Corpo de africano resgatado que morreu em hospital continua no IML

Um dos africanos resgatados na costa maranhense, no ano passado, morreu em um hospital público da capital maranhense onde estava internado desde o mês de março. Agora, amigos e a família do jovem, que era muçulmano, pedem ajuda para que o corpo dele seja levado para a terra natal.

Os problemas de saúde enfrentados pelo africano Mamadou Lamarana Diallo, tiveram início poucos meses depois de ter desembarcado em São Luís. Por cerca de um ano, foram várias internações e intervenções cirúrgicas.

Mamadu foi um dos 25 africanos resgatados em maio do ano passado, no litoral maranhense. A embarcação em que estavam, apresentou problemas mecânicos e foram dias à deriva, enfrentando fome e sede, até serem localizados pela Capitania dos Portos.

Por meio de nota, a Secretaria de Estado dos Direitos Humanos e Participação Popular (Sedihpop) informou que assim que soube do falecimento de Mamadou iniciou os trâmites de liberação do corpo com a embaixada da Guiné no Brasil e que aguarda uma definição sobre o traslado. Enquanto isso, ainda de acordo com a nota, o corpo do jovem africano permanece no Instituto Médico Legal (IML), em condições adequadas de conservação.

Agora os amigos que o jovem fez  em São Luís, lançaram uma campanha nas redes sociais, com o objetivo de levantar recursos necessários para que o corpo seja levado para Guiné-Conacri, na África Ocidental, para que seja velado e enterrado conforme estabelece a religião muçulmana.