coco na beira da prainha.

Na mesma região renasce a tradição das casas de farinha, instalações usadas por famílias para produzir a farinha da mandioca, alimento base nas mesas do Nordeste. Todo o processo, herdado dos indígenas, é feito ali: após a colheita, a mandioca é descascada, ralada, desidratada e peneirada, antes de ser tostada em fornos grandes, num trabalho braçal igualmente cuidadoso e cansativo. As visitas custam R$ 60 por pessoa, e incluem transporte e detalhes sobre a prática.

— As casas de farinha eram também espaços de convivência: muitas brigas e namoros começavam ali — diz o professor e monitor cultural José Maria Diniz Araújo.

Barreirinhas tem três acessos ao Parque Nacional dos Lençóis; outros dois ficam em Atins e em Santo Amaro, na mesma região. A área do parque foi oficializada como tal em 1981. São 155 mil hectares — 90 mil só de dunas. O resto se divide entre restingas, mangue e costa marinha. Somente transportes autorizados podem circular por ali, e em trechos limitados — depois, apenas caminhadas são permitidas. E é bom preparar as pernas para o sobe-e-desce na areia.

Confira abaixo, em 360 graus, a travessia de balsa em Barreirinhas pelo rio Preguiças. O outro lado da margem dá acesso à comunidade tapuio e a uma das entradas do Parque Nacional dos Lençóis Maranhenses.

Esperança viva o ano todo

No acesso que dá à Lagoa da Esperança, uma das mais famosas, a descida desafia a gravidade. O consolo: se cair, ao menos a areia é fofa. As águas dessa lagoa não dependem da chuva — são abastecidas pelo Rio Negro, o que torna a Esperança viva o ano todo. O passeio sai em média a R$ 100 por pessoa.

Boias. Trecho do Rio Formiga virou rota de descida – Elisa Martins

É bom também levar um lanchinho. Não há barracas ou ambulantes por perto. Para os locais, o segredo do paraíso é justamente preservá-lo assim, sem burburinho.

— Nasci e fui criado aqui. Já tive propostas de trabalhar em outros lugares, mas não troco isso por nada. Sempre tem uma paisagem diferente para descobrir — diz o guia Jairon Souza Aguiar.

Descida à vista!

A uma hora do centro de Barreirinhas, no pequeno povoado de Cardosa, município de Paulino Neves, mais um rio rouba a cena. O Formiga vira piscina para crianças da região, ponto de lavar roupa e… rota de boia-cross.

O passeio dura cerca de uma hora (R$ 80) entre vegetações e comunidades ribeirinhas. Boa parte do trajeto é de calmaria, ideal para deitar na boia e se deixar levar ao sabor da água fresca do rio. Só é preciso atenção para não “bater” nos galhos — há guias que ajudam na descida.

A aventura mistura relaxamento e adrenalina, com a natureza no comando. E no fim ainda tem uma lanchonete caseira que oferece cafezinho e tapiocas deliciosas com manteiga ou leite condensado e coco.

MENOS WI-FI E MAIS PAZ NOS LENÇÓIS

Vista. Do alto do Farol Preguiças, o povoado de Mandacaru, às margens do Rio Preguiças – Elisa Martins / Agência O Globo

Atins é o lado menos badalado e mais autêntico dos Lençóis: um vilarejo onde sobra paz e faltam wi-fi e sinal de celular. Fica a apenas uns 30km de Barreirinhas, mas o acesso é, literalmente, uma viagem. De caminhonete são mais de duas horas. Na lancha voadeira se faz na metade do tempo, mas o bacana são as paradas nas comunidades ao longo do (ele de novo!) Rio Preguiças. Aí a viagem pula para três horas, mas vale a pena.

É um passeio para apreciar: se avista uma variedade de pássaros e também árvores como igarapés, buritis, e mangues, essenciais para o ecossistema local. Ao lado, sempre passa um barco de pescador buscando a sorte do dia.

Quer saber como é a travessia de lancha voadeira pelo rio Preguiças, rumo a Atins? Confira no vídeo abaixo em 360 graus! A leitura continua mais abaixo.

