Homem é condenado por envenenar ex-mulher

Marcelo de Freitas Moraes foi condenado a 12 anos e 06 meses de reclusão pela acusação do crime de homicídio qualificado contra a vítima Mayara Chagas Cardoso. O crime ocorreu no dia 04 de janeiro de 2016, no bairro do São Cristóvão. Os jurados reconheceram a qualificadora de feminicídio. A pena deve ser cumprida inicialmente em regime fechado. O juiz concedeu ao réu o direito de recorrer em liberdade.

O réu motivado por razões da condição do sexo feminino da ofendida, envolvendo violência doméstica e familiar, teria ministrado veneno para sua ex-companheira.

A sessão de julgamento, realizada na última sexta-feira (23), foi presidida pelo juiz Clésio Coelho Cunha titular da 3• Vara do Tribunal do Júri. Atuou na acusação o promotor de Justiça Gilberto Câmara Júnior e na defesa, o advogado José Maria Lima. Foram ouvidas três testemunhas e interrogado o réu.

O pai da vítima disse, em seu depoimento, conforme os autos, que no dia do crime estava em casa, quando recebeu um telefonema, por volta das 14h, comunicando que filha estava passando mal e que fora levada à UPA da Cidade Operária e, ao chegar na unidade de saúde ficou sabendo que Mayara Chagas falecera. Contou também que Marcelo de Freitas Moraes queria ir embora do hospital, mas foi impedido pelo delegado que estava presente no local, sendo conduzindo à delegacia para prestar depoimento, sendo depois liberado.

Segundo a testemunha, o denunciado demonstrava sentir ciúmes excessivos de Mayara Chagas Cardoso e a filha já havia registrado ocorrência contra ele na polícia. Afirmou, também, que o acusado ameaçou os familiares da mulher, caso ela o abandonasse ou denunciasse à polícia. O pai negou que a filha sofresse de depressão.

O pai contou também que Mayara teria ido a casa do ex-companheiro após receber um telefonema do acusado, de quem estava separada há pouco tempo. De acordo com a denúncia, o veneno foi colocado na comida da vítima. Mayara Chagas Cardoso tinha quatro filhos, sendo duas crianças que moravam com o casal, mas não eram filhos do acusado.

Com informações do Tribunal de Justiça-MA.