Eike Batista é indiciado por lavagem de dinheiro

O empresário Eike Batista foi indiciado pela Polícia Federal ao lado de mais 11 pessoas no âmbito da operação Eficiência, que levou o ex-bilionário a ser preso na semana passada acusado de pagar propina de 16,5 milhões de dólares ao ex-governador do Rio de Janeiro Sérgio Cabral, também indiciado.  A informação foi divulgada por meio de nota emitida pela PF.

Eike foi indiciado pelos crimes de corrupção ativa, lavagem de dinheiro e participação em organização criminosa, de acordo com a Polícia Federal, em um inquérito que já foi encaminhado ao Ministério Público Federal (MPF) para o eventual oferecimento de denúncia à Justiça Federal.

Cabral, preso desde o ano passado e acusado de ser o articulador e beneficiário do esquema milionário de corrupção, foi indiciado na operação Eficiência pelos crimes de corrupção passiva, lavagem de dinheiro e organização criminosa, disse a PF.

O ex-governador já é réu em outras ações na Justiça Federal também por suspeita de corrupção.

Pessoas próximas a Cabral, como um irmão e a ex-mulher, também foram indiciados pela PF por suspeita de envolvimento no esquema.

As operações Eficiência e Calicute são resultado de investigações que tiveram início com a força-tarefa da Operação Lava Jato no Rio de Janeiro e resultaram em dois pedidos de prisão contra o ex-governador Sérgio Cabral.

Entre as pessoas detidas nas duas operações estão a ex-primeira dama Adriana Ancelmo, o ex-secretário de obras Hudson Braga, o empresário e ex-vice-presidente do Flamengo Flávio Godinho e o publicitário Francisco de Assis Neto – detido na semana passada.

Cabral é acusado de chefiar uma quadrilha que cobrava propinas para garantir vantagens a empresários. Apenas de Eike Batista, o grupo teria recebido US$ 16,5 milhões.

Com informações  da Reuters e Agência Brasil