De vila em vila

A primeira parada é Vassouras, vila de pescadores a uma hora da partida de barco. De longe já se veem algumas dunas e faixas de água transparente, em paralelo ao curso do Rio Preguiças. Tem ainda garças, bodes e gado ao longe na paisagem de restinga e areia. E macacos chamam os turistas em busca de frutinhas. A navegação continua até Mandacaru, outro vilarejo de pescadores que abriga o famoso Farol Preguiças, construído em 1909.

Uma simpática inscrição na parede recebe os visitantes: “Se marcares ao largo o lampejo de um farol a mostrar o caminho, saberás ser o nosso desejo que jamais tu navegues sozinho”.

A subida de 160 degraus cansa, mas compensa: do alto se veem a infinidade de dunas, a imponência do rio, o Atlântico, o encontro entre água doce e salgada. O farol fecha às 17h. Com ele, fecha boa parte do comércio, e o vilarejo parece quase fantasma.

De volta ao cais, a seguinte parada é Caburé. É o braço de dunas entre o rio e o mar, e de onde saem outras travessias. O passeio de lancha de Barreirinhas a Caburé, com essas paradas, custa em média R$ 70 (por pessoa), sendo o passeio em grupo. Lancha privativa com 4 a 12 pessoas sai a partir de R$ 400. E por R$ 95 por pessoa (passeio em grupo), chega-se a Atins.

A praia de rio e a praia de mar são uma delícia, mas o atrativo maior, claro, é o parque. O acesso é menos procurado que o de Barreirinhas, e as lagoas aparecem em profusão, uma mais bonita do que a outra, embora menos cheias do que na alta temporada.

A chegada é nas caminhonetes jardineiras (foto), para até 13 passageiros, e o passeio custa R$ 90 por pessoa. As duas lagoas mais famosas nesse trecho de Atins são a Verde e a do Guajiru, mas dependendo da disposição do guia — e do grupo — a ida a outras lagoas fora dos roteiros tradicionais é negociável.

— Vivenciar o Maranhão é diferente de visitar. Esse é um lugar místico, mágico — define o guia e monitor ambiental J. Júnior, famoso na região.

PCdoB de Timon afasta dirigente acusado de estupro

Elias Lacerda – O Diretório Municipal do PC do B de Timon afastou da vice-presidência do partido o empresário Clemilton Colaço, que foi preso ontem (18) pela polícia civil acusado de estupro de vulneráveis.

O presidente do partido, João Rodolfo, disse que somente hoje o PC do B reuniu sua direção partidária para se posicionar sobre o fato, pois não queria se precipitar sem maiores informações.

Confira abaixo a nota enviada pela direção do PC do B:

Adutora do Italuís rompe e compromete abastecimento na capital

A CAEMA informou por meio de nota novo rompimento da adutora do sistema Italuís. Na noite desta quarta-feira (19), o sistema rompeu no Campo de Perizes, causando danos e paralisação do fornecimento de água em sua área de abrangência.

As equipes operacionais da Companhia estão trabalhando desde já para o restabelecimento do fornecimento de água tratada no menor prazo possível.

Bilhetagem eletrônica volta a funcionar em São Luís

Os técnicos conseguiram recolocar a bilhetagem eletrônica em funcionamento na noite desta quarta-feira (19). O sistema já está funcionando.

Os estudantes de São Luís estavam utilizando o passe escolar de papel para que não perdessem o benefício da meia passagem. Os estudantes que compraram o passe poderão continuar utilizando normalmente até acabar.

A Secretaria Municipal de Trânsito e Trasporte informou que, nesta quinta-feira (20), os postos de recarga de crédito nos terminais de integração irão funcionar, excepcionalmente, das 7h às 20h. Assim, dará oportunidade maior de recarga antes do feriado prolongado. Nos demais locais de recarga (postos da Ufma, Uema, Apicum, Maiobão e São José de Ribamar) o horário de funcionamento será normal, de 8h às 17h.

Uma queima de equipamentos há 20 dias e outra na semana passada causou a pane. As queimas se deram pelas quedas constantes de energia, principalmente na região do Centro de São Luís.

Audiência pública discute cumprimento de metas fiscais do Governo

A Comissão de Orçamento, Finanças, Fiscalização e Controle realizou, na manhã desta quarta-feira (19), audiência pública sobre o cumprimento de metas fiscais do Governo do Maranhão, durante o terceiro quadrimestre do exercício do ano de 2016.

Durante a audiência, presidida pelo deputado Fábio Braga (SD), técnicos da área econômica do governo fizeram uma detalhada explanação sobre a situação econômico-financeira do Estado, esclarecendo questões relacionadas às dívidas, receitas e despesas do Estado, como também volume de gastos com a folha de pessoal dos Poderes Executivo, Legislativo e Judiciário.

Técnicos da Secretaria de Estado de Planejamento e Orçamento apresentaram, durante a audiência, realizada na Sala das Comissões, quadros comparativos da receita tributária prevista com a receita realizada; quadros sobre transferências correntes e sobre dívidas contraídas pelo Tesouro estadual.

Para o deputado Fábio Braga, a audiência pública realizada nesta quarta-feira na Assembleia Legislativa foi importante porque os técnicos do governo tiveram a chance de discutir com os parlamentares sobre o comportamento da economia maranhense, à luz dos problemas enfrentados pela economia nacional.

Até Eduardo Braide fez questão de parabenizar os integrantes da equipe econômica do governo: “Parabenizo o trabalho e o esforço destes técnicos, porque sei que graças a eles há toda uma dedicação para o Maranhão não sair dos trilhos neste momento de crise, em face da conjuntura vigente em nosso País”, ressaltou Eduardo Braide.

Projeto de Marcelo Poeta transforma a imagem de comunidades do Anill

São Luís é uma cidade de quase 1 milhão de habitantes e quando o poder público demora para resolver o problemas de infraestrutura dos bairros é preciso iniciativas individuais, principalmente dos vereadores que devem complementar as ações da Prefeitura.

Um bom exemplo acontece na região no bairro do Anil.  Moradores de comunidades como Pão de Açúcar e Alto do Pinho, cansados da falta de asfaltamento, abraçaram o projeto do vereador Marcelo Poeta (PCdoB) de pavimentação com a produção individual de bloquetes.

Na região em muitos lugares o asfalto não existe, a situação piora no período de chuvas o que dificulta a circulação de carros e pedestres, as vezes táxis e ambulâncias não conseguiam entrar na ruas. “Até mesmo para a ronda de Polícia vir em nosso bairro ficaria difícil quando fazia a chamada”, diz o vigilante Flávio Fonseca.

Marcelo apresentou o projeto e os moradores adotaram a ideia. Tudo funciona em sistema de mutirão. Em um galpão cedido pela comunidade, durante a semana os bloquetes de concreto são produzidos, aos finais de semana e feriados são colocados nas vias. O projeto  começou a dois meses, foram investidos cerca de R$ 10 mil, valor doado pelo vereador,  e mais de 400 metros de ruas já foram pavimentadas.

“Esse é um trabalho que a gente já vem fazendo a muito tempo, a gente descobriu que o trabalho de mutirão funciona nas comunidades principalmente nas regiões periféricas e a comunidade está clamando por isso a muito tempo. A gente percebeu a necessidade de fazer algo que ficasse mais bonito, mais a contento da comunidade e junto com eles estamos produzindo’’, comemora Marcelo.

O bloquete além de transformar a imagem do bairro, tem uma resistência muito maior que o asfalto. A iniciativa deu tão certo que os moradores de outras regiões se oferecem de forma voluntária para trabalhar, com o objetivo de que a pavimentação chegue mais rápido na porta de suas casas.

“É gratificante ver a comunidade se oferecendo para ajudar o vizinho. Ninguém recebe nada.  Claro que as pessoas desejam ver a sua moradia transformada, mas esse trabalho, além de melhorar a infraestrutura, também está unindo os moradores”.